Fluminense 3 x 2 Santos: atuações (por Mauro Jácome)

1º TEMPO

Excelente começo do Fluminense. Velocidade, movimentação, pressão na saída de bola e jogadas pelos lados fizeram com que a bola chegasse à área do Santos seguidamente. Dessa forma, logo aos 3’, Leo fez grande jogada e cruzou para Henrique Dourado. Oportunista, o atacante antecipou-se à zaga e, de biquinho, tocou para o fundo das redes. Depois do gol, o Fluminense pressionou por alguns minutos, mas o Santos começou a trocar passes curtos e a valorizar a posse de bola. O jogo ficou menos correria e mais estudado. Um pouco de pressão do Santos sem consequências e a partida entrou em ritmo lento e equilibrado. O Fluminense deixou o tempo passar, em vez de partir em busca do segundo gol. Numa bobeira de Lucas, que acompanhou muito de longe Bruno Henrique, de Sornoza, que não acompanhou Victor Ferraz, e de Renato Chaves, que deveria ficar mais atrás para disputar a bola aérea, o Santos empatou. O gol santista acordou o Fluminense e, numa infiltração, Henrique Dourado se interpôs entre a bola e Jean Mota e levou o toque. O árbitro marcou o pênalti. O centroavante bateu com muita categoria e fez o segundo.

2º TEMPO

O Santos voltou do intervalo com tudo. O Fluminense ficou acuado e tentou os contra-ataques com chutões. Claro, não funcionou. Ainda mais com Richarlison brigando com a bola. Aos poucos, o Fluminense foi se tranquilizando e colocou a bola no chão. Aos 12’, uma jogada sensacional de Wendel, que costurou na área e rolou para Sornoza. O equatoriano ajeitou e, com muita visão, mandou fora do alcance de Vanderlei. 3×1. Logo depois, o Santos quase diminuiu ao mandar duas bolas consecutivas no travessão. O jogo prosseguiu equilibrado até os 30’. A partir daí o Fluminense recuou e permitiu ao Santos fazer ataque contra defesa. O segundo gol santista era previsível.

DIEGO CAVALIERI

Saiu com decisão aos 9’1ºT para dividir com Bruno Henrique num lance perigoso. Sem culpa no gol de empate. Salvou aos 7’2ºT, num chute de Bruno Henrique. Tem soltado muitas bolas para o meio.

LUCAS

Teve que marcar o veloz e habilidoso Bruno Henrique e optou por cercar para evitar o drible. Às vezes, ficou longe do atacante e, assim, aconteceu o empate ao permitir o cruzamento com muita facilidade. No segundo tempo, também deu espaços e, por ali, o Santos chegou com perigo inúmeras vezes. O segundo gol santista foi assim.

RENATO CHAVES

Em algumas bolas aéreas, marcou a trajetória e não o adversário, dando oportunidade para a conclusão contra o gol de Cavalieri. Foi assim no gol de empate: foi muito para perto de Lucas e deixou espaço no meio.

HENRIQUE

No gol de Victor Ferraz não tinha muito o que fazer, pois estava na marcação de Ricardo Oliveira. Quase desempatou, mas a trave salvou. Conseguiu boas interceptações por baixo.

LÉO

Começou muito ofensivo e fez bela jogada para Henrique Dourado abrir o placar. Quase fez um golaço no segundo tempo, ao infiltrar driblando, tabelar com Henrique Dourado e complementar para a defesa de Vanderlei. Penou quando ficou só e com dois para marcar.

OREJUELA

Quando o Santos trocou passes na intermediária tricolor, posicionou-se próximo aos zagueiros. Na transição tricolor, permaneceu por trás da linha de meio-campo para liberar os laterais e os meias.

WENDEL

Defensivamente, revezou com Orejuela na marcação em Lucas Lima, Renato e Thago Maia. Nos momentos de pressão do Santos, ficou amarrado, sem ligação com Sornoza e os atacantes. Pouco avançou no primeiro tempo. Ao contrário, voltou do intervalo mais solto e fez grande jogada no terceiro gol.

SORNOZA

Bom início de jogo, com distribuições rápidas de bola. Depois, recuou em demasia e o Fluminense ficou sem saída de bola. Movimentou-se mais no segundo tempo e fez boa parceria com Wendel na construção da transição. Um belo gol.

GUSTAVO SCARPA

Sem ritmo de jogo, mas é importante entrar nos jogos para recuperar seu futebol. vai ser muito importante para as características do time.

WELLINGTON SILVA

Ao contrário dos jogos contra o Flamengo, estava esperto e foi para cima, criando bons lances pela direita. Caiu de rendimento no miolo do primeiro tempo, com isso o Santos ficou à vontade para se soltar. Saiu contundido de tanto apanhar.

MARCOS JUNIOR

Entrou para manter a velocidade e explorar os contra-ataques. Não conseguiu. Tecnicamente, é muito inferior a Wellington Silva.

RICHARLISON

Mal no jogo. Longe das jogadas e, quando recebeu o passe, insistiu por regiões do campo que não havia espaços. Mais participativo no segundo tempo, ajudou muito Leo na marcação. Ofensivamente, não era seu dia.

PIERRE

Reforçou a marcação no momento de maior pressão santista.

HENRIQUE DOURADO

Muito bom primeiro tempo com muita movimentação, sabendo sair e entrar na área no momento certo. Leu muito bem a intenção de Leo e se antecipou para fazer 1×0. No segundo, foi esperto ao perceber o bote e a possibilidade da falta. Bateu o pênalti com muita categoria.

ABEL

A escalação inicial foi a mesma das últimas partidas. O entrosamento permitiu um início intenso no primeiro tempo, com uma queda no meio e recuperação no final. Depois do terceiro gol e o recuo, contribuiu para aumentar a pressão do Santos ao trocar um atacante por um volante e colocar Gustavo Scarpa, que estava há muito tempo parado, quase ao mesmo tempo. As duas alterações desestabilizaram o time e a consequência imediata foi o segundo gol santista. Poderia ter sido pior, pois o empate esteve perto de acontecer.

SANTOS

É um bom time com muita movimentação e velocidade.

ARBITRAGEM

Fraco disciplinarmente. Deixou os jogadores muito à vontade para reclamar. Poderia ter expulsado alguém do Santos no revezamento dos pontapés em Wellington Silva.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: jam

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres