Fluminense 2 x 2 Flamengo (por Paulo-Roberto Andel)

Um bom primeiro tempo no clássico do Maracanã. Com mais transpiração do que propriamente inspiração. Numa tarde que os cérebros dos times, Diego e Scarpa, não brilhavam, as marcações tiveram considerável vantagem sobre as ações ofensivas. O Flamengo apostava mais nos chuveirinhos, invariavelmente desperdiçados com as faltas e chiliques de Guerrero. Já o Fluminense esperava a hora certa de agredir com velocidade, mas atacou desde o começo.

Depois de meia hora de combate, marcou primeiro quem mais insistiu: o Flu fez 1 a 0, numa jogada de bola conduzida desde sua própria área até a adversária, e aí justamente Scarpa deu passe preciso para Wendel marcar, depois de ter tocado a bola na trave. Registre-se o fato do gol ter sido absolutamente legal. E poderia ter saído outro nosso, em bola suspensa do mesmo Scarpa sem conclusão.

Calazans e Wendel são os motores. Titulares absolutos em minha opinião. Brigam, disputam, arrancam, dão alma ao time. Na frente, Dourado com a dedicação de sempre e Richarlison mostrou que o imbróglio ficou no passado: correu e tentou muito, cobrou uma falta perigosa. Apesar de algumas escorregadas, a defesa tricolor prevaleceu nas antecipações, especialmente Reginaldo. O garoto Mascarenhas não comprometeu e ainda tentou alguns cruzamentos pela esquerda, o que já é uma melhora. Orejuela voltou, errou mais passes do que de costume, mas ofereceu sua costumeira categoria. Finalmente um intervalo tranquilo.

Na volta, o Flamengo assustou com um chutaço de Trauco à esquerda de Júlio César. A pressão aumentou e, aos nove minutos, num bate-rebate, Diego empatou o jogo. A jogada, para variar, começou com Éverton impedido – e este quase desempatou aos 14 minutos, depois do rebote do goleiro tricolor. E aí… o árbitro auxiliar trocou de função com o titular, que havia sentido uma contusão na coxa. Céus!

Eles perderam um gol incrível com Berrío, evitado pela pontinha da chuteira de Reginaldo. Abel tirou Wendel, colocando Matheus Norton, mais… Léo em lugar de Mascarenhas, com cãibras. Apesar da disputa, o jogo ficou mais amarradão, priorizando as jogadas aéreas de longe.

Aos 34, em novo passe excelente de Scarpa, Richarlison foi derrubado por Juan na área. Pênalti, a tradicional categoria da cobrança de Dourado, bola no canto direito. Thiago ainda tocou na bola, mas quando é bem cobrado, sem chance. A vitória começou a ficar perto, bem perto. Mais para efeito místico, eles colocaram Conca. O argentino tomou cartão amarelo em seu primeiro lance, depois de uma entrada fortíssima em Orejuela – que teve de sair, dando vaga a Nogueira.

Os instantes finais ficaram quentes por conta do placar, com muita disputa, mas o Fluminense mostrava a serenidade que faltara em outros jogos. Até que veio o lance final: Trauco chutou de fora da área, a bola quicou e traiu Júlio César: 2 a 2. O resultado não foi nada bom em termos de classificação, mas pelo menos o Flu mostrou que tem condições de reagir. Uma vitória contra o Avaí é essencial para a quebra da zica, sem trocadilhos. Mas não nos esqueçamos dos reforços, plísi.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: curvelo

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