Fluminense 0 x 1 Palmeiras (por Paulo-Roberto Andel)

Complicados o primeiro tempo e o resultado parcial. Embora o jogo tenha sido brigado e disputado, o Fluminense pouco ameaçou o gol de Prass, sem fazer valer sua condição de mandante. É claro que o cansaço da volta de Quito pesa, naturalmente, mas também conta a anemia técnica que temos sofrido nas últimas rodadas do Brasileiro. A verdade é que estamos sem soluções criativas e velocidade, marcos do Flu em suas melhores exibições deste ano.

O Palmeiras começou abafando nos primeiros quinze minutos, complicando a saída de bola e o toque do Fluminense. Depois, a coisa ficou menos feia mas atacamos muito pouco, com finalizações mascadas. E quando o jogo estava razoavelmente equilibrado, Egídio, livre, acertou um chutaço e abriu o marcador para o time paulista, que desceu tranquilo para o vestiário.

Abel começou a partida tentando, ao efetivar Robinho no lugar do paradíssimo Wellington Silva, sem conseguir o efeito desejado na primeira etapa. Foi pouco, mas tentou. Era preciso muito mais para bater o campeão brasileiro. Quem sabe um rápido papo de instruções no vestiário não melhorasse as coisas? É, quem sabe?

Segundo tempo, o Flu sem alterações precisando virar o jogo de qualquer maneira. E voltou mais animado, pelo menos rondando a área palmeirense nos minutos iniciais. Como resposta, levou uma bola na trave, respondendo depois com um chute forte de Douglas, defendido por Prass. Para tentar a virada, Abel apostou em Marlon Freitas, saindo Orejuela, e… Wellington Silva, trocado por Robinho. Com uma certa cara de mais do mesmo, até por não dispor de alternativas, lá ia o Fluminense em busca da reação. Sem sucesso, nosso treinador tentou a última cartada com Sornoza, saindo Douglas. Efeito zero.

Nos quinze minutos finais, timidamente o Fluminense tentou o ataque, praticamente sem concluir. Repetiu as falhas de partidas anteriores e agora tem pela frente Grêmio e Gávea, precisando vencer a todo custo.

A prioridade é o Brasileiro e, agora, a desagradável luta para se afastar definitivamente da zona de rebaixamento, ora pontuando, ora torcendo contra times mais abaixo – caso do Bahia, daqui a pouco, contra o Grêmio. De novo. Era para ser muito diferente, muito mesmo.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: cezar guedes

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