Ferroviária-SP 3 x 3 Fluminense (por Lucio Bairral)

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ferroviaria x fluminense

Ferroviária e Fluminense. Pela Copa do Brasil. Aquele campeonato que todo time grande já conquistou, mas que possibilita algumas surpresas como Santo André, Paulista, Criciúma e Juventude. E é exatamente essa a graça do torneio.

O Tricolor buscava, mais do que a vitória, eliminar a partida de volta para ter mais tempo de treinamento. E também que o Fred desencantasse, já que artilheiro sofria com o maior tempo de jejum, desde que foi apresentado ao clube, no início de 2009. Para atingir esses objetivos o time entrou em campo com Diego Cavalieri; Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero, Gerson e Gustavo Scarpa; Osvaldo e Fred.

Antes dos três minutos, o primeiro susto: uma bola dividida do Cavalieri, o atacante da AFE chutou por cima, mas a bola foi pra fora. Ainda bem. Até os dez minutos de jogo a Ferroviária mandava na partida. Adiantava seu time e pressionava a saída de bola, complicando nossa vida.

Mas em uma boa descida do Flu, Osvaldo cruzou e o defensor foi na jogada com os braços abertos… Pênalti! Fred cobrou e desencantou, fazendo o 0 a 1! Cobrou do lado direito do goleiro, que caiu para a esquerda e nem saiu na foto, aos 15 minutos.

Depois o gol o jogo se equilibrou um pouco, mas o Flu continuava errando muitos passes, facilitando a vida do adversário. E em uma jogada pela lateral do Scarpa, que foi à ponta esquerda e cruzou por trás da defesa da Ferroviária. Pegou Fred de frente que, de peito, entrou com bola e tudo, colocando 0 a 2 no placar. Um placar irreal e não merecido. Eles jogavam melhor.

Aos 30 minutos, uma pressão do Fluminense na saída de bola, um passe errado do lateral e o goleiro ficou na podre. Dividiu uma bola com Osvaldo, mas cometeu falta forte em Pierre, na entrada da área, sendo expulso. Na cobrança, Scarpa colocou no travessão.

O que estava tranquilo, ficou tenso. Aos 38 minutos, em um carrinho para impedir um cruzamento, Wellington Silva tocou a bola com a mão e a arbitragem marcou o pênalti. Thallyson correu para a cobrança, bateu para um lado, deslocando o Cavalieri para o outro. Só que, para nossa sorte, ele também tirou do gol. Um alívio.

Que também durou pouco tempo. Em uma bola boba que o Jonathan cedeu o escanteio aos 43 minutos, aconteceu uma pane na zaga, Luan veio no primeiro pau e desviou, fazendo o 1 a 2. Colocou novamente a AFE na partida. Logo depois uma boa jogada de Wescley, que passou como quis por Wellington Silva e Henrique e chutou forte. Tiago Marques aproveitou a rebatida e empurrou para o gol, fazendo o 2 a 2, para nosso desespero, aos 47 minutos.

O segundo tempo iniciou com Douglas e Marcos Júnior no lugar de Gerson e Osvaldo. O objetivo ainda era vencer por dois gols de diferença, para eliminar o jogo de volta. Mas em mais um passe errado na saída de bola, quase o gol da virada deles. A bola saiu por pouco, em um chute do Tiago Marques. Mas logo depois ele pegou uma bola no meio, ganhou do Henrique, deu um drible no Gum e fez o gol da virada. Agora, com 3 a 2 no placar, o Fluminense precisava jogar.

Pierre saiu para a entrada do Magno Alves, para ver se time começava a jogar. Mas, até os 25 minutos, o que se viu foi uma vontade muito maior da Ferroviária que do Fluminense. Aos 29 minutos, em um cruzamento do Wellington Silva, Magnata testou, fazendo o 3 a 3. Depois o empate tentamos. No abafa, correndo os riscos do contra-ataque. Mas nada feito.

No frigir dos ovos, o Fluminense teve vontade por apenas 20 minutos da partida. E se futebol fosse merecimento, a Ferroviária deveria ter vencido. Que venha a segunda partida. E a vontade do Fluminense vencer venha junto…

Panorama Tricolor

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Imagem: lub

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