Não podemos esperar (por Marcus Vinicius Caldeira)

Caldeira Vermelho

Um furacão passou no Fluminense semana passada e, de quebra, levou Eduardo Baptista, Mário Bittencourt e Fernando Simone. Peter Siemsen resolveu partir para dentro da crise que se instalara no departamento de futebol e chamou para si a responsabilidade. Embora a demissão do Eduardo Baptista não fosse do meu gosto, depois da derrota pro Flamengo, uma derrota para o Botafogo deixaria a situação insustentável. Ela veio e o clima para o técnico ficou, de fato, terrível. Alguns jogadores já  não corriam por ele e já não seria mais possível dar jeito no time.

Porém, a queda só do Eduardo Baptista seria uma covardia. O departamento de futebol não funcionava mais. Já não tinha mais pulso e também não conseguiria reverter a situação. Gosto do Mário, um excelente advogado na sua área, tricolor apaixonado de arquiba e que, tenho certeza, poderá dar um grande presidente. Assim como gosto do Fernando Simone, que fez um excelente trabalho em Xerém. Mas o departamento de futebol não deu liga. Poderia ter dado, mas desde o episódio da chegada do Ronaldinho, o departamento se perdeu.

Então, Peter fez o que, em princípio, teria que ser feito. Chamou a responsabilidade para si a fim de corrigir a rota. Só não gostei da forma. Usou o momento para atuar politicamente e defenestrar a candidatura do Mário. Com isso livrou-se de um problema, já que é sabido e notório que Mário e Pedro Antonio não se bicam. É o “Game of Thrones” tricolor mais uma vez atuando. Achei muito ruim o tratamento dado ao Mário e questiono como fica a relação entre os dois, além de como será Mário de volta ao jurídico do clube. Arriscamos perder um grande quadro tricolor. Espero que não.

O fato é que temos um novo diretor de futebol, Jorge Macedo, que vem do Internacional/RS, clube sabidamente bem estruturado e organizado. Este já passou pelo Fluminense, antes, em Xerém. Vem com enorme missão de recolocar o Fluminense nos trilhos, no que diz respeito ao futebol. O que não acontece desde a estapafúrdia demissão do Abel provocada por Celso Barros, que, agora, quer ser presidente do clube de novo.

Para técnico, alguns nomes estão em pauta. Parece que a gestão decidiu um novo rumo, diferente do traçado desde o ano passado, que passava por treinadores bons, baratos, que soubessem trabalhar a base e que estivesse antenado com a nova realidade do futebol. Agora a mira está para treinadores mais cascudos, mais caros, mas que saibam controlar muito bem o vestiário e, claro, sejam bons de campo também.

Os nomes ventilados são de Cuca, Levir, Oswaldo Oliveira e Abel. A torcida clama por Cuca. Eu prefiro muito mais Abel, que só nos deu alegrias e é tricolor pra caralho e é top. Mas Abel não pode assumir agora. Idem, Cuca, que pede que esperemos até maio. Nós não podemos esperar tanto. Para esperar até maio, só se for pensando num projeto de longo prazo, abdicando de 2016. Eu até topo, mas a imediatista torcida do Fluminense também toparia?

Se Peter traz Cuca, praticamente faz seu sucessor, já que entregará o Clube com a dívida reduzida, Xerém em alto nível, CT pronto, Pedro Antônio ao seu lado e o técnico queridinho da torcida. Mas, como o Peter falou, ele não está pensando em política.

Se Cuca topar vir antes, ótimo, senão, já que é pra gastar, eu jogaria minhas fichas no Levir. Chegar rápido e colocar ordem na casa.

O mais importante é que se defina logo. Que saibamos de vez o rumo que vamos tomar. Marcão é ídolo, pode até ganhar os jogos – acho que vai -, mas já está definido que não assumirá definitivamente o comando do time.

Então que se resolva isso o mais rápido possível.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: MVC / PRA

 

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