Fluminense 1 x 0 Joinville (por Marcelo Vivone)

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Começamos o jogo como a torcida espera: com intensidade. A aplicação que mostramos e a marcação adiantada que impusemos encurralou o Joinville em seu campo.

Até os sete minutos, tivemos incríveis quatro boas chances de gol. A primeira com Fred, depois de um erro na saída de bola do adversário. Depois, numa bela jogada de Gerson, com a participação do Fred.

No lance seguinte foi a vez de Jean finalizar para boa defesa do goleiro adversário, depois de novo vacilo na saída de bola do Joinville. A quarta oportunidade veio numa cabeçada de Edson que passou rente à trave.

O time adversário a essa altura mostrava estar nervoso com a imposição física e técnica do Fluminense.

Aos 15 minutos mais uma chance clara de gol. Giovanni cruzou, Fred fez o corta luz, Kenedy dominou e bateu de direita. A bola passou rente à trave direita.

Aos 23, Edson tomou a bola do cabeça de área na intermediária do adversário. O jogador fez a falta para evitar que Edson saísse na cara do gol e tomou o segundo amarelo. Jean cobrou muito bem o goleiro adversário fez linda defesa.

Aos 30 mais uma boa defesa do goleiro adversário, dessa vez em cabeça do Giovanni.

Mais uma chance clara de gol foi criada aos 38. Kenedy cruzou da esquerda de trivela e Wellington Silva apareceu por trás da zaga, mas não conseguiu concluir a jogada para o gol.

Aos 41, Kenedy ganhou na corrida do zagueiro e aproveitou linda deixada de Fred. O garoto chutou já dentro da área, mas em cima do goleiro, que espalmou a bola.

Aos 47 até Pierre chegou ao ataque, aproveitando da entrada da área rebote dado pelo goleiro. A bola passou rente ao ângulo esquerdo.

Foi um primeiro tempo de um time só, mesmo nos 23 minutos em que o adversário tinha 11 jogadores em campo. Apesar do gol não ter saído, deu muito gosto de ver o time. A torcida reconheceu a partida que fez o time e aplaudiu no apito final.

Nossos jogadores estiveram tão bem que o Jean até voltou a bater falta bem.

Não gostei apenas das participações de Gum e Giovanni. O primeiro se mostrou atrapalhado nas poucas vezes em que teve a bola nos pés. Já o lateral esquerdo errou vários passes fáceis.

Apesar da escalação do time apresentar três cabeças de área, nosso time não deixou em momento algum de ser ofensivo. A dinâmica do nosso meio de campo funcionou muito bem. Pierre ficou fixo bem perto dos zagueiros, enquanto Edson e Jean saíram para o jogo e ajudaram na criação. Gerson, por sua vez, teve mais liberdade para flutuar em todas as posições do meio de campo e municiar os atacantes.

Dada a superioridade que impusemos desde o primeiro minuto de jogo, não deu para testar nosso setor defensivo com a entrada do Pierre. Mas, em princípio, pareceu que esse novo jogador deu a consistência que faltou durante todo o Campeonato Carioca.

Para o segundo tempo, Drubscky, aproveitando-se da superioridade numérica, colocou Robert no lugar do Pierre. Substituição de quem quer realmente ganhar os três pontos.

A etapa final começou com o Fluminense novamente pressionando e sem dar oportunidade ao adversário de passar do meio de campo.

Mas a pressão inicial arrefeceu e não tivemos qualquer oportunidade até os 20 minutos. Nosso time passou a mostrar nervosismo com o empate e começou a errar alguns passes. Robert não entrou bem e destoou do restante do time.

A expectativa que tive com a entrada do Robert não se confirmou. Achei que sua entrada daria mais mobilidade ao nosso ataque, mas o time voltou a demonstrar muita lentidão com a posse de bola, muito parecido com o estilo apresentado no Carioca.

Insatisfeito com o rendimento do time, aos 18 minutos, nosso treinador colocou Wagner no lugar do Gerson, que havia sido deslocado para a beirada do campo no segundo tempo e não rendeu.

