Fluminense 3 x 0 Macaé (por Paulo-Roberto Andel)

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Jogo morno, morno, morninho nos quinze primeiros minutos, com o Macaé recuado e esperando o Fluminense em seu campo para encaixar os contra-ataques. Por seu lado, o Tricolor com seus desfalques e naturalmente prejudicado em sua principal qualidade no ano: toques inteligentes para arrancadas velozes. Até a hora do Gatorade, o grande lance foi o balaço de Richarlison no travessão, lembrando até os jogos de antigamente onde isso era corriqueiro.

Mais dez minutos de jogo em banho maria e aí veio o gol do Fluminense, explorando uma excelente surpresa: Pedro lançando maravilhosamente para Richarlison, livre, deslocar o goleiro e marcar 1 a 0 aos 32 minutos, até atacando mas sem forçar muito, estilo lo-fi. Aos 43 rolou um bate-rebate na área do Macaé, sem maiores efeitos.

Se o adversário não é parâmetro para medição de forças – e não é mesmo -, o Flu fez a sua parte sem brilho, mas com eficiência razoável – sendo otimista mas também lembrando que o segundo semestre será muito mais difícil, pois. Um a zero foi a perfeita tradução do primeiro tempo, onde os destaques ficaram com a luta de Richarlison – às vezes até afoito no combate -, a disposição de Wellington – aparecendo pouco mas se deslocando – e as boas saídas com bola de Wendel. Pedro, claro, merece louvor e brilhou no gol; tem mais qualidades técnicas do que Dourado, mas precisa de tempo para a afirmação. Marquinho não comprometeu, mas não é nem sombra do Proletário da Bola em 2009/10. Uma pena.

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Susto no começo da segunda etapa, com Jones acertando um chutão e Cavalieri espalmando. A resposta veio com 2 a 0 para o Flu no lance seguinte, onde Sornoza aliou garra e técnica digna de antecessores como Conca – sim -, Renato Gaúcho, Romerito e Edinho – sim! Acreditou, passou por cima do zagueiro Aislan e tocou com enorme categoria no canto esquerdo. Um gol de quem sabe o que faz com a bola, de quem entende o tamanho da nossa camisa. Justificou o ingresso de um jogo moderado.

Porteira aberta, novo grande bote de Sornoza e passe na medida para Wellington na diagonal, que ainda perdeu o tempo de bola mas conseguiu finalizar no contrapé do goleiro. Aos 17 minutos, fatura liquidada com 3 a 0. Nosso time correndo mais do que no primeiro tempo. Mais um intervalo para o Gatorade mas, se fosse possível, poderia acabar a partida ali mesmo.

Depois o Flu perdeu várias chances de gol, errando sempre no penúltimo toque. Nogueira entrou no lugar do apagado Marquinho, resguardando o time – Henrique virou volante. Na frente, o aplaudido Pedro deu vez a Dourado, que quase entrou marcando – a bola bateu na rede pelo lado de fora. Também aplaudido, Richarlison foi substituído por Marcos Jr. Aos 36, quase Wendel fez um golaço chutando de longe, mas o goleiro do Macaé fez boa defesa. Mesmo já quase em ritmo de treino veloz, o Flu ainda apertou. As oscilações são típicas de um time em formação. E o jogo acabou antes dos 45, rapaz! Foi isso mesmo?

Mil e seiscentos heróis tricolores saindo de Edson Passos com uma boa vitória, numa partida morna que sacramentou a vantagem do empate tricolor na semifinal. Ainda falta muita coisa, mas é melhor faltar vencendo do que vivendo o estranho êxtase da derrota das carpideiras eleitorais. Agora vamos aos Strokes.

PS: estádio de futebol é lugar de alegria, não de morte. Uma bobagem e lá se foi uma vida desperdiçada no Morumbi.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap/curvelo

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