Nos trilhos (por Luis Brito)

O Fluminense vem jogando da mesma maneira que terminou 2012 e se sagrou campeão brasileiro de 2012: longe da eficiência técnica, mas próximo da eficiência tática que apenas três times conseguiram derrotar até o título. É com essa confiança que o tricolor busca um 2013 com lugar ao sol.

O elenco é qualificado e mostra a cada rodada essa confirmação. Basta ver quem decidiu o jogo na última quarta feira (27), no Chile. Pois bem, Wagner – reserva de luxo do habilidoso brasileiro naturalizado português Deco. A derrota para o Grêmio na segunda rodada da Copa Bridgestone Libertadores foi um descuido que talvez pudesse ter sido evitado, mas foi bom para o Fluminense saber que não está mais em 2012 e precisa tirar o salto 15 para começar a andar de sandália, já que o ano é diferente e precisa ser levado a sério, pois tudo começou do zero.

As conquistas poderão vir, sem dúvidas, mas até elas as vitórias serão mais difíceis, sofridas, suadas e brigadas; porém a recompensa será maior, pois sabemos bem que o principal objetivo é a conquista da América.

Abel precisa dar um ânimo aos jogadores do Fluminense, assim como o fez no segundo tempo do jogo contra os chilenos; no primeiro tempo, os jogadores andavam em campo e pareciam felizes com o empate; Fred era quem mais cobrava e corria em campo. Quando isso acontece é preocupante, pois sabemos que o matador é um jogador centralizado e fica mais parado esperando a bola chegar.

O maior adversário do tricolor é o começo de temporada. É desanimador um campeão brasileiro, com o elenco que tem, jogar um pífio campeonato carioca que não passa de um tornei fraco e fácil, a começar apenas no mata-mata. Talvez em abril já possamos ver o time do Flu mais compacto e mais vibrante em campo.

Não culpem o Abel Braga, o treinador não entra em campo. Deixando o trabalho dele em paz conseguimos nos classificar para a Libertadores em 2012 e 2013, fomos campeões Carioca e Brasileiro em 2012. Vejamos o patamar à frente. Voto de confiança ao comandante, pois não há técnico melhor no mercado e precisamos de comandante não de técnico, se é que me entendem: deixem-no colocar o Fluminense nos trilhos e no caminho das vitórias, que tanto foram vistas em 2012.

Hoje termos um adversário que costuma crescer em clássicos, mas não assusta o Fluminense – o Vasco, que procura chegar a final para quem sabe ser o título do ano dos vascaínos – já que com o elenco que conta o adversário não terá muitas ambições em 2013. A vitória está logo ali, mas é preciso ter cuidado: aquele velho ditado “clássico é clássico”.

Assim como em todos os textos, eu termino com o pedido de apoio ao Abel e ao elenco. Vamos gritar e vibrar juntos, chorar e sofrer juntos, sorrir e cantar juntos, o FLUMINENSE SOMOS NÓS!

Luís Brito

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @datluis

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