Fluminense 1 x 3 Flamengo (por Lucio Bairral)

Em uma cena linda, crianças sírias entraram em campo com o Fluminense.

De pequenos sem esperança para uma nova realidade.

O clube que é exemplo desde sua fundação, mais uma vez mostra o caminho certo.

Não existe o meio certo, não cumprir as regras e colocar a culpa no outro.

Escalar jogador irregular, pagar para outro escalar na mesma rodada e culpar um terceiro.

Não existe combinar uma coisa e querer outra depois.

Não é correto fazer isso e sair do seu clube, pra fundar o futebol em outro, até então de remo.

Mas isso tudo, que não é correto, acontece o tempo todo.

É o clássico do correto e do errado.

Do bem e do mal.

Mas a vontade com que eles entraram em campo foi determinante.

Os primeiros minutos foram um massacre.

Que, se não fosse o Cavalieri, eles abririam dois gols da gente.

No mínimo.

E quando o Fluminense havia equilibrado o jogo, eis que Wallace dá um passe na nossa área.

Sabe quando dizem que “deu um passe com a mão”?

Pois é.

De braço, ele ganhou da nossa zaga em uma bola cruzada.

E deu um passe para Márcio.

Sim, aquele rapaz que falsificou a identidade pra virar jogador.

E ele fez o gol.

Marcou o 1 a 0.

Um pouco depois, em um contra-ataque, o Kayke marcou o segundo

Na saída do Cavalieri, deslocou e fez o 2 a 0.

O Fluminense equilibrou as ações e tentou mudar o panorama da partida.

Mas não conseguiu.

E assim acabou o primeiro tempo.

No segundo viemos com uma vontade bem maior.

E um pouco mais organizado.

E em uma bola pela ponta direita, Marcos Júnior cruzou para Michael.

Que recebeu uma gravata na área.

Faltou pouco para um mata-leão.

Pênalti marcado. Incrivelmente.

Não quero que o Fluminense seja beneficiado.

Nunca quis.

Só de não atrapalhar já agradeço. Muito.

E o Jean bateu.

Goleiro para um lado, bola para outro. 2 a 1.

Voltamos ao jogo.

A torcida veio junto.

E aos 20 minutos Cícero deu uma cabeçada no canto.

Paulo Victor foi bem na bola. Mas a arbitragem já havia marcado impedimento.

Correto, diga-se.

Quando o time veio, com a vontade de quem queria empatar o jogo, um balde de água fria.

Os caras fizeram o terceiro.

Uma bola cruzada, subiram no meio da nossa zaga. 3 a 1 pra eles.

No lance que iniciou a jogada, um impedimento não marcado.

E voltamos a tentar de novo. Tudo de novo.

Aos 28 minutos, Oswaldo entrou na área e deu um corte.

Foi derrubado.

E nada da arbitragem marcar.

E até o final do jogo o que se viu foi um Fluminense guerreiro.

Com Cícero tentando um gol aos 40 minutos. Que marcaram impedimento.

Mais uma vez “equivocadamente”.

E em um jogo que foi 3 a 1, contabilizado um gol com passe de braço pra eles, pênalti não marcado pra gente e outros diversos “erros” da arbitragem, se vê o microcosmo da nossa sociedade.

Sociedade hipócrita.

Que bate panela “contra a corrupção”, mas apoia Cunha e Calheiros.

Que faz passeata, mas estaciona em local irregular e suborna o PM.

Que tem indignação seletiva.

E, mais uma vez, o mal vence.

Lutar contra o sistema cansa.

Mas não existe a opção de parar de lutar.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @luciobairral

Imagem:pra

4 Comments

  1. Linda a cena da entrada com as crianças sírias. Da próxima vez deveriam entrar com os terroristas do EI e explodir o Gum, Henrique , Jean , Pierre e, principalmente, o Enderson e os responsáveis pelo Scout. ST

    1. Fernando,comparação infeliz,mas entendi o que vc quis dizer.
      Acontece,que alguns ignorantes,podem interpretar de outra forma.
      ST

  2. Ou nós nos mobilizamos e tiramos a atual gestão o quanto antes, ou vamos chorar muito até 2016.

    REFLITAM!

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