O grupo tricolor é guerreiro (por Márcio Machado)

 

Como prevíamos por aqui, este grupo tricolor honra a camisa apesar da crise administrativa de longa data. Neste breve momento de alto astral, cabe entender o que mudou dos últimos anos para cá, bem como o que permite ao clube  – que não tem orçamento para 12 meses de futebol há tempos – continuar assim, porém jogando decentemente.

Neste mundo, como diria a lei de Gerson, há de se levar vantagem em tudo: se não dá para pagar os jogadores em dia, o Fluminense é uma bela vitrine para jogadores vindos de baixo, ou em mau momento na carreira, se exibirem e/ou se recuperarem. Isso exige deles comprometimento máximo e, de nossa parte na torcida, o melhor apoio possível. Mesmo fazendo sentido para eles, é uma situação difícil.

De qualquer maneira, é melhor do que montar times caros com estrelas que têm crises com situações de penúria financeira – Celso Barros pelo menos pagava os times que montava. Mário e Peter, ao tentarem manter o nível sem ter como pagar, geraram vários anos de time jogando bem no primeiro semestre e se escondendo no segundo. O mais dramático da era recente foi em 2013, ainda com Celso, onde nos salvamos como todos já sabem.

A gestão Abad seguiu errando ao manter jogadores caros no início, mas pelo menos esse ano tentou, com a casa arrombada, adequar o time ao orçamento disponível, dispensando muita gente de grife e catando jogadores disponíveis no mercado no meio do ano. Deu certo na medida do possível, em termos de sobrevivência: a equipe não é um primor, mas parece estar se acertando, está jogando certinho especialmente no 3-5-2, tem chances na Sul-Americana e/ou até de arrumar vaga na Libertadores via brasileiro, o que mudaria as perspectivas para o próximo ano.

A despeito da enorme quantidade de erros cometidos nessa administração, pelo menos um foi revertido. Um profissional com experiência na direção de futebol fez falta em diversos momentos no último ano e meio, levando a se trazer jogadores ruins, ao técnico praticamente acumular cargos, a dispensas mal geridas (caso de janeiro passado) e a má condução do caso Scarpa.

Obviamente estamos longe do ideal. Para isso precisaríamos de recursos para um time mais equilibrado e forte recebendo em dia, mas esses recursos hoje só podem vir com os resultados surgindo em campo. Portanto torcedor, o momento agora é, acima de tudo, não de torcer contra cartola, mas sim a favor do clube e da sua recuperação esportiva e financeira.

O caso politico terá sua hora certa de ser abordado, e não deixará de sê-lo.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri 

2 Comments

  1. Detesto o Celso, mas 2013 tem que ser debitado na conta do Peter.
    Trazer jogadores pouco conhecidos, tudo bem. Nas trazer jogadores inchados, como de Amores, é um absurdo. Jogar fora dinheiro que não tem.
    É Cabeza? Nem banco ele pega. Fim da picada.

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