Fluminense 1 x 0 Botafogo (por Lucio Bairral)

lucio panorama red

Fluminense e Botafogo em Volta Redonda. Um clássico para mostrar o que iríamos querer no campeonato: ou brigar lá em cima, ou para não cair. Sim, todo torcedor sabe que não tem meio termo ou meio de tabela.

Entramos em campo com Diego Cavalieri; Jonathan, Gum, Henrique e Giovanni; Pierre, Edson, Cícero, Gustavo Scarpa; Richarlison e Fred. O banco iniciou com Julio Cesar, Marlon, Osvaldo, Samuel, Magno Alves, Ayrton, Douglas, Renato Chaves e Marcos Junior. Se nota a carência do elenco ou as decisões do Levir. Nenhum meia ofensivo no banco. Eduardo, Hygor Leite e Danielzinho poderiam ter oportunidades, pelo menos começando entre os reservas.

A partida começou movimentada. Chapéus e faltas. Cada lance disputado. Os primeiros minutos foram de meio campo. Até a primeira oportunidade clara, aos 18 minutos, com um chute do Scarpa. Pouco depois uma bola levantada por ele e que Henrique conseguiu a proeza de perder de forma incrível.

E perder gols incríveis virou a máxima do primeiro tempo. Esse gol perdido somou-se outros perdidos por Cícero, aos 24, 41 e 45 minutos. Gols que matariam o jogo ainda no primeiro tempo, mas que não tivemos a competência de fazer. Antes do final do primeiro tempo perdemos o Pierre, lesionado. Entrou Douglas em seu lugar. O jogo foi para o intervalo com a impressão de que a máxima “quem não faz, leva” poderia ser muito verdadeira.

Mas, aos cinco minutos da segunda etapa, foi a vez da defesa do Botafogo entregar a paçoca. Um erro juvenil na saída de bola, Douglas deu um belo passe para o Fred e deixou o artilheiro na cara do goleiro. A vítima preferida do craque sofreu mais uma vez: 1 a 0 para o Flu.

Depois do gol o Botafogo precisou sair um pouco mais, dando espaços para o contra-ataque. Com 25 minutos o Richarlison, voltando de lesão e ainda longe da forma ideal, deu lugar ao Marcos Júnior, justamente para aproveitar esses espaços. Perdemos ainda mais gols. Uma vez com Cícero, outra em um contra-ataque do Scarpa e Marcos Júnior, onde as escolhas foram as piores possíveis.

Sofremos um ou outro susto, mas jogamos de forma mais consciente e merecemos a vitória. Na verdade o placar moral do jogo seria uma goleada, tamanha a superioridade em relação às chances criadas. Tivéssemos feito metade delas, teríamos goleado inapelavelmente.

Caso o time jogue o que jogou hoje e tenha uma estabilidade, o time briga na parte de cima da tabela. Com reforços, dá pra brigar pelo título. Que fique claro, reforços. Não contratações por indicações controversas. Vamos, por que é possível.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @luciobairral

Imagem: luba

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