Nove verdades e uma mentira muito repetida (por Walace Cestari)

 

1. Em seu primeiro uniforme, aprovado em 1902, além da camisa metade branca, metade cinza, o Flu usava meias pretas para entrar em campo.

2. O Fluminense jamais foi um clube racista, ao contrário do que apregoa a imprensa. Desde a primeira década de sua fundação, há registro de jogadores negros vestindo a camisa tricolor. A foto abaixo é do time de aspirantes de 1910.

3. O estádio das Laranjeiras (hoje Manoel Scwartz) foi construído em tempo recorde e tinha capacidade para dezoito mil torcedores, com um anel fechado nos moldes das mais modernas arenas atuais e iluminação para jogos à noite. Mas, pensando no desenvolvimento da cidade, o Flu abriu mão de parte do terreno de seu estádio para a abertura da via que hoje é endereço do palácio do governo do estado.

4. Em 1942, o Fluminense declarou guerra contra o nazismo, doando para a Força Expedicionária Brasileira uma aeronave de guerra, apresentada no gramado das Laranjeiras, com hélices envoltas na bandeira tricolor, além promover um curso de enfermagem que formou praças que seriam designados para o front de batalha.

5. O Fluminense é o único clube de futebol do mundo detentor da Taça Olímpica, honraria criada por Pierre de Coubertain e oferecida pelo Comitê Olímpico Internacional como reconhecimento ao desenvolvimento do esporte e do espírito olímpico.

6. No ano de 1952, o Flu tornou-se campeão mundial, vencendo a Copa Rio, um torneio nos moldes do atual campeonato mundial de clubes da Fifa. Nos primeiro jogo da final o Fluminense bateu o Corinthians por 2 x 0 e empatou em 2 x 2 o jogo da volta, tornando-se o dono da cobiçada Taça Rio.

7. Castilho foi o jogador que mais vestiu a camisa tricolor, com quase setecentos jogos. Em 1957, ele teria de afastar-se por dois meses para tratar uma recorrente lesão no dedo mínimo. Inconformado por ficar afastado do Flu por tanto tempo, decidiu amputar parte do dedo e, em duas semanas, já estava de volta ao gol tricolor.

8. A Máquina Tricolor de 1975 mediu forças contra ninguém menos que o poderoso e então bicampeão europeu Bayern de Munique, base da seleção alemã campeã do mundo em 74, que raramente saía da Europa (eles se recusaram a jogar o intercontinental de 1974 e 1975). O time de Sepp Meyer, Beckenbauer, Gerd Müller e Rummenigge veio ao Maracanã para conhecer a máquina e sentiu o poder tricolor de Marco Antônio, Paulo Sérgio, Rivellino e Mário Sérgio: no final, 1 x 0 Fluzão.

9. O Flamengo já garantiu um título ao fluminense. E foi em 1983. O famoso gol de Assis contra o Flamengo em 1983, apesar de decisivo, não foi o último gol do campeonato, mas terminou o jogo, já que, depois do gol, não houve nem sequer a saída de bola. Para que o Flu comemorasse o título, o Bangu não poderia vencer o Flamengo, situação que forçaria um jogo final entre as equipes. Mesmo eliminado, o Flamengo venceu o Bangu por 2 x 0 e, três dias depois do gol de Assis é que o Flu tornou-se campeão carioca daquele ano.

10. O Fluminense virou a mesa do campeonato brasileiro de 1996, não tendo relação alguma com a compra de resultados envolvendo Ivens Mendes, da comissão de arbitragem, Mario Celso Petraglia do Atlético Paranaense e Alberto Dualib do Corinthians. Em 1999, o Flu virou a mesa de novo, sem ter nada a ver com o caso Sandro Hiroshi e o benefício dos tribunais ao Botafogo e ao Inter. Em 2013, o Tricolor virou mais uma vez a mesa com todo seu poder, sem ter nada a ver com a escalação irregular de André Santos do Flamengo e a maior coincidência da história do futebol: a escalação igualmente irregular de Héverton da Portuguesa, determinando o rebaixamento da Lusa.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: google/flu memoria/diversos

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