O futuro preocupa (por Marcelo Vivone)

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Foi um jogo com dois tempos distintos. No primeiro fomos aniquilados nos 30 primeiros minutos. Primeiro pelo bandeira e depois pelo time adversário, que imprimiu um ritmo de jogo que nos colocou mais ou menos como um lutador de boxe que está nas cordas. Somente quando o jogo já estava dois a zero para o time da casa é que aparecemos no jogo.

O primeiro gol, logo aos cinco minutos, foi resultado de uma incrível desatenção do bandeira em apontar um impedimento claro e muito fácil de ser visualizado. Num campeonato menos confiável que uma nota de 3 dólares e que o adversário é alinhado e “amigo” político da Federação e do Eurico, fica difícil de acreditar que o tal bandeira teve somente um momento infeliz e errou no lance.

O segundo foi resultado de um erro duplo dos nossos jogadores. Primeiro Wagner perdeu a bola infantilmente no meio de campo e possibilitou o ataque do adversário. Depois, nossa zaga resolveu mais uma vez tentar fazer a maldita linha burra e Gum deu condição para o atacante do outro time sair na cara do gol e marcar.

Equilibramos o jogo após o segundo gol e conseguimos diminuir o placar ainda no primeiro tempo.

O segundo tempo foi praticamente um treino de ataque contra defesa. Mas faltou (muita) competência para que pudéssemos marcar pelo menos um gol e conquistar a classificação. Atacamos a maioria das vezes de forma errada e atabalhoada. Nem a exaustão de meio time adversário foi suficiente para que saíssemos de campo pelo menos com o empate.

No fim, acabamos eliminados nos pênaltis.

Evidente que toda a torcida Tricolor está muito chateada com essa eliminação. O Fluminense tem a obrigação de entrar para ganhar todos os campeonatos que disputa. Até mesmo esse em que o presidente de fato da Federação é o presidente do Vasco, presidente de direito da Federação é apenas o seu fantoche e tudo que é feito parece ter a intenção de sacanear e prejudicar nosso clube.

Chateia muito também ser eliminado por um clube que tem o seu presidente como um dos capachos, ao lado de presidentes de Madureira e congêneres, desse mesmo Eurico Miranda. Aliás, um papel muito feio que tem feito o presidente do Botafogo e que em nada condiz com a tradição e a história do clube da Estrela Solitária.

A verdade dura é que não temos capacidade de lutar contra tudo e contra todos, como tanto gostaria a nossa torcida, ávida por esfregar a taça de campeão na cara dessa corja que está vilipendiando o outrora importante Campeonato do Rio de Janeiro.

Agora esse campeonato fadado ao fim deve ser deixado para trás. Hoje o Campeonato Carioca de 2015 já é passado para o Fluminense e dele deve-se “apenas” tirar muitas lições para que o Brasileiro pelo menos não termine em desastre.

Independente de termos disputado todo o campeonato contra muito mais do que apenas 11 jogadores adversários, não dá para não enxergar que vem de dentro do próprio clube boa parte da culpa pela eliminação. Fizemos uma campanha muito ruim, perdemos para times pequenos e fomos eliminados por um time muito fraco. Só não vê que não quer.

Está mais do que claro que nosso time é sofrível e que precisa de vários reforços, alguns para encorpar o elenco e outros para chegarem e serem titulares. Nossa diretoria deve aproveitar a eliminação e nossa pífia participação no Euricão 2015 para se conscientizar de que precisamos de reforços se quisermos, pelo menos, disputar o Brasileiro sem sofrimento em relação ao rebaixamento.

Sinceramente não vejo, desde o início do ano, chances de disputarmos as vagas da Libertadores e tampouco o título. E quando cito reforços, não estou me referindo a jogadores do nível dos seis que foram contratados no início da temporada.

O grande e evidente problema é a falta de dinheiro. Eu realmente não sei como o clube pode fazer para se reforçar da forma que está evidente ser necessária para a disputa do Brasileiro. Mas esse é um problema do Peter e do Mário. Que se use a criatividade para contornar o problema de dinheiro.

Todos os setores do time precisam ser reforçados. Gum, por exemplo, não parece mais ter condições de ser o titular da zaga. Vinícius e, muito menos Wagner, podem ser titulares da equipe.

O elenco também precisa ser reforçado. Jogadores como os fraquíssimos João Felipe (o pior de todos) Víctor Oliveira e Guilherme Santos são claros exemplos de erros da diretoria. Jamais deveriam ter sido contratados. Marlone, que só fez um jogo bom durante todo o ano, e Lucas Gomes parece ser o mesmo caso dos três anteriores. Rafinha, Fernando e Marco Junior, todos jogadores oriundos de Xerém, já deram várias mostras de que também não tem condição de estar num clube da grandeza do Fluminense.

Urge também que a parte coletiva desse time seja trabalhada. Já estamos quase no fim de abril e o time ainda não tem um padrão de jogo. Perdemos quatro meses com o Cristóvão e Drubscky precisa de alguma forma recuperar o tempo perdido. O problema é que, com a urgência que se faz necessária, treinamentos em dois turnos durante a semana seriam fundamentais, mas esse assunto parece ser proibido nas Laranjeiras.

Muito mais do que lamentar a eliminação do carioquinha, preocupa-me o futuro que já bate em nossa porta que é a disputa do Brasileiro. Com tudo que temos visto até aqui, é impossível não estar muito preocupado.

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Mvivone

Imagem: lancenet.com.br

#SejasóciodoFlu

2 Comments

  1. Perfeito do inicio ao fim …tudo realmente acrescento somente uma impressionante passividade de nosso presidente em defender a instituicao com unhas e dentes ate mesmo quando tinhamos o regulamento do nosso lado e mesmo assim acatou e aceitou covardemente.

  2. Com um vice de futebol que costuma citar “O Pequeno Príncipe” e com o “scout político” (que não tem utilidade nenhuma a não ser alavancar politicamente seu arquiteto), a Série B é logo ali.

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