O minuto de silêncio imortal (por Marcus Vinicius Caldeira)

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Já disse aqui neste espaço que nenhum pai merece sepultar seu filho. Não é a ordem natural da vida. Muito menos Abel merecia sepultar seu filho João Pedro. Uma tragédia com um homem de bem, grande coração. A vida, como no futebol, nem sempre é justa.

Mas, desde o trágico acontecimento, Abel tem recebido solidariedade, gestos de carinho e mensagens de apoio de tudo quanto é lado. Principalmente depois que resolveu seguir seu trabalho apesar da dor. Foi assim em Recife contra o Sport quando toda a torcida e equipe adversárias mais o treinador Vanderlei Luxemburgo o aplaudiram e abraçaram. Não seria diferente no Maracanã ao lado dos seus.

A torcida do Fluminense sempre foi ausente nos estádios. Tem um núcleo de torcedores fanáticos que vão sempre e uma legião enorme de fãs, mas que não frequentam o estádio regularmente. É histórico. Nelson Rodrigues já dizia: “na hora que precisa, os mortos saem de suas tumbas”… Mas, em contrapartida, é uma torcida diferenciada, linda, solidária e que quando abraça o time ou uma causa é insuperável.

Frequento o Maracanã e estádios regularmente desde meus 15 anos, lá se vão 30. Vi muitas coisas maravilhosas ali. Mas em verdade vos digo: nunca vi algo tão emocionante, tão solidário no estádio como vi sábado, no Maracanã, contra o Atlético Goianiense. Uma pena que só na tragédia e não no dia a dia apareçam manifestações de solidariedade iguais a essa.

Foi um minuto de silêncio completo –  a não ser por dois ou três pela sacos que quiseram aparecer – respeitoso, solidário, comovente. Onde o torcedor tricolor no estádio se colocou no lugar do Abel e sentiu a dor dele como se fosse a sua dor.

Com certeza Abel se sentiu confortado e amado naquele minuto.

Abel disse : “Amo meus jogadores, amo meu clube, amo meus torcedores”.

E pode ter certeza, Abel: te amamos também.

A vida segue.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: mvc

 

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