“Juiz ladrão, porrada é solução!” – que se danem os nutelinhas politicamente corretos… (por Antonio Gonzalez)

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Mais de uma vez escrevi por aqui que não gosto de comentar jogo jogado, fica fácil demais. Passa-se 500 vezes o filme do jogo na cabeça, vê-se o replay dos lances etc…

Não, não gostei da escalação, mas entendo. Era preciso ir para o sacrifício num jogo que só valia pelo aspecto financeiro (hum milhão de reais em prêmio para o vencedor da Taça Rio), em vez de sacrificar as disputas mais importantes que temos pela frente, leia-se Copa do Brasil e Sul-americana.

Como bem disse o meu brother Bruno Carril (Conselheiro do Fluminense, membro do MR21 e colunista do Observatório do Fluminense), estamos diante de um calendário que nos fará disputar quase 50 partidas no primeiro semestre (levamos até agora 14 no Carioca, quatro na Copa do Brasil, duas na Primeira Liga e uma na Sul-Americana, que totalizam 21 jogos em menos de três meses de competições – o primeiro jogo do ano foi disputado em Juiz de Fora, contra o Criciúma, no dia 24 de janeiro).

E cá para nós, emos um time que está jogando muito bem, mas o nosso elenco ainda tem limitações, apesar de que Xerém tem nos colocado em bandeja uma série de bons e excelentes jogadores, mas que precisam do seu tempo de maturação… em alguns casos dois anos como passou com o próprio Gustavo Scarpa. Em outros, como no do Wendel foi vapt-vupt.

Sim, o Julio Cesar frangou no primeiro gol, o Frazan não teve uma atuação condizente, nem o time conseguiu jogar com dois laterais improvisados e tortos, tanto na hora de defender e de atacar…

Sim, o árbitro e os bandeirinhas ROUBARAM ESCANDALOSAMENTE o Fluminense (com a arbitragem de ontem, o jogo poderia ter durado 35 horas e meia, mas o vencedor seria sempre o Botafogo, pois assim interessa à Federação do Rubinho)…

Sim, tem um mês que o Orejuela deixou de ser aquele jogador que não errava passe e o Douglas, que voltou de contusão, jogou pisando em algodões…

Mas eu convido ao pessoal que está me acompanhando aqui na Casa da Literatura Tricolor, o Panorama Tricolor, para não ser severo demais. O Abelão tem crédito, assim como o time e a garotada que está chegando…

Até o momento foram 21 jogos disputados, com 13 vitórias, cinco empates e três derrotas…

Sim: três derrotas e todas elas jogando com o time praticamente reserva… sendo que contra o Inter nos roubaram um gol; contra o Nova Iguaçu, dormimos e ontem tomamos um gol com cinco jogadores do adversário impedidos (imagino o falecido Mario Vianna, com dois “enes”, que foi o primeiro comentarista de arbitragem no Brasil, gritando “Banheeeiiirraaaa… goool IIILLLEEEGGAAALLLLL!” nos microfones da Rádio Globo, chamando o árbitro de “soprador de apito” e dizendo que o mesmo iria “comer carne de pescoço”), além de um pênalti não marcado sobre o sonolento Marco Junior, que momentos antes havia pedido uma oportunidade de gol que nem a falecida da minha avó, que era coxa, perderia.

Portanto, deixemos esse nosso lado torcedor corneteiro à margem. Tranquilos de que, na quinta-feira, já voltamos a campo pela Copa do Brasil, em Goiânia, contra o Goiás.

Falando em Copa do Brasil, meu companheiro de Conselho Deliberativo, o Carlos Simi, comentou: “Nas três fases da Copa do Brasil o Fluminense já ganhou R$ 1.805.000,00 de premiação. Passando pelo Goiás serão mais R$ 750.000. Se chegarmos ao título somando todas as premiações ganharemos R$ 11.685.000, além da participação na Libertadores 2018”…

Mais uma razão para mantermos as nossas cabeças frias.

Mudando o tom da conversa…

Quando faço as minhas críticas à conduta do GEPE nos estádios com relação à torcida do Fluminense, em nenhum momento eu quero passar a mão na cabeça de vagabundo. O que aconteceu no sábado passado do lado de fora do Maracanã, onde um arrastão de 71 torcedores (número total de detidos) do Vasco da Gama, que agrediram e roubaram flamenguistas do povão, é digno de Bangu 1, 2, 3, 4, mil, para essa bandidagem.

A outra coisa é o GEPE querer fazer a sua lei e coibir a torcida do Fluminense. Ontem mesmo, no final do primeiro tempo (como está na foto abaixo, de minha autoria) se posicionaram para impedir que os nossos torcedores gritassem na saída do trio de ladrões da arbitragem…

Ora senhores… Essa merda se chama futebol, nós pagamos ingressos e temos o DIREITO de vaiar da forma que quisermos essa cambada de safados que veio operar a nossa equipe.

Como ninguém (só devo satisfação às almas dos meus pais) vai dizer o que devo fazer ou não, puxei o grito de “Ladrão” que foi acompanhado de muita vaia.

Se não bastasse a SACANAGEM das bombas de gás e do spray de pimenta no jogo da Sul-americana do lado de fora do estádio… sem não bastasse a TIRANIA de reter a faixa da Força Flu no estádio, fazendo com que a sua diretoria tivesse que passar por uma sabatina depois do jogo.

“Polícia para quem precisa/ Polícia para quem precisa de polícia” (Titãs)

No caso, a torcida do Fluminense precisa de verdade de quem a represente. Nesse quesito, a atual gestão ainda não acertou o tom. E se não fizer caso aos mais experientes, certamente não acertará!

Falando em acertar o tom: na detenção do funcionário do Fluminense, Ricardo de Moura, supostamente envolvido no escândalo da CBDA, que desde 2010 é o Coordenador de Esportes Aquáticos do nosso clube, é preciso muito mais do que uma nota oficial. Mas isso eu cobrarei na tribuna do Conselho Deliberativo.

Para não dizer que eu apenas critico… Ontem, no Engenhão, a Bravo 52 ficou no lugar que tem que ficar sempre, no meio de campo.

No mais, ao som dos Titãs me despeço, mas sem antes gritar: “Juiz ladrão, porrada é solução!”

#DigaNãoAoFutebolDosNutelas

PS: Me recuso a comentar sobre essa baranga do Osvaldo. O pior é que é o Fluminense quem paga a conta dessa cagada feita pelo Mario Bittencourt e pelo Peter Siemsen. Se o clube quiser, me coloco à disposição para contar ao rapaz um pouco da verdadeira história da torcida do Fluminense… dos tempos em que éramos torcedores de raiz. Ponto.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: gonzalez/ram

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