Goiás 2 x 1 Fluminense (por Walace Cestari)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Velocidade. A arma nada secreta do Fluminense foi a palavra da primeira metade do primeiro tempo. O Flu entrou se impondo, mostrando toda sua grandeza diante de um Goiás que nem de longe lembrava a forte equipe do Serra Dourada de outros tempos.

A pressão assustou os esmeraldinos e deu logo resultado: após um minuto e meio de posse de bola, Marcos Júnior resolveu e emplacou o um a zero no placar. O Flu controlava a bola, controlava o jogo. A torcida goiana temia pela pior. E não parecia longe essa realidade. O Flu trocava passes com tranquilidade e alugava o meio campo.

Uma pausa para falar do que, independentemente de qualquer resultado, faz-nos uma equipe forte: nosso meio campo, em especial nossos volantes, tem muita qualidade técnica. A cabeça de área fica bem protegida, há boa marcação e o passe sai com qualidade. Orejuela e Wendel, qualquer dois dois aparece como surpresa no campo ofensivo e desmonta o sistema defensivo adversário.

Mas, como nossa história cansou de nos ensinar, sempre há o drama. E a tensão começa com a contusão de Dourado. Entra Pedro, o time recua e o Goiás começa a lançar-se ao jogo. Depois, Renato Chaves banha de sangue o gramado e, enquanto é atendido, grita e desespera-se à beira do campo.

Era, então, o lance capital do primeiro tempo: Cavalieri sai perigosamente da área para cortar um perigoso lançamento, acerta o adversário e vai expulso. Rigoroso? Talvez, mas a expulsão em um lance como esse não é nada absurdo. Sai Sornoza para a entrada de Julio Cesar e Abel mostra que quer apostar mais na velocidade que na cadência.

E foi a velocidade quem imperou no início do segundo tempo. Contudo, ela vestia verde. O Goiás imprensou o Flu, trocou passes, veio pra cima. Atacantes e mais atacantes em campo. O Flu penava por não ter armação: o meio defendia e o contra-ataque não existia.

Passaram-se dez, quinze, vinte minutos. O Goiás arrefeceu a velocidade, sentiu que o físico não lhe garantia a mesma intensidade. A pressão continuava, no entanto, mas poucas chances foram criadas e Julio César pouco trabalhou. Marcos Júnior machucou-se e Calazans foi o último do banco a poder entrar. Abel passou a espectador e todas suas substituições foram de ordem médica. Em campo, os jogadores se desdobravam, mas já faltavam pernas para quem só se defendia.

Por um momento, o ataque do Flu deu esperanças e criou algumas chances. Pedro errou passe crucial e a chance do dois a zero escorreu pelas mãos. Quando o caminho parecia mais lento, Jean Carlos fez a bola voar veloz pelos ares, encontrar a trave e o fundo das redes.

Mais rápido que poderíamos imaginar, Aylon, jogador novato e melhor nas artes cênicas que na bola (vale tudo pela vitória, não? Faz falta caráter a toda uma sociedade), simula descaradamente e o apito determina o erro: um pênalti inventado decreta a virada esmeraldina, fez Como que ciente do mal que fez ao Flu, o árbitro expulsa Carlos Eduardo, deixando dez contra dez quando já não havia tempo nem pernas para um empate heroico. Mesmo assim, a equipe, guerreira, foi à frente e teve ainda uma boa chance que Henrique desperdiçou cruzando mal.

Fomos do céu ao inferno em uma velocidade estonteante. Talvez porque Cavalieri tenha se precipitado. Talvez porque tenhamos perdido o meio. Talvez porque tenhamos abdicado do jogo rápido demais. Ou talvez porque a velocidade do som de um apito seja mais determinante que qualquer verdade.

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@PanoramaTri

Imagem: wala

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