CAMPEÃO – Às glórias, Fluminense! (por Walace Cestari)

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Ah… a história! Nosso pioneirismo habitual nos faz mais uma vez campeão da vanguarda do desporto nacional. Contra o apequenamento do futebol, aprisionado por cunhas e têmeres da cartolagem estadual, o Fluminense se agiganta. A Primeira Liga, a liberdade em forma de desobediência. E as três cores pintam a rebeldia de mais uma taça. Ousamos, como de costume, vencer.

Como curiosidade, o dia 20 de abril, data de nossa conquista, coincide com a vitória sobre a matemática na Libertadores de 2011. Neste mesmo dia, goleamos o Argentino Jrs por 4 x 2 em terras portenhas e conseguimos uma improvável classificação. Fica a nota para lembrar que aquele espírito guerreiro e campeão, de entrega e dedicação parece estar pairando novamente nas Laranjeiras.

Erguer taças e comemorar títulos, eis o resumo de nossa trajetória. Isso é glória. Há, porém, bem mais por vir e não podemos nos fiar apenas em nossa vocação para vencer todos os nossos desafios. Se, por um lado, o trabalho vem sendo bem executado; por outro, não podemos nos furtar a perceber as falhas que precisamos corrigir.

Há de reforçar-se esta equipe pontualmente. Precisamos com urgência de um lateral esquerdo de confiança ou um lateral direito reserva – contando que Wellington Silva é um bom lateral esquerdo. Devemos pensar com cuidado na substituição de Gérson, peça necessária para que não tornemos previsível a presença de Cícero na função. Um atacante para a reserva de Fred, com características de área, é também necessário para várias situações de jogo.

Além disso, não podemos nos perder em nossos objetivos. Volto a dizer que o Carioquinha não é prioridade. Não queríamos jogar este campeonato, ameaçaram-nos com a desfiliação para participarmos. Queríamos colocar reservas e juniores, fomos impedidos comercialmente pelo regulamento. Enfim, tudo foi armado pelos personagens que representam o Eduardo Cunha e o Michel Temer do futebol do Rio.

Perder o carioquinha não traz crise, nem choro, nem vela. Ganhá-lo é prezeroso pela birra, por colocar água em um chope azedo que já veio com outro rótulo. Nosso foco é o Brasileirão e devemos já estar pensando nele, já que as primeiras rodadas, quando muitos ainda estão se ajeitando ou mesmo com o foco em outros afazeres, trazem pontos decisivos e importantes para a classificação final.

Vivemos de conquistas, não de bravatas. Trabalhemos, que a estrada em que caminhamos parece nos levar aos bons ventos. Organização, disciplina e determinação. Palavras-chave de nosso sucesso. O time deu liga. Deu a Primeira Liga. Outras virão. Seremos cada vez mais felizes.

PS.: Ontem, dia 21 de abril, completaram-se dez anos sem Telê, nosso Fio de Esperança. Conta-se que, no final da carreira, jogando pelo Madureira, enfrentou o Fluminense. O placar foi 5 x 1 para o Flu. O gol do Madureira foi marcado por ele, Telê. Na saída, não se continha em lágrimas por ter marcado um gol contra seu clube do coração. Dedicação e amor ao clube que jamais podem ser esquecidas. Mestre Telê ainda olha por nós.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: wal

bandeirão fluminense pincel

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