Fluminense & G4 (por Crys Bruno)

crys bruno green

Assim como junho, setembro será um mês divisor de águas no Brasileiro.

Diferente daquele, quem ficar para trás não terá tempo para se recuperar.

Chegou a hora do funil: ou o Fluminense entra na disputa pelo G4 ou estará fadado ao terceiro medíocre Brasileirão consecutivo.

Ao contrário das rodadas finais do primeiro turno, o time chega um pouco melhor, com mais corpo e qualidade para encarar os sete jogos em busca do topo da tabela do Brasileirão, intercalados com as duas pelejas diante do Corinthians pela Copa do Brasil.

A tão criticada defesa, agora melhor protegida especialmente com a ajuda do William Matheus  – que é bom marcador -, conseguiu se segurar bem. É a menos vazada, mesmo com volantes que se preocupam mais em atacar e mostrar que são o Busquets ou Iniesta do que resguardar a zaga.

O meio campo, setor que mais critico porque é o mais importante num time de futebol, mostrou ligeira melhora já que Wellington trouxe o drible frontal e, no mano a mano, o drible diferente daquele de velocidade – que se usa só com contra-ataques – dando uma opção que faltava demais e desafogando bastante Gustavo Scarpa, com este voltando a jogar bem.

Danilinho e Marquinho trouxeram cancha e tranquilidade, assim como Henrique Dourado que, mesmo não sendo tecnicamente elogiável, é o centroavante que esse time se viciou ter como referência por conta do Fred.

Por um melhor encaixe e equilibrio, eu manteria Danilinho, que tem mais qualidade, e descansaria um pouco o Marcos Jr., que não sabe jogar naquela função por dentro.

Após a primeira sequência de duas vitórias seguidas, a aposta é que o Fluminense ganhou corpo, mas ainda não encorpou de vez. Isso poderá acontecer nesses próximos – e decisivos – jogos, cujo ponto de largada é neste domingo contra o Palmeiras, em Brasília.

Avante, Fluzão!

Toques rápidos:

– Que bacana tudo ter dado certo nas Olimpiadas. Agora é apoiar os paraolímpicos, reais medalhistas de ouro da vida;

– “Superação” e “legado” foram as palavras mais usadas pelos jornalistas, políticos e esportistas. Chegou a enjoar;

– O mais bonito em eventos assim é, sem dúvida, a reunião de diferentes povos, culturas, etnias, num abraço de confraternização, apesar do viés de competição;

– As Olimpíadas não resolverão os graves problemas do Rio. Não combaterão a violência, não vencerão o tráfico de drogas, não retirarão da pobreza, não combaterão o desemprego, bem sabemos. Mas que o povo fluminense, carioca e brasileiro estava precisando se sentir orgulhoso de suas qualidades, precisava… Não se melhora sem o reconhecimento das qualidades. Nem se modifica sem o enfrentamento dos defeitos. Avante, alegre coração do mundo, Brasil!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bruc

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