Marcão, pelo amor de Deus, escale o Miguel! (por Marcelo Savioli)

Amigos, amigas, continua o flerte descontrolado da Libertadores com o Fluminense. Eu nunca vi tanta paixão por um clube só. Antes era G-6, o Fluminense, que brigava no G-4, despencou para sétimo. Virou G-7 e agora pode virar G-8. Tudo para ter o Fluminense.

O problema é que o Fluminense parece aquele sujeito com baixa autoestima, que se a mulher mais bonita da festa flerta com ele, acha que está vendo coisas.

“Não é comigo, não pode ser!”

Então os Deuses, que também morrem de paixão pelo Fluminense, vão colocando as placas de indicação pelo caminho. Depois de John Kennedy estrear com brilho no jogo de quarta, contra o Coxa, Fred está suspenso.

Marcão, então, pensa, segundo o pessoal da imprensa, em colocar John Kennedy em seu lugar. Ataque formado por Lucas, Luis Henrique e John Kennedy. Pelo menos teremos um ataque rápido, que ataca espaços, se movimenta e, se os Deuses assim quiserem, marca pesado a saída de bola adversária.

Pobre Botafogo!

Mas tem um problema a ser resolvido, que é um meio de campo mal resolvido. Martinelli, Yago e Michel Araújo é uma boa formação, mas precisa de um quarto homem para aprimorar a posse de bola, a inteligência construtiva e a conexão entre meio e ataque.

O nome desse homem é Miguel, o rejeitado, inaproveitado, excluído, só o Mário sabe o porquê. Talvez o Angioni também. Mas não é hora de prevalecerem as coisas inexplicáveis. Vamos voltar para o mundo real e pensar no que ainda podemos conquistar nessa temporada.

Marcão, meu querido, meu ídolo, coloca, pelo amor de Deus o Miguel como quarto homem do meio de campo. Você não percebe que o futebol do Yago e do Michel Araújo vai crescer absurdamente?

Afunda o Martinelli entre os zagueiros na saída de bola, avança os laterais (que não esteja entre eles o Danilo nem o Egídio) para dar amplitude ao jogo. Coloca o John Kennedy lá na frente e escolha entre o Marcos Paulo, o Pacheco e o Luis Henrique quem será o seu companheiro.

Pobre do Botafogo! Pobre do Goiás! E pobre de quem mais vier.

Mas se o Miguel se tornou mesmo esse nome proibido, que coloque o Nenê para fazer o quarto homem de meio, atuando por dentro, como ele funciona, por trás dos atacantes.  Vai que ele se inspira! Vai que dá certo.

Não vai ter o Fred mesmo, não corremos o risco de ter um ataque de showball. Ou então, se o Atlético de Madrid permitir, coloque o Marcos Paulo, que fez suas melhores partidas jogando por ali.

Só não mantenha esse esquema com três atacantes, que o nosso meio não tem perfil para se conectar com um ataque que tem dois pontas que precisam recompor a marcação. Aliás, adiante a marcação, que o time do Botafogo não vai conseguir achar nem o caminho do vestiário no intervalo.

Dois jogos contra Botafogo e Goiás. Duas vitórias e aquele G-6 vira G-7 novamente. Com o Santos chegando, vá que vire G-8. Nem vou falar em título, para não ser tomado como louco – e com toda razão – mas até um G-6 seria possível. É só escalar o que nós temos de melhor.

Vai Fluminense, vai que a Libertadores te quer, nem que seja para um namorico de duas semanas. Não é ilusão de ótica. Ela está te dando mole mesmo, te querendo mais do que tudo. Não vai dar mole de dispensar essa linda, vai?

De repente, Marcão, quem sabe você não acerta o time como no ano passado e inicia uma grande carreira como técnico. Mostre que o bom trabalho no ano passado não foi só resgatar a herança do Diniz e fechar a entrada da área com o Yuri.

Nós queremos acreditar, mas não queremos receber uma camisa de força por isso, tampouco sermos vistos como terraplanistas. Cruz credo! Precisamos de motivos reais. Marcão, você pode nos dar esses motivos reais.

Escale o Miguel desde o início, pelo amor dos Deuses! Eles estão de olho e não toleram desobediência.

Saudações Tricolores!

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