Fluminense 3 x 1 São Paulo (por Paulo-Roberto Andel)

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A vitória parcial do Fluminense foi construída em dois lances seguidos, depois de muito equilíbrio e pegada no meio de campo. O pênalti foi claríssimo e seria muita cara de pau reclamar da marcação. E a “polêmica” no segundo gol chega a ser risível: Rodrigo Caio só poderia reclamar de falta cometida pelo vento. Subiu primeiro, errado e deu um paranauê em si mesmo. Sornoza, que não é bobo, acertou um chutaço no alto. Antes, Dourado tinha feito 1 a 0 com a categoria habitual na cobrança de penalidades.

Foi mantida a pegada que vem desde o Fla-Flu. O Fluminense cresceu e passou a ocupar os espaços em campo nos jogos recentes. Se a técnica está longe do esperado, a garra tem sido fundamental, e pode ser representada pelo nome de Richard. Ressalte-se que a defesa parece ter se reencontrado com Gum. Eis o futebol sempre nos pregando peças e oferecendo lições de humildade. De resto, o São Paulo teve mais a bola no pé mas menos eficiência. O nosso time foi certeiro e enérgico.

O Flu não mudou jogadores para o segundo tempo. Já o São Paulo adiantou sua marcação e complicou a saída de bola tricolor, mas não chegou a assustar Cavalieri, seguro quando exigido. E quando o time paulista mais ameaçava, Marcos Jr. acertou bem perto do gol. Depois o jogo ficou menos corrido e, para recuperar a velocidade perdida, Abel trocou Marcos Jr. por Robinho. Antes, já viera com Matheus Norton de cão de guarda implacável, e ainda colocaria Pedro no lugar de Dourado. Ah, teve um gandula expulso, mas nada chegou perto da inacreditável perseguição homofóbica ao Polenguinho durante o dia. Céus.

Em sua primeira tabela, Pedro e Robinho se acertaram. Numa jogada até boba, pênalti para o Flu. Sem Dourado, a expectativa era grande, mas Robinho cobrou com segurança, fez 3 a 0, marcou seu primeiro gol pelo Flu, explodiu a vibrante torcida tricolor de vez (22 mil maníacos), liquidou a fatura e trouxe a calma para as Laranjeiras. O São Paulo descontou em seguida, mas não havia tempo para mais nada. E acreditem: Vuaden não cometeu nenhuma barbaridade.

Com 38 pontos, o Tricolor ganha fôlego e distância da zona de rebaixamento, além de confiança para o grande confronto da Sul-Americana contra o Flamengo. E veste um garboso chapéu de cone na cabeça de quem apostou em autopromoção no caos da politicagem do clube. O torcedor do Flu quer ser feliz, viver dias melhores e não perder tempo com cólera, a única arma dos infelizes e dos fracassados na vida pessoal. Não importam as circunstâncias: vencer um tricampeão mundial é sempre um resultado expressivo. Deu Flu na cabeça. Ah, e desde que Gum entrou, o time não perdeu mais. Ô, destino!

Próxima parada: o eterno desafio diante da Chapecoense. Hora de derrubar paradigmas.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap

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