Flamengo 2 x 1 Fluminense: atuações (por Mauro Jácome)

1º TEMPO

As primeiras iniciativas foram do Fluminense. No segundo ataque, escanteio. Sornoza levantou, Renato Chaves desviou e Henrique Dourado mandou no ângulo de cabeça. 3’ e 1×0. Depois do gol, o Fluminense recuou e chamou o Flamengo para jogar no contra-ataque, no entanto, a pressão foi integral durante dez minutos e faltou opções na saída de bola. A partir dos 15’, o Fluminense conseguiu respirar, mas abusou da ligação direta. Depois dos 30’ a pressão rubro-negra voltou com força total. Além dos espaços pelas laterais, o meio-campo não conseguia segurar a posse de bola e pensar o jogo. Somente nos últimos minutos o Fluminense conseguiu sair novamente da defesa e teve boa oportunidade com Wellington Silva, mas bateu em cima da zaga.

2º TEMPO

O Fluminense voltou mais esperto para puxar os contra-ataques e Wellington teve duas oportunidades de colocar Henrique Dourado na cara do gol. Numa insistiu no drible e na outra errou o passe. Com toques mais rápidos, o Fluminense conseguiu controlar o jogo até perto dos 40’. Na pressão final que o Flamengo fez, Réver fez falta em Henrique, Cavalieri falhou e Guerrero empatou. Daí em diante, a coisa desandou: Cavalieri foi expulso e ainda tomou o segundo num contra-ataque.

DIEGO CAVALIERI

Excelente defesa aos 31’1ºT, num chute de Everton. Ao contrário de suas características, fez bom lançamento com os pés aos 12’2ºT, que Richarlison desperdiçou. Falhou feio no gol do Flamengo, ao soltar uma bola fácil. Salvou o segundo aos 44’2ºT. Foi expulso num contra-ataque de Gabriel.

LUCAS

Deu espaços para René no primeiro tempo. Não conseguiu chegar à frente para dar opção e o Fluminense ficou sem as jogadas de lado de campo.

RENATO CHAVES

Jogou para se redimir da falha no primeiro jogo da decisão. Desviou a bola no gol de Henrique Dourado. Perdeu e ganhou na disputa com Guerrero. No geral, fez boa partida, mas a falha no primeiro jogo vai ficar marcada.

HENRIQUE

Dificuldades para cortar o excesso de bolas aéreas e para cobrir o espaço dado por Léo no primeiro tempo. No segundo tempo teve a vida facilitada quando o Fluminense saiu para o jogo. Foi claramente empurrado por Réver no gol de empate.

LÉO

Muito espaço para Pará e Berrío. Chegou bem à frente no segundo tempo, mas evitou colocar a bola na área. Cruza melhor com as mãos do que com os pés.

OREJUELA

Posicionou-se tão próximo aos zagueiros que era quase um terceiro. No segundo tempo, mesmo com espaço, ficou atrás para liberar os laterais.

WENDEL

Facilidade para se soltar e fazer a transição, no entanto, carregou demais a bola em algumas oportunidades. Cresceu no segundo tempo, mas o congestionamento à frente da zaga rubro-negra dificultou a chegada com mais perigo ao gol de Muralha.

SORNOZA

Muito recuado no primeiro tempo, não apareceu para organizar os contra-ataques. Na etapa complementar, movimentou-se bem pela intermediária do Flamengo, mas estava difícil encontrar um companheiro na área.

WELLINGTON SILVA

Preocupado em reclamar de tudo, esqueceu-se de jogar no primeiro tempo. Recebeu boa bola dentro da área no fim da etapa inicial, mas faltou tranquilidade para ajeitar e bater sem tantas pernas à frente. Melhorou um pouco no segundo tempo, mas Abel o sacou cedo demais.

MARANHÃO

Entrou, ciscou duas vezes e sumiu. Depois, ciscou mais algumas. Não correspondeu à expectativa do chefe. A torcida não esperava nada mesmo.

RICHARLISON

Com o excesso de chutões vindo da defesa tricolor, teve dificuldades em brigar pela bola aérea no primeiro tempo. Quando o Fluminense teve o domínio, arriscou pouco e tocou muito a bola para o meio.

HENRIQUE DOURADO

Atento à jogada de escanteio, apareceu no segundo pau para cabecear com estilo e abrir o placar. Depois brigou muito pelas bolas aéreas vindas da defesa, mas esteve muito bem marcado pelo árbitro.

ABEL

Simpatizante da definição e manutenção de um time-base, o Fluminense não teve segredo. Os onze que a torcida já decorou foram para o campo. Não foi feliz tirando Wellington Silva e colocando Maranhão. Perdeu um jogador que tinha melhorado no segundo tempo e estava arriscando e colocou outro que não produziu absolutamente nada. No fim, tentou o tudo ou nada com Pedro e Marcos Junior, mas o jogo já estava perdido.

FLAMENGO

Não foi nem sombra do primeiro jogo, mas soube aproveitar a boa fase de Guerrero.

ARBITRAGEM

Marcou muitas faltinhas amarrando o jogo. Não teve os mesmos critérios nas disputas de Henrique Dourado e Guerrero com as zagas adversárias. Marcou todas as intervenções do Henrique, as que foram faltas e as que não. No gol de empate, Revér fez falta em Henrique.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: jam

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