O desafio e a obrigação (por Paulo Rocha)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

A derrota de 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, doeu mais pela forma como aconteceu, com um gol nos acréscimos, do que pelo rendimento do time do Fluminense no clássico. Não jogamos bem e demos margem para a reação adversária. Mas não dá para ficar lamentando. Temos uma semana importante pela frente.

É possível reverter a vantagem do Grêmio e seguir vivo na Copa do Brasil? Sim, é possível, não será nada fácil, mas é possível. Mas pergunto: será interessante seguirmos na competição? Temos elenco para isso? Jamais torceria pela eliminação do meu time, mas confesso que, se esta ocorrer, não perderei o sono, desde que seja de uma forma digna.

Já no sábado teremos um jogo que me considero bem mais importante: contra o Vitória, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Este sim, temos a obrigação de vencer. Somar pontos nestas partidas iniciais será fundamental para que tenhamos paz no segundo semestre. Não  nos esqueçamos de que, agora, seis times se classificam para a Libertadores.

Contra o Rubro-Negro baiano – a quem não derrotamos já há algum tempo  – temos que fazer valer nossa condição de mandante e ir para cima. E a torcida, que tanto tem falado no jogo desta quarta-feira, precisa comparecer em bom número ao Maracanã no sábado à noite para evitar que o clube tenha mais um prejuízo financeiro.

Do meu ponto de vista, do qual muitos podem discordar, obviamente, o importante para o Fluminense é fazer uma bela figura no Brasileiro e partir para a tão sonhada conquista da Copa Sul-Americana. As duas coisas dão vaga na Libertadores. Para a Copa do Brasil e para a Primeira Liga, confesso a você, não estou ligando muito.

Com o elenco que temos não podemos disputar quatro competições ao mesmo tempo. Vai acabar dando merda. É melhor fazer duas coisas bem feitas do que quatro do jeito que der.

xxxxxxxxxxx

Ainda estou muito triste pelo falecimento do Gilson, o Gênio. Ele era uma pessoa que fez parte do Fluminense que eu vivi – como criança e como adulto. A única coisa que me consola, e sei que também às famílias vitimadas pelo câncer, é que o sofrimento dele chegou ao fim. São pessoas como Gilson que escrevem a história dos clubes de futebol.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri 

Imagem: paro

CENAS DO CENTRO DO RIO

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres