Entregaram o G6 (por Marcus Vinicius Caldeira)

CALDEIRA VERDE

Uma vergonha o que esses jogadores fizeram com o clube nesse reta final de campeonato brasileiro.

Depois de duas partidas memoráveis contra Corinthians e Grêmio, fora de casa, com vitórias e abertura de G6, esse time nunca mais jogou nada. Nas últimos oito rodadas, nenhuma vitória. Tem de ser muito ingênuo para acreditar que isso só se dá porque o time é desequilibrado e não é forte. Botafogo é um timaço? Atlético Paranaense é um timaço? Não estávamos em sexto?

O que mudou de lá para cá?

Mudou que abriram a Libertadores e o processo eleitoral. Sintomático.

Esses jogadores não quiseram colocar o clube na Libertadores. SIm, o elenco tem muitos problemas, mas não quiseram.

Será preciso fazer uma reformulação completa. Teremos muito trabalho, pois Mário Bittencourt, antes, e agora Jorge Macedo não foram bem à frente do departamento. Temos muitos jogadores com contratos por expirar só a partir de 2017.

Mário Bittencourt tinha uma tara por renovar contratos,alongando-os e já dando gatilho no início dos mesmos. Gum, Wellington Silva, Geovani e Wellington Paulista – que volta ano que vem da reserva da Ponte com gatilho salarial – estão nessa característica.

O caso do Gum é emblemático. O ex-VP de futebol renovou com ele até 2018 e com aumento salarial. Se o Gum quiser senta no contrato até 2018.

Oswaldo, por exemplo, tem contrato até 2017. Haja clube para emprestarmos jogadores.

A estrutura do departamento e filosofia tem de ser mudada por completa ali. Não dá para elegermos presidentes metidos a boleiros, amigos de jogadores e empresários.

Precisamos formar uma Comissão Técnica Permanente de fato. Temos meio caminho andado, mas não concordo com Marcão ali.

O futebol do Fluminense tem de ser totalmente diferente do que foi na última década:

  • Decisão de contratações e dispensas colegiadas com apoio do scout e dos membros técnicos do departamento;
  • Blindagem do departamento a empresários;
  • Integração futebol profissional, Xerém e Flu Europa;
  • O VP tem de ter capacidade de gerir, comandar e ter pulso firme;
  • Contratação de um gerente executivo com visão moderna do jogo;
  • Implantar um filosofia Fluminense de fazer futebol: moderna, de jogo intenso e técnico e que busca as vitórias a todo custo;
  • Pagamento por produtividade;
  • Estabelecimento de metas para progressão salarial;

Chega de times lentos, sem sangue, de jogadores ruins, caros e que fazem panelinhas.

A hora de mudar é agora, e não será colocando presidente boleiro ou fanfarrão ali.

O Flu avançou 40 anos em 6 em termos de reestruturação na última gestão.

Agora, é profissionalizar o futebol.

Urge.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: mvC

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