Fluminense 1 x 1 Atlético-PR (por Paulo Tibúrcio)

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Nesta terça feira de feriado, a torcida do Fluminense fez a sua parte e compareceu em peso ao nosso templo do futebol, o Maracanã, para mais um desafio do Tricolor na busca pela sonhada vaga na Libertadores. Com a eleição presidencial do clube se aproximando, cabe aqui o registro: Independente de qualquer ação que o vencedor venha a tomar em relação a estádio, o Maracanã tem que ser levado em consideração como nossa casa principal. Não podemos abrir mão deste valioso ativo.

De volta ao jogo, enfrentamos um adversário direto pela vaga. O Atlético Paranaense alternou vitória e derrotas nas últimas rodadas, perdendo seus jogos como visitante. Veio disposto a mudar este quadro. E infelizmente, conseguiu.
Marcão optou por um time mais defensivo e escalou um meio de campo recheado de volantes. Um erro. E não escalou um centroavante de função, com Cícero mais adiantado. Embora prefira Cícero jogando mais na frente, considero este o segundo erro.

O primeiro tempo começou embalado pela esperança mais de 40 mil torcedores. O Fluminense começou no ataque, mas logo começou a ser pressionado pela equipe paranaense, que jogava recuada e saía bem organizada no contra-ataque. O Flu, por outro lado, tinha dificuldade de trabalhar a bola no campo adversário. Scarpa não começou bem e as jogadas vinham dos pés de Welington, que estava bem marcado e não conseguia se desenvolver. Entretanto, em um lance no final do primeiro tempo, Welington Silva toca de primeira para Gustavo Scarpa que cruza para área. Cícero se antecipa na jogada e marca de cabeça, O Maraca explode de alegria e o Fluminense vai para o segundo tempo em vantagem.

Na volta para a etapa final, o Fluminense começou com mais tranquilidade, uma vez que o Atlético Paranaense foi obrigado a mudar sua postura, avançando mais o seu time. O jogo se manteve equilibrado. Embora mais organizado em campo, o Atlético não conseguia marcar. Por outro lado, o Fluminense também não atacava com eficiência.

Ultimamente, assistir jogos do Fluminense é um grande desafio. Parece que em um determinado momento entramos em uma dimensão alternativa, onde um conjunto de situações bizarras destroem a realidade. E este momento começou por volta dos 15 minutos, quando Willian Matheus comete um pênalti totalmente desnecessário em Lucas Fernandes. Jogo empatado. A isto seguiu-se um festival de passes errados, tropeços na bola e jogadas esquisitas. Para “coroar” este momento, uma recuada estranha de bola do Gum que quase resulta em um gol contra histórico e o pênalti perdido de Gustavo Scarpa. No final, uma pressão desorganizada do Flu, que não levou a nada. Péssimo resultado para nossas pretensões.

Marcão armou mal o time, deveria ter entrado com um time mais ofensivo. Também substituiu mal. A entrada de Richarlison, considerando as circunstâncias, até que foi acertada. Mas optar por Osvaldo, tendo Magno Alves e Marco Júnior no banco, foi um grande equívoco. Para terminar a sequência de erros, tirou o Cícero para colocar Douglas, em um momento em que precisávamos, a todo custo, desempatar a partida. Como um dos poucos pontos positivos, a boa atuação do goleiro Júlio César, que fez uma defesa espetacular, em um belo chute de André Lima.

A verdade é cruel: o time do Fluminense não tem, neste momento, condições técnicas para lutar de maneira efetiva por uma vaga na Libertadores. Como o futebol anda lado a lado com o imponderável, ainda é possível acreditar. Mas o jogo de hoje foi realmente uma ducha de água fria, mesmo no mais otimista dos torcedores.

Iniciei o texto dizendo que o futuro presidente do Fluminense tem que buscar, em sua plataforma política, a efetivação do Maracanã como casa. E completo: é preciso montar um time à altura da torcida tricolor, que fez a sua parte, mas saiu frustrada. Chega de amadorismo, influências externas e falta de planejamento no futebol das Laranjeiras.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @paulotiburciojr

Imagem: tib

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