Fla x Flu: o primeiro round da decisão (por Paulo Rocha)

Em meio à ebulição política que ferve o país com greves, protestos e tentativa de usurpação dos direitos dos trabalhadores, teremos neste domingo, no Maracanã, o primeiro Fla-Flu da decisão do Campeonato Carioca de 2017. Noventa minutos para esquecermos um pouco da triste realidade brasileira atual. Vai começar o primeiro round.

Vejo o Flamengo como um adversário duríssimo, inegavelmente o melhor oponente com o qual nos defrontamos na atual temporada. Ainda bem que estão sem Diego; melhor seria se também Everton (de quem muitos não falam, mas que é perigoso demais) não jogasse. Guerrero, contudo, estará lá e precisa ser vigiado sem um segundo sequer de distração.

Mesmo reconhecendo a qualidade rubro-negra, tenho plena confiança no time do Fluminense. Nos dois clássicos em que os enfrentamos tivemos boas atuações. Nossos jogadores não se intimidaram diante dos adversários. Poderíamos ter vencido ambas as partidas no tempo normal – conseguimos triunfar nos pênaltis no primeiro duelo deste ano, que valeu a Taça GB.

Vou confessar uma coisa: o setor tricolor que mais me preocupa é a zaga. Nunca se sabe como ela vai se portar. Pois temos um goleiro experiente, laterais em grande fase, um meio-campo dinâmico e criativo e um ataque insinuante. Mas a zaga…a coisa só não me preocupa mais por saber que do outro lado (Rever e Rafael Vaz) a coisa é mais ou menos do mesmo nível.

O que realmente importa é o seguinte: temos que entrar fungando no cangote dos caras, suando sangue, marcando alto para provocar o erro do Flamengo. Se no papel o time deles pode até levar certa vantagem no que diz respeito a valores individuais – não tenho certeza disso -, na comparação dos técnicos chega até a ser covardia a nossa superioridade.

Neste primeiro round, a tática deve ser a de atordoar de tal forma o adversário de modo que ele ainda esteja grogue na hora de voltar ao ringue. Mas sem afobação, pois erros podem custar caro. Vestir a armadura de Time de Guerreiros e ir para a porrada, no bom sentido, claro. Pois Fla-Flu se ganha vibrando a cada jogada.

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De onde menos se espera vêm as melhores surpresas. Wendel, desde que entrou no time, mudou a cara do nosso meio-campo. Pode não se um Pintinho tal qual versou o presidente eterno Francisco Horta, mas que dá prazer de vê-lo em campo, isso dá. Não se rende nunca, disputa cada lance como se fosse o último. E até gol em Fla-Flu ele, apesar de muito jovem, já fez. Palmas para a diretoria do Fluminense pela ampliação do seu contrato.

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Ao que tudo indica, Scarpa deve ter condições de ficar no banco no segundo jogo da decisão. Já pensou se ele entra e marca o gol do título? Vocês acreditam em predestinação?

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

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