Fluminense 1 x 1 Internacional: atuações (por Mauro Jácome)

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O futebol brasileiro tentou juntar os cacos depois da tragédia com a Chapecoense e foi para esta última rodada do Brasileiro. Em Edson Passos, um Fluminense “de férias” pegou o Internacional. Tinha tudo para ser um jogo pra lá de desinteressante. No entanto, a situação desesperadora do time gaúcho e a lembrança de 1992, aquele título da Copa do Brasil em que o Internacional levou, mas a arbitragem prejudicou demais o tricolor, trouxe uma motivação para a torcida.

O Fluminense começou desligado, olhando o Internacional jogar. Somente aos 13’ criou alguma coisa: Scarpa bateu da entrada da área e Danilo Fernandes fez grande defesa. O lance animou o Fluminense que foi para a frente. O Inter se encolheu. (17’, horário de Edson Passos: gol do Vitória; 19’: empate do Palmeiras). A pressão não durou muito e logo o Fluminense voltou ao estado de depressão. No fim do primeiro tempo, numa escapada de Henrique Dourado, a bola foi rolada para Richarlison, que foi derrubado por Alex. Heber Lopes marcou o pênalti. Richarlison bateu muito mal e Danilo Fernandes pegou. Lances como esse foram a cara do Fluminense este ano no Brasileiro. Times nos vestiários e o Palmeiras virava o jogo. A sorte estava sorrindo para o Internacional?

Com Marcos Felipe no lugar de Júlio César, o segundo tempo começou aberto. O Internacional foi em busca do gol e deixou espaços atrás. Logo aos dois e meio, Gustavo Scarpa lançou Wellington, que entrou livre e tentou por cobertura. A zaga cortou. Aos 10’, a bomba caiu na Baixada Fluminense: Gol do Sport. O estranho é que o Fluminense se abateu junto com o Internacional e ficou olhando o tempo passar. Até que uma bola pela esquerda aos 27’, Wellington avançou, gingou e rolou para Douglas. O volante na corrida bateu para o gol, a bola desviou no meio do caminho e entrou no canto de Danilo Fernandes. O caixão Colorado começava a se fechar. Definitivamente…

Daí em diante, o Fluminense procurou administrar a vitória. Bolinha pra cá, bolinha pra lá. Claro, mais uma vez, o castigo chegou aos 42’: num chute de fora da área, o Inter empatou. Nem contra um time completamente entregue, sem a menor disposição para jogar, o Fluminense conseguiu vencer. O Inter chorava sobre os escombros de um ano catastrófico: Série B e Grêmio campeão da Copa do Brasil.

JÚLIO CÉSAR

Não teve trabalho no primeiro tempo. Contundiu-se e não voltou do intervalo.

MARCOS FELIPE

Demorou a cair na bola do gol de empate do Internacional.

WELLINGTON SILVA

Ficou preso na marcação a Vitinho, mas foi envolvido algumas vezes. Completamente sumido no primeiro tempo. Ao contrário, na etapa complementar, jogou com muita raça e tirou bolas perigosas ao gol de Marcos Felipe.

NOGUEIRA

Mostrou que tem condições de ser mantido no elenco do Fluminense. Sério, boa colocação, pode ser trabalhado para assumir a camisa de titular.

HENRIQUE

Tranquilo, levou vantagem na maioria das vezes. Ainda cobriu bem as investidas nas costas de William Matheus.

WILLIAM MATHEUS

Tentou segurar mais atrás para não abrir espaços para o Internacional. Quando subiu ao ataque, foi ignorado por Wellington. Partida muito discreta.

EDSON

Sério, mas sofreu com os espaços proporcionados pela marcação distante do meio-campo e dos laterais.

DOUGLAS

Muita disposição. Chegou com personalidade na frente e concluiu para fazer 1 x 0.

GUSTAVO SCARPA

Teve liberdade para jogar, tentou os chutes da entrada da área e a distribuição em profundidade para Richarlison, Henrique ou Wellington. Caiu muito de rendimento no segundo tempo. É nítido que seu preparo físico não aguenta 90 minutos.

WELLINGTON

Explorou o lado esquerdo com dribles e arrancadas em velocidade. Num lance desses, foi para cima e rolou para Douglas abrir o placar. Um dos poucos que se salvou hoje.

RICHARLISON

Jogou como gosta: recebendo pela direita para avançar em velocidade. No entanto, errou demais os passes e as conclusões, inclusive, no pênalti.

MARCOS JUNIOR

Foi lançado em profundidade pela direita, mas desperdiçou com cruzamentos ruins. Não foi nem sombra daquele jogador aguerrido.

HENRIQUE DOURADO

Atrapalhou as tentativas de Gustavo Scarpa, Wellington, Richarlison, Sport, Vitória, Grêmio… É uma coisa tenebrosa…

PEDRO

O tempo que ficou em campo mostrou mais qualidade do que Henrique Dourado. No entanto, não teve a contribuição dos companheiros.

MARCÃO

Errou na escalação de Henrique Dourado. É um jogador sem a menor condição de ser titular de um time da Série A. Da B, da C, da D… Demorou em colocar o Marcos Junior num jogo em que o Internacional, obviamente, iria se abrir em busca da vitória.

INTERNACIONAL

É um time que não sabe se aquele objeto redondo que rola pelo gramado é de comer ou de passar no cabelo…

ARBITRAGEM

Heber fez uma arbitragem fora do seu padrão: não quis aparecer mais que os jogadores…

…SAINDO DE CAMPO

Tenho um gosto meio mórbido: adoro ver a cara de torcedores desolados quando acontece catástrofes como a colorada hoje. Vai entender…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: maj

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