Para você, que prestigia as minhas linhas (por Paulo-Roberto Andel)

Botafogo (fora), Coritiba, Cruzeiro (fora), Corinthians (fora), Ponte Preta, Sport e Atlético Goianiense (fora). Tudo o que importa agora é fazer a travessia destes sete jogos com segurança. Sete ou oito pontos em 21 a serem disputados, o Fluminense se garantir na série A e mais nada. Nove, 100% de garantia.

Acertando em casa, o Flu estará salvo. Por outro lado, não pode ficar esperando as três rodadas finais. Um ponto neste sábado no Engenhão é muito bem vindo; se vierem três, melhor ainda. O mesmo vale para os compromissos diante de Corinthians (que luta pelo título mas está em péssima fase) e Cruzeiro (já classificado para a Libertadores e em ritmo de desaceleração).

A temporada termina de forma decepcionante para quem viu grandes partidas do Fluminense no primeiro semestre. Os problemas dos mais variados atingiram time e comissão técnica, e a carência da reposição de peças (provocada pela crise financeira mas também pela falta de ousadia em reforços). E agora estamos em mais um momento de preocupação no Brasileiro, que infelizmente não constitui qualquer novidade no século XXI, ao contrário do que tenta vender certa parcela de famosos “quem?” na torcida tricolor. O problema é hoje, é agora com Abad, mas é a repetição de um velho filme com Horcades, Fischel, Celso Barros, Peter Siemsen, Mário Bittencourt, Unimed, Guaraná do Peruquinha Reaça, Adidas, DryWorld, com Flusócio, sem Flusócio, mais grande elenco e trocentos jogadores – leia-se 2003, 2006, 2008, 2009, 2013, 2015 e neste 2017. É a sétima temporada tricolor de luta contra o rebaixamento em dezessete anos. Em quase a metade desta série, nossa luta foi inglória.

Bom, fuck off politicagem. É claro que passar pelo Flamengo melhoraria muito o ânimo para a empreitada final, mas acabou, não tem volta e o caminho é encarar o problema de vez. Mais pragmatismo e menos falácia. O importante é preservar o Fluminense acima de tudo. Temos pouco mais de um mês para impedir o pior.

Por mais que o atual Maracanã seja uma verdadeira bosta e a campanha do Fluminense inspire cuidados, a hora de apoiar é essa. Não há outro caminho. Toda vez que a torcida ignorou o time, passamos sufoco. E quando ela veio junto, o Flu desafiou definições de impossibilidade.

Se o time é cheio de problemas – e é -, inegável é reconhecer que em partidas contra o São Paulo, o próprio Flamengo e outras, o futebol apresentado permite acreditar plenamente na pontuação que espante qualquer susto. E, claro, jogando no lixo atuações como a diante do Bahia.

Detesto fazer críticas individuais a jogadores, mas é inevitável: com Romarinho não dá. Não podemos nos dar ao luxo da aposta em um Adriano Gabiru à essa altura da temporada. Seu Gustavo Scarpa, hora de baixar sua bolinha e entender que o problema não é torcida, mas jogador que atua mal e não tem autocrítica. Seu Orejuela, o Fluminense não nasceu com o futebol de V.Sa. – se está insatisfeito, boa sorte e siga em paz. Seu Wellington Silva, sua utilidade é correndo para a frente, não brincando de homem-foca com a bola.

A você, tricolor que me acompanha nestas linhas há alguns anos, uma dica humilde e sincera: ignore TODAS essas idiotices publicadas na internet com objetivo politiqueiro e mais nada, em sites e blogs também. Se for o caso, ignore este PANORAMA e esta coluna também, o direito à rejeição é válido. É hora de construir um ambiente positivo, de força, de atitude, de superação e não de velório. O Fluminense está vivo e é muito maior do que qualquer um de nós. Só os idiotas se acham tão importantes quanto o Flu; felizmente, não é meu caso. Não percamos tempo com gente e coisas que não merecem um segundo.

É hora de dar um sim ao nosso escudo e um sonoro foda-se a quem dele se aproveita o ano inteiro para semear o caos, visando autopromoção lucrativa e sonhando com a Comunicação (problemática) do clube. O Fluminense não precisa de gente que gosta mais de dinheiro e poder do que dele para absolutamente porra nenhuma… Dirigentes, jogadores e campeonatos passam. Permanente, só a torcida.

Acabando o começo de dezembro com o Flu se salvando com sobras, vale até xingar a mãe (aguentando as consequências, naturalmente). Agora, não: é hora de torcer, empurrar e impedir qualquer atoleiro. Primeiro, tira-se o paciente da UTI para o quarto; depois, do quarto para a alta. Se o hospital tiver feito alguma barbaridade, aí sim se pensa em processo etc.

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Falando em processo, uma pergunta é inevitável: qual(is) seria(m) o(s) motivos para que ex-dirigentes do Fluminense defendessem com tanta veemência um funcionário que pleiteia DESTRUIR um livro que exalta o clube, repetindo as mais deploráveis práticas de autoritarismo? E mentindo descaradamente para a Justiça…

Alguém consegue imaginar um funcionário tricolor em São Januário fazendo o mesmo e o (muito criticável) Eurico Miranda apoiasse a destruição de um livro que enaltecesse o Vasco?

O mesmo caso no Botafogo com Carlos Eduardo, ou no Flamengo com Bandeira de Mello?

Mais uma vez, agradecimentos de coração pela lucidez e senso de justiça a Bruno Curi, Vice-Presidente Jurídico do Flu.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap

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