Somente aos 22 demos o primeiro chute a gol, com Jean, de fora da área.

Aos 24, Wagner meteu bonita bola para Fred nas costas da zaga. O centroavante chutou forte, mas em cima do goleiro e facilitou sua defesa.

Aos 30, Giovanni deu lugar a Vinícius e Wagner foi fazer a ala esquerda.

Na primeira jogada do meia, ele tabelou com Jean e chutou fraco para a tranquila defesa do goleiro adversário.

Mais uma chance desperdiçada aos 33, quando Wellington Silva fez boa jogada pela direita e cruzou da linha de fundo. Fred tentou uma meia bicicleta e não conseguiu acertar.

Aos 40, Edson desferiu um balaço, de longe, que explodiu no travessão.

Aos 42, em mais um chute de fora da área, Vinícius, que entrou mais uma vez muito bem, acertou um lindo chute de fora da área e marcou o gol salvador. Ufa!

A torcida, que já vaiava alguns jogadores, especialmente, Giovanni e Robert, passou a fazer a festa. Se o time foi bipolar de um tempo para o outro, a torcida foi de um minuto para o seguinte.

Realizamos um segundo tempo muito, mas muito ruim. Abaixo de um mínimo aceitável. O torcedor voltou a ter que aturar um time lento, sem criatividade e abusando dos chuveirinhos improdutivos para a área.

Se for para o Robert entrou como hoje, é melhor que nem entre. Que o treinador passe a considerar o Vinícius com a primeira opção de banco.

Gostei muito do trabalho realizado pelo Drubscky durante a partida, mas creio que ele precisa rever a opção de deslocar o Gerson para a lateral do campo, já que não é a primeira vez que o garoto é deslocado para essa posição e desaparece do jogo. Seja com a entrada de Robert ou de Vinícius, Gerson precisa continuar tendo a liberdade de flutuar no ataque.

Nosso time hoje foi bipolar, o que preocupa muito. Realizamos um primeiro tempo muito bom, mas caímos assustadoramente de produção no segundo tempo e acabamos tendo muita dificuldade de vencer (mesmo jogando com um jogador a mais durante todo esse período) um time que fatalmente irá brigar para se manter na primeira divisão.

No fim, o que valeu foram os sofridos três pontos. Semana que vem tem mais. Vamos enfrentar um clube grande e vai dar para ter uma melhor noção de onde poderemos chegar com o time atual. O momento é de colocar as barbas de molho, como diziam no século passado.

Legal ver a presença da torcida do Joinville no Maracanã prestigiando a volta do clube à primeira divisão do Brasil depois de décadas afastado.

Panorama Tricolor

@Panoramatri @Mvivone

Imagem: lancenet.com.br

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4 Comments

  1. O time base do Fluminense deve ser o que entrou jogando, mas com o Vinicis no lugar do Gerson. Gostaria de saber o que deu no Robert, pois foi a pior partida que eu v um atleta do Fluminense jogar nos últimos anos. Valeu a vitória! ST

    1. Vivone:

      Gostei das atuações do Gerson (enquanto eles estava com liberdade para se mexer) e do Vinícius. Para o próximo jogo manteria o Gerson. Mas acho que é uma briga boa.

      Quanto ao Robert, concordo com você. A torcida perdeu a paciência com ele com toda a razão. Entrou totalmente desconectado do resto do time. A pior atuação dele no profissional.

      Um abraço.

  2. Quando que o Gum jogou bem ? Ele é horroroso. Não acho q o Antonio Carlos seja a soluçao, mas é bem menos ruim. Fora Gum, vai jogar futebol de botão !!

    1. Vivone:

      hahahaha

      Mano, o Gum sempre se manteve na disposição. Mas hoje em dia as falhas deles tão piores que há 2 anos atrás, o que faz com que nem o espírito guerreiro que tem o salve.

      Espero que a zaga titular seja Marlon e Antônio Carlos. Mas isso só poderá ocorrer daqui a umas 7 rodadas, já que o Marlon vai se apresentar à seleção sub-20 na amanhã.

      Beijo.

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