Em campo, o Fluminense de todos os santos (por Aloísio Senra)

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Tricolores de sangue grená, é hoje. Nesta noite de quarta-feira o Fluminense decidirá a sua vida contra ninguém menos que o Flamengo. Rivais eternos desfilarão no outrora Maior do Mundo suas cores, suas diferenças e – esperamos – seu futebol. Na primeira partida, a arbitragem internacional deixou com que só a bola no pé tivesse lugar de destaque, e o embate terminou num justo 1 a 0 para eles. Mas… como em toda competição de mata-mata que se preze há dois jogos para a classificação, nada está acabado.

O regulamento age por vezes de maneiras bizarras. Na partida da semana passada, éramos os mandantes, então perdemos para os visitantes por 1 a 0. Vantagem deles? Mais ou menos… se você quiser jogar pelo empate num Fla x Flu decisivo, até pode ser. Qualquer vitória nossa nos mantém vivos. Devolver o placar leva pros pênaltis, enquanto vencer por qualquer outro score nos dará a vaga. Ainda que tenhamos todas as reservas do mundo com relação à equipe que vem jogando atualmente, como duvidar do Fluminense? Como duvidar de sua história, de seu peso, de seu tamanho, de sua camisa, de sua tradição, de suas glórias?

Diego Cavalieri, Lucas, Reginaldo, Renato Chaves e Marlon; Richard, Douglas (ou Wendel) e Sornoza; Scarpa, Marcos Júnior e Dourado. É com esse esquadrão que vamos tentar, mais uma vez, fazer história e embalar uma arrancada para um título inédito que nos dará a América pela primeira vez. Passando de fase, provavelmente teremos o Junior Barranquilla pela frente e, se tudo der certo, faremos a final com Independiente, Libertad ou Racing (é provável que o Nacional não consiga reverter o placar). Quatro jogos de arrepiar. Mas primeiro temos que derrubar a Dissidência.

As condições são favoráveis a eles. Possuem um elenco mais robusto, um técnico que parece entender do riscado, não estão pressionados na luta contra o rebaixamento e têm a mídia ao seu lado. E nós… bem, somos nós. Já saímos de situações muito piores, viramos jogos muito mais improváveis e placares muito mais adversos. Somos gigantes no continente e no mundo. Não devemos nada a eles, e cada tricolor que me lê deveria acreditar, com toda a sua alma, que nós vamos vencê-los e eliminá-los, mesmo que tudo nos diga que não dá. O impossível é nada para o Fluminense.

Como o ingresso custará 120 capilés ao não-sócio que não paga meia (e alguns outros setores estarão ainda mais caros), eu  não espero o Maracanã abarrotado, principalmente porque o mês de novembro mal começou e muita gente nem recebeu seu salário ainda. Mas nesse jogo precisamos nos inspirar em Nelson Rodrigues, e convocar os tricolores vivos, doentes e mortos ao Mário Filho. Que todos os santos e deuses do futebol abençoem o Fluminense e comemorem o seu dia testemunhando as três cores que traduzem tradição se espalharem pela América!

Curtas:

– Empatar esse jogo com o Bahia complicou a nossa situação. Porém, ainda não há razão para desespero – e sim atenção. Precisamos de oito pontos em sete rodadas. Temos Botafogo (f), Coritiba (c), Cruzeiro (f), Corinthians (f), Ponte Preta (c), Sport (c) e Atlético-GO (f). Se ganharmos os três jogos em casa, estamos livres. Mas se tropeçarmos em um deles, teremos que contar pelo menos com dois empates fora.

– Botafogo e Atlético-GO são empates possíveis fora de casa (contra o Bota deve ser no Engenhão), mas a má fase do Corinthians me diz que dá pra arrancar um ponto deles também. Vamos ver como performaremos contra nossos dois próximos adversários para, aí sim, termos uma ideia de como ficará a nossa situação.

– Por sorte, muitos dos que brigam diretamente conosco lá embaixo vão se enfrentar nas últimas rodadas. Coritiba x Avaí, Bahia x Ponte Preta, Chapecoense x Sport, Avaí x Bahia, São Paulo x Chapecoense, Coritiba x Ponte Preta, Chapecoense x Vitória, Sport x Bahia, Bahia x Chapecoense, Ponte Preta x Vitória e Chapecoense x Coritiba são os principais embates entre eles. Isso vai minar as forças dos nossos adversários, que precisarão também cortar um dobrado para nos alcançar em pontos.

– Por fim, vamos tentar manter a calma. Ainda pode ser que esse final de ano nos dê razões para sorrir.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: alo

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