O Fluminense em risco no Brasileirão (por Crys Bruno)

Nos tempos atuais, os dirigentes falam muito sobre “planejamento”. O Fluminense vem desde 2013 sob o comando das mesmas pessoas, entre a metade e fim da tabela.

A gestão enxerga o Fluminense como um clube médio e exige que sua torcida se comporte como um torcedor inglês do Burnley, lotando o estádio e vibrando com o time estando ele na quarta, terceira ou segunda divisão. Um deboche.

Fui ao Maracanã na quinta-feira passada e vi o produto torcida – que essa gestão tanto diminui – presente, cantando sem parar, apesar do placar magro e do desempenho ofensivo ignóbil. Mas quem administra o clube há quase uma década não enxerga essa torcida como ela é. Nem poderia; afinal, tratam o Fluminense como clube médio.

Demorei quatro anos para cair em si. O “planejamento” dos gestores para o Fluminense é se manter na Série A e não disputar com afinco o Brasileiro. Estamos atrás dos remendados Botafogo e Vasco. Não há cobrança, só apoio ou ausência, muitos já jogaram a toalha, enquanto os medíocres apequenam um clube com nossa história e enormidade.

Sinto-me humilhada. A derrota para o Atletico-PR, por várias razões, mas principalmente por ver a administração do clube virar as costas para o mais importante campeonato do nosso futebol, é aviltante.

Somente gostaria de rememorar: a Sul-Americana elimina, mas não rebaixa. O Brasileiro joga o clube para segunda divisão com anuência do apito e lá, igualmente, perseguido.

Sinto-me abandonada. Sou apaixonada pelo clube que fundou o futebol no Rio de Janeiro. É parte do maior porque o mais emblemático clássico da história, o Fla x Flu, mas seus dirigentes o tratam como um Burnley, um Samorin, uma Chapecoense ou Avaí: clubes que não ambicionam o topo da tabela com único objetivo de se manter na primeira divisão, a tal ponto que se encontra atrás dos timecos atuais do Vasco e Botafogo.

Uma vergonha.

Bem, dos últimos cinco jogos, o time do Abel venceu só uma partida. Se estamos a  seis pontos da Libertadores, estamos a quatro pontos da zona de rebaixamento. Alerta amarelo ligado. Porque vem aí Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Avaí e São Paulo.

Tomem vergonha na cara. Ou se o plano é ser rebaixado… bem, até que condiz mesmo com a baixeza com que esse departamento de futebol está tratando um clube maravilhoso com uma torcida digna dos mais bonitos espetáculos e vitórias, sofrida por um time que joga para terminar em décimo no Brasileirão, chegar às semifinais de um Carioca falido, tentar uma coisa aqui ou acolá, sem mídia, sem marketing, à mercê dela mesma, como vimos e sentimos na última quinta-feira: nós, torcedores do Fluminense, só podemos contar com a gente e somos o resta dos restos da mediocridade a que estamos sendo submetidos goela abaixo.

Se o Fluminense entrar no Z4, não sai de lá porque sabemos da ânsia nacional de nos ver rebaixados, que um jornalismo esportivo podre nos destinou.

Que essa diretoria pare de colaborar para isso. Antes que seja tarde. Por termos três jogos seguidos no Rio, outubro nos responderá.

À bênção João de Deus.

Toque rápido:

– Não, não quero falar de LDU nem Sul-Americana essa semana.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

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