Pés no chão, coração com esperança (por André Biron)

Desde quando o Fluminense derrotou a matemática em 2009, nós tricolores passamos a encarar os números com certo desdém, até por confiar muito mais em nossa camisa do que nos cálculos pessimistas dos competentes matemáticos. Hoje, percebo que novamente a arquibancada discorda dos números. Só que agora são eles que trazem o otimismo.

Nas 14 partidas disputadas na temporada, 10 vitórias, três empates, uma derrota, 33 gols marcados, 12 sofridos. Um respeitável aproveitamento de 78%. Enquanto os números mostram a solidez dos resultados, percebemos nosso time frágil e ainda muito “verde”. Com dificuldade para controlar vantagens, conter a oscilação ou para “matar” as partidas. Apesar da única derrota, sentimos que podemos perder a qualquer momento.

O ataque, dos 33 gols até aqui, deveria empolgar, mas preferimos acreditar que o Henrique Dourado, apesar dos nove anotados, é limitado e só faz gol de pênalti, que o Richarlison é afobado, que o Wellington Silva enfeita demais ou que o Marcos Junior não serve. A defesa que saiu invicta de metade das partidas é insegura e atrapalhada. O goleiro titular merece ser reserva e o reserva não merece ser titular.

Para levantar taças, será necessário muito mais do que aplaudir os números, bem como corrigir as falhas que têm tornado as vitórias mais difíceis. A cobertura dos volantes e laterais à defesa, a fragilidade da zaga nas jogadas aéreas e as muitas chances de gol desperdiçadas são alguns dos problemas que Abel Braga precisa remediar.

Acreditar nos números ou no gramado é opção de cada um. Importante é conseguir entender os dois para evoluir, passo a passo, jogo a jogo. Enquanto uns fazem muito barulho por nada, vivendo a “Utopia de Dubai”, seguimos com os pés no chão, no sapatinho, para em dezembro calcularmos nossas premiações e títulos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: bira

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