O combate (por Zeh Augusto Catalano)

Ah, as papeletas...
Ah, as papeletas…

Muita gente não entende bem o que faz um vascaíno num site tricolor. Acredito que os tricolores que testemunharam o que ocorreu domingo no Maracanã tenham recebido uma resposta.

O tal assistente de arbitragem, pago para ficar naquela posição concentrado exatamente em lances como o da falta do Douglas, consegue não ver o lance. O time do Vasco comemora. A torcida do Vasco comemora. Silêncio na torcida rival. Jogadores da Gávea fazem um muxoxo.

Só seis pessoas no estádio não enxergaram o lance. Dentre eles, os três escalados para tal. Esse cidadão de trás da linha de fundo é, na regra do jogo, figura decorativa. Sua excelência, o juiz, e o bandeira do lado do ataque do Vasco eram os responsáveis por ver o lance. Não viram… Por favor… Estou sendo irônico.

“O assistente cochilou.”

Por duas ou três vezes essa foi a justificativa do cidadão. Juiz de final de copa do mundo. O sujeito, fazendo pose, como se sentasse em uma privada imaginária, tinha os olhos fixos na cena. Dar essa desculpa é tentar legitimar o impossível. É subestimar a inteligência de quem assiste a tv.

Mas não tinha acabado ainda. Depois de pênalti claro não marcado, falta inexistente marcada quase na linha da grande área. E a história se repete. A bola entrou? Não sei. As pessoas no estádio não sabem. Mas os mesmos três souberam. Deram o gol.

Ninguém discordou. Unanimemente, todos na transmissão concordaram que a bola entrou. Até eu acho que a bola entrou. Mas a regra diz que a bola TODA tem de passar a linha. Passou? Tem certeza? Agora à noite, na tv, tentam provar que entrou.

Acabou? Não! A reportagem (Fantástico e demais programas da emissora) mostram que a bola do Vasco entrou trinta e três centímetros. Até ai, ok. Até afirmarem que a bola do outro gol entrou vinte e dois centímetros. Não se tem a certeza se entrou. Então, de onde vem o cabalístico número 22?

A resposta é: do esforço para legitimar tudo o que cerca o clube da Gávea.

Acredito que vocês já tenham vivido algo parecido. Mas este, dadas as circunstâncias, foi um dos mais revoltantes que já vivi. E não dá pra aturar mais isso. Não dá mais pra aturar a empáfia da torcida que encheu o saco pela “virada de mesa” tricolor, defensores da moralidade e que comemoraram uma vitória patética, conseguida graças a não um, mas a “N” erros de arbitragem. Não dá mais pra tolerar uma imprensa que busca validar e tornar legítimo qualquer absurdo que aconteça em um campo de futebol, sempre pro mesmo lado.

Essa é uma das razões pelas quais escrevo aqui. Isso tem de ser combatido.

Chega de cochilos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem capturada do Youtube

5 Comments

  1. Catalano,

    Foi aviltante, até mesmo para torcedores de outros times.

    Aquele carinha ali foi uma invenção carioca para resolver esse problema e pelo visto ele só serve para gerar mais custo para o jogo.

    O cidadão tem que ser expulso do quadro de arbitragem. Ele viu o lance. Não marcou porque não quis.

    Digo e repito: é preciso instituir o desafio (que nem ocorre na NFL, no voley e no tênis) no futebol.

    Urge!

  2. Prezado Catalano,

    esta maquina de manipulação só poderia ser detida se nós (os do “lado de cá”) nos uníssemos. os botafoguenses ficaram com a pecha de ‘chorões’ após terem sido seguidamente garfados em finais contra o ‘mais querido’ (da rua von martius). e essa reação deveria vir da torcida – já que as diretorias parecem de mãos atadas por compromissos diversos, confessáveis ou não.

    saudações!

  3. Confesso que li nenhuma declaração do adicional/burrnegro do jogo, mas um amigo me disse que ele declarou que piscou na hora do lance e, por isso, não viu a bola entrando! Vamos lá, um piscar de olhos dura em 1/3 e 3/4 de segundo, ou seja, mesmo que ele piscasse três vezes no momento em que a bola quicou dentrou do gol, ainda assim daria para ver o lance, com folga! Quer dizer, tentam justificar o injustificável! Acham que somos idiotas!

Comments are closed.