No peito e na raça (por Crys Bruno)

Oi, pessoal.

Este jogo eliminatório hoje à noite é uma daquelas pelejas que tudo parece estar contrário a nós. E está. Sem dois dos nossos três melhores e mais importantes jogadores, Sornoza e Welington, caberá apenas ao Gustavo Scarpa, ainda sem ritmo, descobrir o passe diferenciado para os finalizadores.

Como precisa vencer por 2 a 0 ou três gols de diferença e atuando contra um Grêmio do Renato Gaúcho (que irá se fechar), o nosso meio-campo será “convidado” à marcação alta, ao avanço, induzindo Abel a escalar um time mais próximo da ofensividade e intensidade que vimos em vários jogos esse ano.

Contra o Vasco, não foi assim. Abel recuou o time novamente e, após virar e sofrer o empate ,lançou Marquinho para segurar o 2 a 2. Até meu sobrinho Matheus, de cinco anos, sabe, que Marquinho nada produz, nada ajuda: não desarma, não segura a bola, nada.

Na verdade, Marquinho ajuda o adversário porque faz o time perder o meio-campo e, com Marcos Jr e Henrique Dourado sem segurar a bola na frente, sua inutilidade atrai qualquer time para dentro da nossa área defensiva.

Que o castigo da derrota tenha sido compreendido para o restante do Brasileiro. Porque não foi a primeira vez e só será a última se Abel parar.

Esta noite, não. Esta noite é atacar e atacar, sem deixar o Grêmio respirar e gostar do jogo. Para isto, a ideia é manter a bola. Não tem muito que pensar, inventar, escolher.

Contra o Vasco, Abel, ao contrário do que afirmou, modificou sim a linha de quatro: Scarpa, sem condições físicas para marcar o lateral adversário em 80 metros, ficou centralizado, com Wendel aberto sem a bola. Perdemos agudez e só entramos na partida quando o Vasco fez 1 a 0 e… recuou.

Agudez e intensidade. É o que precisaremos ter essa noite. Pelas características, Calazans e Maranhão (tão cobrado pela torcida que tanta paciência tem com Marcos Jr, que para fazer uma lance de perigo, um gol ou dar uma assistência, precisa de “999” minutos de jogo).

Richarlison é jogador de força, mas não tem o drible frontal tão necessário que perdemos sem Welington e Sornoza. No elenco, Maranhão tem esse drible agudo. A questão é ele acertar. Sem confiança porque sem sequência (uma hora Abel dá mais chances para o Lucas Fernandes; noutra para Pedro; noutra Maranhão, esquecido, volta a ser lembrado), o jogador precisa ter nervos de aço para assimilar e, ao entrar em campo, produzir.

Calazans, que também ficou fora do banco por vários jogos, ao menos tem o apoio da torcida. Escalado como lateral-esquerdo sendo meio-ofensivo, lembro pouco de vê-lo centralizado, mas recordo uma partida em que ele se deslocou por dentro e fez jogada que originou um gol nosso.

O menino parece ser também carregador de bola, mais ágil e, por Scarpa estar ainda sem condição (e sem os cinco pulmões que se precisa ter para atacar e marcar o lateral adversário até a linha de fundo defensiva), seria melhor mantê-lo por dentro e escolheria entre Maranhão e Calazans (mais para este pelo aspecto do apoio do torcedor) para substituir Wellington.

O que não dará para ver é o pacote de três volantes porque Douglas ainda não está bem. Talvez por receio da contusão que descobriram nele, refugou bastante contra o Vasco. Sem agilidade, embolou com Wendel e Orejuela. Além disso, como sabemos, entraremos em campo perdendo e o empate, como Abel gosta, nos eliminará.

Hoje à noite temos que ter agudez para ganhar maior intensidade e encurralar o Grêmio no seu campo defensivo. A ideia é ter sempre a bola com a gente. Ao ataque, Fluzão. Na coragem e na marra!

Toques rápidos:

– Apesar de desprezar os números e estatísticas no que diz respeito ao futebol, sabendo que eles não mentem, mas que estão longe de dar todas as respostas sobre o jogo, concordando com Pep Guardiola que certa vez afirmou, “são apenas números de telefone”, nessas questões que deixo aos analistas numéricos, creio que eles indicarão algumas respostas objetivas. Vamos lá:

– Quantos minutos Marcos Jr atuou esse ano? Nesses minutos, quantos gols, assistências ou participações em lances que originaram perigo para o adversário?

– O mesmo acerca do camisa 7, Marquinho. Adicionando o número de desarmes e, após estes, se o passe saiu correto e, quanto ao passe, quantos foram passes laterais e verticais?

– Por fim, um lance que me irrita extremamente e só pode ser safadeza com meu coração tricolor. Gostaria do relatório matemático de quem avalia o jogo: quantos arremessos laterais para a grande área se transformam em lance de perigo ou gol?

– Não aguento mais Léo bater lateral para o zagueiro adversário cortar e pôr o time em risco de perder a segunda bola e levar contra-ataque.

– Haja coração! Bem, tudo contra costuma nos proporcionar classificações épicas!

Ao Maraca! Nense!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

 

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