Fluminense 0 x 1 Corinthians (por Paulo-Roberto Andel)

I

Primeiro tempo de igual para igual no Maracanã de sol e público razoável para as circunstâncias. Se levarmos em conta que o Corinthians é a sensação do campeonato, o Fluminense foi muito bem: marcou, atacou (ainda que falhando no penúltimo toque), disputou e não baixou a guarda, ainda que tivesse enorme dificuldade de penetração entre dos dez aos vinte e cinco minutos de jogo. O time paulista teve mais chances de concluir, mas nem tanto, e Júlio César não precisou sujar o uniforme. Cássio também não. Jogo movimentado, de briga, de vontade, mas com passes errados.

Enquanto o Corinthians forçou demais o jogo aéreo, em vão, o Fluminense teve muito pouco no quesito: apenas cinco bolas. Explica-se: Renato é pouco eficiente para levantar, enquanto Leo acerta os marcadores, daí a bola não chega em Dourado para a finalização. Por baixo, a bola não vem do meio, especialmente pelo momento opaco de Gustavo Scarpa. Orejuela e Wendel andam opacos, opacos, burocráticos que só. De resto, o Flu sofreu sustos por perda de três bolas fáceis, mas acabou tendo mais posse e não deu ao adversário a moleza de invadir livre.

Aquela jogada em que o Leo levou amarelo foi uma barbaridade. O sujeito deles já tinha enfiado o braço na bola. Na defesa, Henrique esteve seguro com a bola no chão, mas bobeou no alto.

II

Começar o segundo tempo perdendo não estava nos planos. O velho padrão: bola parada, cabeçada, Henrique bobeou, Balbuena subiu demais e Júlio César perdeu o meio segundo essencial. Bola no canto esquerdo baixo, 1 a 0.

A seguir, Scarpa acertou um balaço na trave, deu escanteio (em vão, porque não adianta bater fechado contra um goleiro de dois metros e meio de altura). No contra-ataque, o Corinthians perdeu duas grandes chances, uma delas com Romero, cabeceando livre no ângulo direito. Renato se machucou, deu lugar a Matheus Norton (e quem avisou a Abel que não dava mais foi Fábio Carille, o treinador corintiano). Enquanto isso, Dourado visivelmente jogando sem condições. Saiu Marlon Freitas, entrou Matheus Norton. Para completar, o jovem Peu em campo no lugar do Ceifador.

Ah, pênalti do Balbuena, cada um dá o que acha e a cada nova rodada discutimos mais do mesmo.

Nos quinze minutos finais só deu Flu. Pressão, cabeçada, chute, a torcida cantando e apoiando. Uma, duas, três, quatro, nada. Gol anulado, impedimento. Não deu. Faltou aquele algo mais que, há várias rodadas, impede o Flu de sair do meio da tabela para a parte de cima. De qualquer forma, mesmo com tantos erros nossos no passe, o resultado foi injusto.

III

A camisa é linda, linda, linda.

III

RIP Waldir Peres. Um dos grandes goleiros de seu tempo. Ninguém disputa três Copas do Mundo por acaso.

IV

Vamos ao Equador. A luta pela Sul-Americana no dia de São Telê Santana.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: pan/curvelo

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