A festa cívica do Fluminense (por Felipe Fleury)

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Um dia de festa cívica, foi assim que vi o clube neste dia 26 de novembro, data em que se encerrou a corrida eleitoral para a presidência do Fluminense Football Club.

Cheguei por volta do meio dia após enfrentar um longo engarrafamento na Linha Vermelha e logo percebi o ambiente festivo: bandeiras, propagandas e o predominante verde, branco e grená. A fila estava grande, mas andava rápido. Em quinze minutos ultrapassava a roleta e centenas de tricolores confabulavam em burburinhos.

Partidários das três candidaturas tentavam arregimentar votos de última hora, alguns debates mais acalorados, outros menos, conversas entreouvidas e outras ao pé do ouvido, confraternizavam-se tricolores de todas as idades.

Entrei em nova fila, dessa vez para votar. Também foi rápida. Em poucos minutos subia a escadaria para o Salão Nobre.

Para quem mora fora da cidade, como eu, e ainda não havia estado no opulento Salão Nobre das Laranjeiras, surpreendi-me. Por alguns instantes vivenciei, absorto, a magia de estar ali, palco de grandes bailes, comemorações e glamour de uma época de ouro do Fluminense. A história me acolhia naquele ambiente agora repleto de eleitores, cada um com a sua esperança de um Tricolor melhor.

Não houve problema algum. Tudo bem organizado, fiscais, Ministério Público, funcionários atenciosos. Votei através da cédula eleitoral após ter passado pelo atendimento ao sócio-torcedor, e todo o processo não durou mais que cinco minutos.

Quis demorar mais na cabine de votação, não queria que aquele instante findasse, mas precisei dar a vez ao próximo. Dever cumprido, atravessei lentamente o Salão de volta para sentir mais uma vez aquele frêmito, impregnando-me da sua imortalidade.

Do lado de fora uma pesquisa de boca de urna, a fila para as cabines de votação e a aglomeração de tricolores famosos ou não. Ali, porém, todos eram iguais. O voto é democrático por isso. Do mais ilustre ao mais humilde, todos têm o mesmo peso.

Tive a sorte e a oportunidade de encontrar o amigo Paulo Andel, cuja amizade virtual se concretizou e tornou-se pessoal e, oxalá, tomará novos rumos. Conheci pessoalmente, também a Bibi. Reencontrei o Gonzalez, o Cotrin, o Alcides, o Jorand, o Tarcísio Burigo, que veio de Brasília, a Ana Paula, o Maurício Lima, o Marcelo e outros companheiros tricolores, amizades que só o Fluminense poderia me proporcionar.

Deixei o clube com o sentimento do dever cumprido. Após quatro anos de contribuições como sócio-futebol, pude exercer meu direito ao voto e contribuir para fazer história. Espero que este tenha sido o primeiro de muitos pleitos, para que a democracia jamais deixe de fazer parte do dia a dia Tricolor.

Escrevo estas breves impressões ainda sem saber quem será o próximo presidente. Mas pouco importa, pois quem venceu foi o Fluminense com uma aula de democracia e organização. Do novo gestor, quem quer que seja, só espero que cumpra o prometido e retorne o Flu ao caminho das glórias.

O processo eleitoral não está findo, porém. É a partir de agora que ele toma um rumo ainda mais importante, que é o da concretização das promessas e da realização de uma gestão isenta e responsável. O novo presidente não será o líder de um grupo político, mas presidente de todos os tricolores e deverá saber ouvir e respeitar.

E o nosso papel de torcedor, eleitor ou não, é o de fiscalizar sempre, cobrar quando necessário e torcer com fé para que o novo presidente faça o melhor pelo Fluminense. A crítica vazia e o recalque não coadunam com o espírito que deve nortear, a partir de agora, tricolores de todas as correntes políticas, porque somente importa o interesse maior que é do Fluminense Football Club.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

imagem: arturo

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