Fluminense 3 x 2 Criciúma (por Paulo-Roberto Andel)

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I

Com vinte minutos de jogo, o Fluminense já tinha criado oportunidades, dois gols no placar, a pegada forte que tem marcado sua jornada em 2017 e, naturalmente, se cuidava para evitar qualquer reação do Criciúma. Douglas acertou belo chute no ângulo direito, abrindo o marcador, e Dourado cobrou o pênalti com a eficiência tradicional. Parecia tudo tranquilo?

Não. Aos 28, Giaretta descontou para o time catarinense – em nova bobeada da defesa – e, com isso, veio a preocupação. Continuar agressivo na frente e não poder errar na zaga. Em seguida, o rapaz fez um gol de mão e incrivelmente Vuaden voltou atrás, depois de ter apontado para o meio. Seria o fim do mundo se não tivesse recuado na (mais nova) decisão insólita. O acontecimento botou mais um tempero de tensão na partida. Nada para o Fluminense é fácil. Um jogo movimentado e duro, com mais transpiração do que inspiração propriamente.

Ricardinho quase fez um golaço aos 39, encobrindo Cavalieri – felizmente a bola passou por cima do travessão. A seguir, uma bela jogada que começou e terminou com Sornoza – lindo passe rasteiro e, mais à frente, a conclusão pela diagonal direita, cortada para escanteio. Foi a resposta a alguns poucos minutos em que o nosso time pareceu sentir um gol que nem valeu, típico de um onze com muitos jovens. Acontece, é do jogo. Muita gente louvando o fato de que só faltava um gol para o Criciúma, mas para o Fluminense ali não faltava nenhum…

Hora de São Abel entrar em campo como só ele sabe. Intervalo.

II

Douglas saindo por contusão, Wendel em campo. E o Criciúma começou o segundo tempo tentando se assanhar um pouco. Reclamaram do pênalti de Renato Chaves, mas não da falta que ele já vinha sofrendo no lance. E Cavalieri evitou o empate com as pontas dos dedos. Wellington respondeu, o goleiro botou para escanteio. Mais pressão deles, com escanteios perigosos. Jogo quente. Ah, um recuo indevido do zagueiro para o goleiro Édson, que pegou tranquilamente com as mãos.

Sai Dourado, entra Resolve e lá vem o cheiro de gol – ele cruza, Edson deu o soco para afastar, Leo limpou dois e a bola caiu para Sornoza, que fuzilou seco e forte, no meio do gol: 3 a 1. Aí quem sentiu foi o Criciúma, que só não levou o quarto porque Renato estava impedido. Mesmo assim, ele acertou um lindo chute na rede. No contragolpe, Cavalieri foi monstruoso à queima-roupa aos 20 minutos, impedindo o segundo dos tigres. Aos 28, impressionante que Rafael Silva não tivesse sido expulso depois de (mais) uma pancada em Sornoza.

Richarlisson mandou uma bomba aos 32, mas Edson fez um defesaço. Resolve fez 4 a 1, mas estava impedido. Depois, o goleiro do Criciúma ainda cortou um cruzamento perigoso com a ponta dos dedos.

Para fechar, Marquinho no lugar do esgotado Wellington. Aos 41, Richarlisson perdeu um gol inacreditável, cara a cara com o goleiro. A resposta foi o segundo gol do Criciúma, com direito a bate-rebate, bola no travessão e voleio. Quando é que não tem drama no caminho do Fluminense? Tirando 2012, neca. Ou seria só de sacanagem para dar esperanças aos panfleteiros da AntiFlu até o fim… em vão?

Bom, minutos de agonia, pancada, tensão até o fim – outro gol perdido -, com o Tricolor vencendo pela segunda vez seu adversário mais difícil no ano até aqui. Suada classificação! Até Marcos Jr tomou cartão já com a partida terminada… Coisas de 3 a 2, o mais emblemático dos placares… Vai um caldinho de urubu?

Sobre Vuaden, cabe uma microestatística de mesa de botequim: é incrível como em todas as partidas que atua, em algum momento ele marca algo que os jogadores dos dois times não entendem. Sempre tem confusão.

Domingo tem Carioca, Edson Passos de novo, contra o Nova Iguaçu. A caravana não para.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: rap/curvelo

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