Sou politicamente incorreto, tive infância: o meu conselho de fé para as arquibancadas! (por Antonio Gonzalez)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Depois de dois jogos seguidos pelo Campeonato Brasileiro no Maracanã, 2 a 1 sobre o Vitória e 1 a 1 contra o Atlético Paranaense, aqui estou. Foram duas sensações diferentes… no prazer de vencer às preocupações de um empate…

Concordo com muito do que vem sendo feito no Departamento de Futebol, é heroico… Mas discordo de algumas situações, bem poucas…  Como sempre, com a minha face exposta vou dar o meu humilde ‘pitaco’: quatro pontos no bolso e isso é o que me importa neste momento!

Sim, como já falei em outras colunas… e não me venham dizer, os que não concordam ou  os que de saída não querem concordar, dizer que eu sou daqueles que apequenam o Fluminense, dos que se conformam com pouco, ou coisa pelo estilo… pelo contrário.

Só que neste ano temos o dever de ser maduros e visionários, é melhor, faz mais sentido ir por etapas. A situação atual nos diz, com 10 pontos em cinco jogos, e de cara afirmo de que eu fecharia essa média até o final da competição (totalizaria  76 pontos em 38 atuações, pontuação que permite sonhar), me diz que é preciso ter os pés no chão.

Antes de mais nada, com a pergunta para si mesmo, de quem realmente somos?  Será que eu de verdade conheço 100% da história do Fluminense, dos seus movimentos políticos?  Será que aprendemos dos erros do final dos anos 1970, assim como de toda a última década do século passado?

Por isso, no meu primeiro patamar, colocando-me dentro de cada pergunta para ver até onde consigo responder, está chegar o antes possível à cifra de 46 pontos. Se chegarmos até esse número sem maiores traumas, poderemos então buscar outras metas.

Sim!

É um ano de transição, vou continuar batendo nessa tecla. Os altos e baixos, os baixos e altos… esses momentos acontecerão e se repetirão… Não reconhecer de antemão me faria vestir a máscara de hiena, é claro que não combina comigo.

Acreditem, com o que existe de pessoal humano, tanto fora, como dentro das qautro linhas, assim como o pessoal de gabinetes e quem fala pela Instituição, no caso o Presidente Pedro Abad, estão fazendo o melhor possível.

Aí eu vejo o meu jovem amigo Eduardo Monvoisin com o mesmo discurso de quando eu tinha a idade dele, quando o meu romantismo representava a totalidade do meu SER TORCEDOR… O Facebook tem disso, também existem coisas muito interessantes, principalmente GENTE INTERESSANTE…  E o Duda, brilhante talento da nova geração das nossas arquibancadas que estão um tanto quanto abandonadas pela atual gestão, é daquela galera de papo reto, sem óleo nas curvas… e ele acelerou, faz cobranças.  ELE TÁ CERTO! Ácido, irônico, contumaz, feroz e, principalmente, com conteúdo.  Esse é o papel de um TORCEDOR com a vivência e os anos que ele tem.

Da mesma forma que eu também estou correto em pedir CALMA…  a todos os envolvidos, a todos os lados…  precisamos olhar em âmbitos maiores, em desenhos de grandeza eterna…  Mas não podemos esquecer do presente…

Cabe aos ‘carroça’ como eu tentar chegar junto, dar o toque, mas principalmente ouvir e saber adaptar-se à mensagem recebida. Nem sempre somos os donos da verdade, mas podemos contribuir para o crescimento no macro. Esse é o papel de um TORCEDOR com a vivência e os anos que eu tenho.

É assim que eu penso, unidos seremos fortes, o Fluminense é um só (pensamento de um visionário chamado Paulo-Roberto Andel).

Lutemos por isso, que não faleça a crítica, que não esmoreça o debate, da mesma forma que ninguém se veja absoluto. Construir pontes é mais difícil do que impedi-las de surgir.

O crescimento da democracia interna fará o Fluminense mais forte; cabe a TODOS nós vestirmos essa camisa…

É claro que é difícil engolir aquela derrota para o clube de remo do Vasco, assim como esse empate contra o rival de e para toda uma vida, o Atlético Paranaense.

