O encaixe do time do Fluminense (por Crys Bruno)

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Oi, pessoal,

Por mais complexo que os analistas e profissionais queiram mostrar, o futebol é de uma simplicidade total e seus números incompletos servem mesmo para preencher uma transmissão de rádio, TV ou relatórios  vazios acerca da parte técnica do jogador.

Entendo perfeitamente que, no que diz respeito ao trabalho físico, exato como sua ciência, os números são precisos quando calculam distância percorrida, potência, velocidade, resistência, enfim, trabalhos fundamentais para o atleta.

Mas quando o assunto é a questão técnica, os números são incompletos, valendo lembrar que, em todas as estatísticas, Diguinho sempre foi mais preciso nos passes que Deco.

Os passes de Diguinho eram em sua maioria laterais e para trás, de três metros, portanto realmente precisos e…improdutivos. Deco usava o passe frontal, aquele que dá ritmo e cria a jogada ofensiva.

Orejuela está encantando, mas não pelo o que os números dizem  – porque esses dizem pouco  – e sim pela qualidade do seu passe frontal, mais difícil e realmente produtivo. Ele faz o time andar, acelerar, ser intenso porque seu passe faz a bola correr limpa e ágil. Ao seu lado, o  companheiro que o complementa: Douglas.

Se o “príncipe negro” flutua e distribui a bola fácil, Douglas tem a explosão para a infiltração, aquele que faz área-a-área, ajudando os meias como opção, ao lado dos laterais, no apoio. Longe de ter a mesma qualidade de passe do Orê, nosso príncipe negro, Douglas é o jogador que usa o físico para dar intensidade e tem estado muito bem na função.

Outro que está bem é Henrique Dourado. O “ceifador” é um brigador incansável. Briga por cada lance, inclusive com a bola, compensando sua deficiência em fundamentos como domínio, com bom posicionamento e inteligência, leitura de jogo. Apesar de querer Richarlison no seu lugar, entenderei a opção de Abel, até pela juventude dos meias.

Os meias, o talento. Apesar da partida apagada “na piscina” de Los Larios, último domingo, Sornoza é um camisa 10 que há muito tempo não se via no Fluminense e que tanto precisávamos. Nem mesmo Thiago Neves no auge me pareceu com o talento dele. Sornoza tem visão de jogo, agilidade, raciocínio rápido e isso com o drible frontal, algo q TN10 não tinha. Um 10 completo!

Gustavo Scarpa é o nosso xodó. Apesar de oscilar bastante e mesmo sem ser o meia completo, faz bem a diagonal e sua finalização é de alta qualidade para o nível do nosso futebol. Além disso, se entrega na função cruel de cercar o lateral adversário até nossa defesa, assim como Wellington.

O nosso camisa 11 é um típico ponta dos anos 1980. Inclusive na escolha das jogadas, às vezes as erradas, porque a velocidade atrapalha o raciocínio (risos). Mas pelo drible e por ser o facão, além de errar um pouco nas finalizações, “o furador de retrancas” é indispensável para o time por sua característica de driblador. Ele, assim, complementa Scarpa e ainda ajuda com a mesma entrega o lateral Léo.

Na lateral esquerda, o menino que me surpreendeu pelo crescimento no que ele mais precisava melhorar, a marcação, desde o jogo contra o Criciúma, e nos emocionou no último domingo quando marcou seu primeiro gol com a camisa mais linda do mundo. Já havia afirmado e reafirmo: é meu titularaço na lateral para temporada. Dizem que ele deverá oscilar, mas aposto que se o time continuar regular, Léo seguirá assim: dono da posição.

O mesmo vale para seus três companheiros de defesa. Renato Chaves, que eu tanto desconfiava, melhorou bastante nos últimos dois jogos, menos afobado. Seu forte é o jogo aéreo e isso complementa seu companheiro de zaga. Seu passe na saída de bola, algo que Gum quase nos matava do coração, está sendo calmo e bem feito.

Lucas é lateral. É jogador. Conhece a posição. Ao contrário de Wellington Silva, um corredor maluco e sem noção de marcação. Deverá ser o melhor lateral direito que teremos desde a saída do Mariano.

E o dono da defesa, o chefão, Henrique. Sua cobertura tem sido correta. Como a marcação do lateral melhorou e também a qualidade do seu companheiro de zaga, mais sóbrio que Gum, por enquanto.

Henrique não precisa antecipar em botes errados, evitando erros e melhorando, claro.

No gol, Cavalieri que tinha voltado bem, já se contundiu. Júlio César quebra o galho mas, como tenho trauma grave que nem um século de terapia me curaria por culpa de Ricardo Pinto e Fernando Henrique, fico sempre com a sensação que nossos goleiros irão entregar a paçoca…

De qualquer forma, o time encaixou. Agora é rezar para que ninguém se machuque, especialmente: os equatorianos, Henrique  e os laterais. Reza forte, mantra constante, cheio de fé, porque esses são insubstituíveis e perdê-los, principalmente, nosso príncipe negro Orê, e Don Sornoza, desencaixa tudo, podendo travar o time, o deixando mais lento e previsível. Tudo o que a gente não quer. Então, “aaaaaaaaah, huuuuuuummmmm”, “rugue-rugue”, é no patuá!

::Toques rápidos::

– Hoje é dia de Fluzão. Enfrentaremos o Inter com um time misto. Decisão que achei correta pelos fatores físicos nesse início de temporada com muitos jogos. Nesse caso da condição física dos atletas, os números são precisos e devemos segui-los.

Oportunidade de vermos outros atletas, como Lucas Fernandes e Nogueira. Gostaria de assistir também o Maranhão mas parece que ele está sendo usado como moeda de troca, não sei se já perdeu a motivação…

– Por fim e mais importante: todas minhas orações ao Pedro Scudieri, sua mãe, parentes e amigos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: cib

força scudieri

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