Garotos da fuzarca tricolor, tempos modernos (por O Trio)

Vamos falar de algo absolutamente Fluminense.

– Noite das bandeiras, 120 bandeiras com sabor de veneno. Cada uma recitando um poema diferente.

[Queremos time, queremos raça!

Os boys usavam calças jardineira. Às garotas, ombreiras.

[Se o Flu perder, a porrada vai comer

E tinha o ônibus jardineira na orla, vocês se lembram?

HEY, MAN! THERE’S A SIGN O’THE TIMES! THE TIMES THEY ARE A-CHANGIN!

Éramos os rapazes muito loucos, garotos da fuzarca.

[eu era um garoto cheio de sonhos e ficava olhando vocês de perto, admirando, pensando no futuro. ele está aqui

Paulo Victor, Aldo, Duílio, Ricardo e Branco; Jandir, Deley e Assis; Romerito, Washington e Tato.

[Paulinho, Renato, Vica, Leomir

[Wilsinho, Xodó da Vovó! Ricardo Cruz!

– Help, Circus, Mikonos, La Dolce Vita, Zoom! E lanches no Largo do Machado. Ah, o metrô era pouco.

O verde da Força Flu era absolutamente LINDO. Parte da identidade da torcida. A estética das bandeiras, idem.

Porrada nos caras que não fazem nada!

[Na bandeira verde, linda, estava escrito “Diretas já” com fita crepe. A gente era foda. A branca era do Cristo.

Tudo bem, nem sempre nossas flores tinham aroma do campo, mas eram muito vivas!

Vocês vão pichar o muro?

Teve muita briga pra isso, mas o pós-Edinho foi muito foda!

Quero ser velho, de novo eterno!

[Eu daria tudo para voltar àqueles dias

Quero ser novo de novo!

Muitos anos depois, faríamos uma bela festa novamente no Maracanã, lembram? Foi o jogo dos jogos.

Meu pai merecia ter visto isso. Por que foi morrer uma hora antes?

“Quando precisamos de carinho/ Força e cuidado/ Este é o livro das flores/ Este é o livro do destino/ Este é o livro de nossos dias/ Este é o dia de nossos amores”

O TRIO é uma livre adaptação literária de conversas eletrônicas entre Antonio Gonzalez, Luiz Alberto Couceiro e Paulo-Roberto Andel. Gonzalez dispensa apresentações. Luiz é professor e coautor de “Pagar o quê?”, considerada a maior defesa institucional literária da história do Fluminense. Paulo edita este PANORAMA.

Contém citação de “O livro dos dias”, 1996, Renato Russo.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade
#vanguarda

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