Da mesma forma quando ocorreu a vitória histórica contra o Galo, 2 a 1 terminando a disputa com um jogador a menos, ficamos TODOS alucinados.

Repito:  “Os altos e baixos, os baixos e altos… esses momentos acontecerão e se repetirão…”.

Por outro lado, também vindo da parte superior da sul no Maracanã, O CANTO DA FIDELIDADE ecoa no ar, dizendo ao Brasil que somos imbatíveis no incentivo…  a rapaziada da Bravo 52 (com uma bateria um pouco mais ajustada, mas ainda aquém do que, na minha opinião, seja medianamente bom) que barbariza na garganta.

Incríveis, recordando-me, em momentos, aquela Fôrça Flu que presidi e marcou época de 1980 a 1987. Tem que ser assim, tem o meu apoio para o que necessitarem.  Da mesma forma que digo que ainda resta muita coisa a se fazer, mas a primeira delas é saber que os jogos do Fluminense somente duram 90, 120 minutos ou uma até disputa de pênaltis. Não passam daí.

Mas SER TORCEDOR vai além disso. E existem diversas formas de incentivo, cada uma para o seu momento… Hora para o carinho, hora para jogar juntos, hora para freqüentar o clube e ser visto, hora de cobrar, hora de ser propositivo.

Ser Fluminense vai além dos cimentos de qualquer estádio, então é preciso uma maior participação de todos, sem esquecer o clube de realmente querer caminhar juntos com os seus torcedores.

Mas também temos que admitir que na nossa torcida, no geral, há algumas pessoas muito chatas, pentelhas por opção… adeptas do politicamente correto, eu as defino como @s Chat@nazis (iguais aos botafoguenses do início dos 1980).

Esses personagens que nasceram para reclamar de tudo, agora cismaram em se dizer ofendidos por causa de uma música que foi cantada na noite de quarta-feira no Mário Filho, quando a ambulância estava dentro do campo socorrendo a um jogador paraense depois de uma bicicleta criminosa do nosso jogador Renato… Como estamos no Panorama Tricolor que é a casa da escritora underground Alva Benigno, vou colocar a letra na íntegra:

“Vamos beber cerveja, chupar boceta e torcer para o Tricolor!”…

Trata-se de uma inocente brincadeira, inclusive cantadas por mulheres, que partiu da galera do Sobranada 1902…

Por incrível que pareça, o que apareceu de mosca na parada, do tipo varejeira… porra, para com isso…

Sabe o que a gente da Fôrça Flu cantava nas finais de 1983 e 1984 contra o Flamengo?

Não? Então deixa que eu te explico:

“Cheirar Loló… loló… loló…

Cheirar Loló… loló… loló…

Cheirar Loló… loló… loló…

Cheirar Loló… loló… loló…

Eu fiz um pororó pra minha amada…

O pororó tinha 18 polegadas…

A minha amada estava nua em Realengo…

Eu enfiei o pororó no cu do Mengo!”

Porraaaaaaa!

Vamos deixar de hipocrisia, galera: as gerações dos vossos avós, dos vossos pais e mães também cantavam a Marcha do pororó…  ecoava forte, uníssono…  Com sorriso irônico na boca.

Então agora vão @s Chat@nazis de plantão dizer isso e aquilo…

Para de show… já levei dois patos (sim pato, quá, quá) para sacanear o time de remo da baia de Guanabara, os sem casa do Botafogo; já soltei 30 pombas no Maracanã que voaram com bandeirinhas presas nos seus pés para falar da paz nos jogos contra o América; já coloquei um manequim de loja (esses de gesso) vestido com a camisa da torcida e pisando num bacalhau pronto para ir para a panela. Eu e a galera que andava comigo.

Se isso de futebol moderno fala que eu, como torcedor, não posso ser um gozador, que eu não posso ser criativo… então para o som e desliga o mundo…. se é essa a proposta final, me avisa que eu pulo fora.

O futebol tem que ser tratado como arte dentro das quatro linhas, assim como torcedor tem que ser tratado como parte ativa do espetáculo.  Se assim não for fica chato demais.

Reflitam, para o bem do Fluminense!

