O juiz é deles (por Paulo Rocha)

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Ninguém que acompanha futebol desconhece que a intenção da maioria esmagadora das arbitragens é beneficiar os times de massa. Ainda mais um momento político-econômico conturbado do país. A ditadura ensinou a fazer o povo se inebriar com o futebol enquanto os reais problemas ficam em segundo plano. Como vemos, nem mesmo a evolução cultural que tivemos nos últimos anos colocou esta prática em desuso.

Que o Fluminense foi roubado no Itaquerão ninguém pode discordar. Não pelos gols que fez e foram anulados – havia impedimento nos três. Mas pelo que o árbitro paranaense minou o time tricolor no decorrer da partida. Deixou o Corinthians meter a porrada e mandou o jogo andar. E os pênaltis mão marcados? No final, expulsou Marquinho, que não conseguiu ficar calado ao presenciar tão escabrosa parcialidade.

Não sei se o juiz era ruim mesmo ou se estava de sacanagem, Tudo é possível. O futebol tem subterrâneos nos quais a neblina dos interesses impede vislumbrar as coisas com a clareza necessária. Sinceramente, acho até que o árbitro deve ser corintiano. No Estado em que o referido crápula nasceu, o time paulista, acreditem, é dono da maior torcida, apesar de lá existirem equipes com alguma história no futebol brasileiro.

Sábado passado, o Corinthians perdera em casa para o Palmeiras, pelo Brasileirão. Alguém poderia acreditar que não conseguiria se classificar na Copa do Brasil? Quantos interesses existem por trás disso? O negócio é ter esses chamados times de massa sempre representados para que a grande parte da população que torce por eles se mantenha alienada e com a aquela carinha feliz de imbecil como se estivesse no paraíso. Enquanto isso acontece, podem mexer na constituição à vontade, tirar presidente, praticar as barbaridades que a elite econômica sempre se fartou de praticar Esses caras sim devem estar rindo à toa, pois o poder está voltando para as suas mãos justamente pela ignorância desta horda de imbecis.

Finalizando: não dá nem para criticar o fato de o time ter sido mal escalado, de não ter chutado a gol e ter se permitido vencer por um adversário que não tem nada, nada mesmo, de mais. Mas a falta de vergonha da arbitragem não permite criticar outra coisa que não a ela. Em razão disso deixo um aviso ao Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro: olho vivo com a arbitragem, pois o campeão que eles querem é outro. Acho que me fiz entender.

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Não adianta espernear depois que a merda está feita. O que não se pode permitir é que esse tipo de árbitro trabalhe nos jogos do Fluminense. Isso é falta de representatividade. Futebol se ganha também fora de campo. É por essas e outras que Alcides Antunes faz tanta falta.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: rocpa

5 Comments

  1. Se so invertessemos as camisas, o juiz agiria da mesma maneira , independentemente se estava em impedimento ? Não validaria pelo menos um ? Sem falar nos pênaltis..

  2. Peter agora quer dar piti.
    Nem tem a grossura necessária pra isso e acaba fazendo papel de chorão, se fosse Odorico Miranda, levariam a sério.

    Acho que nunca mais teremos um presidente com aquilo roxo.

    Mas quem quer ganhar, tem que mostrar no mínimo organização e disposição para ganhar.

    ST

  3. O “presidente” Peter nada mais é do que o reflexo de sua torcida. Se essa gestão fosse em outro clube, teria sido removido à força em 2013, após os eventos Flamenguesa…

    1. Ta cheio de gente postando aqui que so esta preocupado com politica. Chega de perseguiçao. O assunto e o jogo de ontem.

      1. Antonio, td no mundo é política.
        O jogo foi meia boca.
        Um time que tem que ganhar o jogo, não pode entrar pra jogar no contra ataque.
        O Levir já teve o tempo necessário pra ajustar um time e simplesmente não consegue.

        E o Peter é um frouxo, não consegue nem reclamar como homem, parece um bebê chorão.

        E dou a opinião que tenho, não devo nada a ninguém.

        ST

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