Fluminense 1 x 0 LDU (por Paulo-Roberto Andel)

Ok, vencemos, o adversário foi puro ferrolho mas não convencemos. O Fluminense precisa de um ponto de inflexão para anteontem.

Bom foi ver a torcida chegando aos poucos. Aproveitei para ir de ônibus, o que não fazia há tempos, e me deu uma saudade danada da juventude. Vários garotos tricolores no 433, com camisas oficiais e paralelas, não importa. No último banco, as garotas falavam de seus namorados, ficantes, crushs e demais admirações – uma delas disse que os coroas são os melhores. Antes de saltar no Bellini, ri da piada.

Não cabe um milímetro de reclamação da torcida. Ela fez sua parte num horário sempre inusitado, tomou grande parte do Maracanã e abafou os dez flamenguistas que se infiltraram no outro lado. Empurrou e teve uma enorme paciência com o time, que enfrentou mais dificuldades em seus próprios passos do que ao se deparar diante de um adversário fragilíssimo. O Mauro Jácome definiu precisamente: depois do golão do Scarpa, o time parou e parecia até disputar um amistoso. Claro que a LDU jogava com dez homens atrás da linha da bola, mas cabia ao Fluminense o papel de mandante: agredir, se infiltrar, buscar soluções criativas. Com Wellington Silva e o próprio Scarpa apagados, não deu liga. Sem contar que Orejuela, depois substituído, e Wendel estão abaixo de suas performances esperadas.

A torcida esperava o arranque no segundo tempo. Ele não veio. Atacamos, usamos a bola alçada em excesso, o Toni Garrido não precisou se esforçar muito para defender. Faltaram velocidade e inspiração. Falando assim, nem parece que vencemos, não é? Bom, claro que vencer em casa foi muito melhor do que qualquer outro resultado, mas era saber que uma vantagem no marcador traria tranquilidade para o inferno de Quito.

Uma parte saiu frustrada, na Leste muita gente cantou na hora de ir embora. O jogo está em aberto. Pode acontecer de tudo, até mesmo uma classificação fácil do Flu, porque o time da LDU é de doer de ruim. Pensando bem, fácil nunca é, mas tem Fluminense na jogada e as definições aí estão para serem desafiadas. Será uma barra pesada,de toda forma. Sendo otimista sem ser um bobo alegre, a vantagem ainda é nossa.

O Leo foi embora rápido e nem jantamos no Vieira. Gostei do Henrique Dourado, lutou demais, demais. O Fluminense tinha que ter assado a LDU, mas acertou apenas um jab. Vamos ver no que dá. Pra terminar, esse tal de Chiquinho Zanzibar é um pé frio dos infernos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: cezar guedes

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