PAPO RETO

– Eu estou rindo à toa, a criatividade burra consegue se superar. Desta vez fui chamado de jagunço, e o pior, disseram que eu era o jagunço que liderava os jagunços do Sobranada 1902…  kkkkkkkkkkkkkkkk…  tá de sacanagem… Em primeiro lugar, eu sou um humilde servidor que tem a honra de vestir e respeitar uma camisa que leva o nome do Sobranada, eles me aceitaram e me respeitam.  Ponto!  Sem essa de jagunços ou jagunceados. Só que tem uma grande diferença:  sempre fiz questão de andar ao lado dos melhores. E na definição de “melhores” entendam como quiserem. Só um lembrete: este ano estou cumprindo 40 anos de participações em movimentos de torcidas;

– Sou contra a possível venda do Wendel neste momento; tem gente para ir na frente. Esse garoto está para vestir a amarelinha e, só com esse detalhe, o passe duplica o valor;

– Tem alguém com saudades do Giovanni ou do William Matheus? Então por favor tenham calma com o Léo;

– Achei justa a barração do Cavalieri; tecnicamente está abaixo do que um dia demonstrou, meio segundo mais lento, o que é uma eternidade. Isso não significa que eu confie no Júlio Cesar;

– É preciso levar em conta o tamanho do nosso elenco e o tipo de jogador que o compõe, basicamente jovem. Faça isso e depois se coloque no lugar do treinador, mas antes escreva um script;

– Excelente o evento de futebol americano nas Laranjeiras, com a Social lotada, excelente ideia. Só faltaram ações de captação de novos associados. Mais uma vez, fica a dica (apesar de que eu sei que nada farão a respeito);

– Quem estiver afim de uma festa junina no próximo sábado, dia 10 lá na quadra central do Fluminense, de 15 às 21 horas;

– O nervosismo é a arma que conduz à derrota. Reflita!

Faz-se necessário que as pessoas entendam que o mundo não nasceu anteontem, nem o Fluminense foi fundado em 2005, nem as gentes inteligentes nasceram somente depois do surgimento da internet. Inclusive aprendam: antes de chamar qualquer pessoa de jagunço que, no Rio de Janeiro sobreviver, sempre foi tarefa para gente esperta, andar nas ruas NUNCA FOI FÁCIL!

Presta atenção nessa letra, simples, vulgar, mas real… Sob o baixo (e que baixo!) do Arnaldo Brandão, um dos maiores de todos os tempos no Brasil, e da sua banda Hanoi-Hanoi, lembranças de uma cidade onde  crianças como eu eram criadas nas ruas, bebiam água da bica, desciam com as suas mesas de botão para infindáveis campeonatos nas calçadas, onde em um pedaço de terra se brincava de bolinha de gude e se arrebentava a cabeça dos dedões dos pés jogando bola sob os paralelepípedos de olho bem aberto para não cair nas garras das joaninhas da Polícia Civil.

O Lúcio Flavio, citado na letra da música, se fosse vivo hoje, seria number one nas listas da Interpol, da CIA e da KGB.

Fui!

“Bonsucesso ’68”  (Hanoi-Hanoi)

“Lúcio Flávio morava na Roma… Fernando C.O. lá na New York… Tavinho era um menino na Bruxelas… Entre a Londres e a Paris.

Havia a turma do Melo… O cinema era o Paraíso…  A favela era a Perereca… E eu tocava no baile do Domingo.

E ninguém tava na Europa… Não tinha Waterloo…  Não era exílio… Política era coisa da Zona Sul.

E ninguém tava na Europa… Não tinha Liverpool…  Era tudo em Bonsucesso… Rio de Janeiro 68, América do Sul.

E a gente era só…  Mato Grosso e Paraguai… Bolívia veio depois… E o resto veio atrás.

Colômbia… Nicarágua…  Malvinas… são argentinas.

Ligação direta… Tá no ronco do motor… Ligação direta… Tá no ronco do motor…. do motor.

E ninguém tava na Europa… Não tinha Waterloo…  Não era exílio… Política era coisa da Zona Sul.

E ninguém tava na Europa… Não tinha Liverpool…  Era tudo em Bonsucesso… Rio de Janeiro 68, América do Sul.”.

Acordem, não é à toa que o tal de Chiquinho Zanzibar está rindo da cara de muitos.  E com ele não tem essa de politicamente correto.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: ago

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