O Maraca é tricolor, Papá! (por Crys Bruno)

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Esta noite o Maracanã volta a abrir seu palco para o Tricolor, que lhe ofereceu o mais impactante e lindo espetáculo que ele já presenciou de uma torcida na entrada do seu time de coração, na final da Copa Libertadores de 2008.

Novamente assistiremos a uma partida internacional, desta vez, pela Sul-Americana.

Não, a competição não se compara com a Libertadores; no entanto, é um campeonato continental que dá visibilidade, aí, sim para uma original “internacionalização da marca” no campo, com nosso time trajando o escudo retumbante de glórias.

Nosso adversário, o Liverpool-URU, vem mal em seu território: venceu apenas um jogo das nove rodadas do Uruguaio. Justamente no último final de semana, o que traz para o Rio um time aliviado, inclusive, por “mudar a chave”, os ares, atuando por outro torneio, mas não um time que assuste esse Fluminense.

Somos, hoje, a equipe que joga o melhor futebol do país. Atenção: assisto a outros clubes brasileiros, outros campeonatos e não só o Fluminense. Reafirmo: temos hoje o melhor futebol, o mais atrativo por ser o mais agradável de assistir.

Isto aconteceu, como venho enfatizando, por alguns encaixes especiais e específicos unidos às presenças de Abel e Alexandre Torres, dois boleiros, no departamento de futebol tricolor. Golaços do presidente Abad.

As chegadas de Sornoza e Orejuela, dois jogadores muito acima da média em suas posições no Brasil, foram determinantes para que desse liga dentro de campo. Com os equatorianos tomando as rédeas do meio-campo, Douglas, Scarpa e Wellington passaram a jogar sem o peso que vimos em 2016 e o futebol de todos melhorou.

Infelizmente perdemos o Scarpa nessas últimas semanas, mas acabamos sem ele e, graças à esta Taça Rio (2º turno do Carioca) de mero cumprimento de tabela, atestando que, se nosso elenco não está ainda equilibrado, não é o lixo que muitos afirmavam; pelo contrário: com o time de reservas e cheio de meninos, empatou jogando com autoridade com o “melhor time do Brasil ao lado do Palmeiras”, segundo a mídia especializada (mais em marketing que em futebol), no Fla x Flu de domingo passado.

Futebol não se faz com nome. Futebol se faz com jogador que sabe jogar bola. E elenco se faz com coesão e o mesmo encaixe: se antes estava preocupada com a cabeça-de-área e um meia-atacante de qualidade no banco, por exemplo, Wendel e Marquinhos Calazans surgem prontos e qualificados para nos ajudar ao longo da temporada.

Se estava preocupada com a camisa 9, Pedro já mostrou a personalidade e calma necessárias num jovem, já com produção, sendo melhor tecnicamente que ditos reforços como Henrique Dourado, Wellington Paulista, Rafael Moura…

Richarlison, outrora afobado pela pressão extracampo de pessoas que investiram milhões nele e querem e vão ganhar milhões a mais com ele, já adquiriu confiança e se soltou feito uma pantera!

Wellington assumiu a responsabilidade com a ausência do Scarpa, se movimentando mais em diagonal do que na linha reta do lado do campo, mesmo tendo que acompanhar o lateral adversário. Ele decidiu a final da Taça Guanabara no ataque. Ambos são indispensáveis nesse time gostoso de ver jogar e, por isso, delicioso de torcer. Minha molecada! Como eu os chamo desde o início da temporada.

Todos os meninos – inclusive o Luiz Fernando, que não havia me empolgado nas primeiras partidas, já fez um jogo melhor, mais tranquilo, com tempo de bote e se posicionando bem contra a “SeleFla” – estão encaixados com a organização de jogo do Abel. Mas, claro, nos faltam alguns detalhes:

– Marquinho seria o necessário jogador mais experiente, com bagagem, para contrabalançar a juventude do elenco. Seria, mas não é. Não, dentro de campo. Nem ajuda tática, como afirmou Abel, ele consegue. Erra passes simples o tempo todo, não produz e, na cobertura, sempre o vejo correndo atrás do adversário.

– Dois laterais para as reservas dos titularíssimos Lucas e Léo, porque Renato não tem os recursos mínimos para atuar num clube grande;  Calazans está improvisado, um erro que já fizeram com o Scarpa.

– Quem sabe, por “sorte”, um zagueiro menos pior do que Renato Chaves. Nogueira está muito verde; dos meninos, é o que me parece o que ainda não deslanchou, errando muito e prestes a se queimar de vez.

Embora não mais um menino, Reginaldo foi bem no Fla x Flu e pode ser útil para compor o grupo. Mas Nogueira ainda não.

– Se por milagre, Abel se resignar e entender que o melhor goleiro que tivemos em 30 anos, Diego Cavalieri, já não é mais o mesmo, lento e sem reflexo, sendo sua posição crucial e cuja falha individual não se acoberta, seria ótimo se trouxéssemos um goleiro para o resto da temporada, porque vejo o Júlio César como ótimo reserva e só.

O certo é que nesta noite de quarta-feira, quando nos reencontrarmos com “nosso” Maraca numa competição continental, façamos uma linda festa, vibrando e apoiando o time comandado pelos meus príncipes equatorianos – e que tem jogado o melhor futebol do Brasil nesse momento. “Vamos, Papá!” Ao Maraca!

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Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: buc

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