Madureira 1 x 2 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

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Começou quente no campo, mas não muito, o jogo decisivo em Volta Redonda. Primeiro, quem deu sustos foi o Madureira, dono da vantagem do empate. Depois o Fluminense respondeu. Muitos cruzamentos nos primeiros quinze minutos. Wellington Silva bastante acionado, Gerson levando o sarrafo. Alguém sabe explicar as mangas compridas do Walter?

Falando ainda em Gerson, um passe tão espetacular que o Wagner se atrapalhou ao concluir. Lado de fora do pé, em curva para a esquerda. Deu para recordar Pintinho, Deley e Djair. A resposta foi uma bola na nossa trave direita. Glup! O Wagner teve a chance de cabeça, livre diante do goleiro. Perdeu.

O jogo caiu de produção do meio para o fim da etapa. Alguma movimentação, com pouca ou nenhuma produtividade. Sem Fred, a referência na frente ficou perdida, mesmo com Walter tentando se mexer. Na defesa, Cavalieri evitou o pior ao abafar Rodrigo Pinho, numa jogada que começou com um erro de arbitragem: Gerson tinha sofrido uma falta clara que não foi marcada. Tudo coincidência. Bassols apitou rapidinho o final do primeiro tempo.

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Marlone era a salvação para a volta ao jogo, saindo Henrique. Marlon voltou para a zaga. Jean ficou de Jean mesmo. E Cavalieri tratou de abafar bem de novo, evitando o gol do Madureira.

Na tevê, Edmundo falou de 26 idas tricolores à linha de fundo. Nenhuma delas de grande perigo. Estatística em futebol requer cuidado. Para incrementar o ataque, Vinicius em lugar de Wagner. Pensei: vão xingar o Cristóvão. Engano.

Não. Wellington Silva, o jogador mais regular do Flu até aqui no ano, cruzou da direita e Jean, até então apagado, cabeceou com a garra de um Tuta, para marcar 1 a 0. E depois deu um chutaço que Jonathan defendeu bem. O gol revigora qualquer um.

Com a eterna bobeira na defesa, a bola sobrou na frente da área e Lindoso acertou bom chute no canto direito de Cavalieri. O empate maldito a quinze minutos do fim.

Machucado, Vinicius sartou de banda. Lucas Gomes neles. E Cavalieri voando no ângulo direito para evitar a virada. Redimiu-se do Fla-Flu.

Voleio do Marlone na cabeça de Lindoso. Céus!

Com tudo absolutamente desfavorável, a ampulheta nos últimos grãos, uma bola confusa na área, um cruzamento e… um gol contra do Madureira aos 44 minutos. Lucas Gomes fez o papel de pai da criança, quase enganou a maioria.

O final teve sufoco, drama, erros e valeu uma história centenária: o Fluminense, cheio de varizes e cicatrizes, sorrindo com a chegada às semifinais. Pega o Botafogo, campeão da Guanabara. Dois jogos, dois clássicos, vale tudo.

Em algum lugar desta cidade, Eurico Miranda bafora um charuto enquanto uma canção toma o ar à fumaça: “Eu sou a mosca que pousou na sua sopa…”.

Esse Fluminense, mosca na sopa, enfant terrible, desafiador de definições. O nosso amor. O sonho da quina 5 é real ainda.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: pra

6 Comments

  1. Agora é torcer para ter o Fred em campo, estão doidos pra tirar ele de cena!

    S.T

  2. Estamos dentro! ” Desculpem mídia Flapress: entramos na sua sopa!”. Saudações tricolores!

  3. O Fluminense sem Fred joga apenas com a camisa, a partir de agora onde todos tem camisa, precisamos do nosso capitão inspirado.
    S.T

  4. Paulo, saudações.
    Rapaz que joguinho safado, gostei quando retratas que o nosso FLUMINENSE esta todo remendado e realmente somos a MOSCA na sopa…. kkkkkkkkkkkkkk
    Abraços e respeito.

  5. Enquanto isso, no outro clássico, a briga é de cachorro grande: Eurico X Rede Globo. Quem será mais “roubado”?

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