Entre vacas que zurram anda o jogo… (por Antonio Gonzalez)

Depois de 12 dias consumido por uma gripe tinhosa, entorpecido por remédios e noites sem dormir, eis que pensava na tranquilidade obtida pela excelente vitória no domingo. Jogo para cascudos.  Como bem disse meu amigo Marcos Furtado… “saímos cansados pela tensão do jogo”.

Diferentemente daqueles que advogam que o Fluminense para que torcem tem tudo a ver com aquele que perdeu por 5 a 2 para o possante América de Natal, em pleno Maracanã, eu penso diametralmente… Ganhar do Coritiba, com nove garotos da base entre os 14 que entraram em campo, diz muito. Nunca vi um jogo do Tricolor onde se perdesse por contusão os dois zagueiros de área, menos ainda que a nova dupla de zaga para disputar o restante do jogo tivesse sido composta pelo 3º reserva e por um volante improvisado.

Ganhamos, porque sempre que o Fluminense vence deveríamos vencer todos… mas infelizmente não é assim. Sedimentados pelo estrume que sai da boca de pseudoformadores de opinião popularescos, “popularoides”, esquizofrênicos, com etiqueta de preço, sem qualquer conteúdo, e o pior, sem nenhum compromisso com a verdade, uma pequena parte da nossa torcida se deixa levar e contaminar pela imbecilidade que rebusna de seres com zero de significância.

Estamos vivendo um vazio de identidade dentro da nossa torcida… a geração ‘redes sociais’ minimizou a história como se o Fluminense somente existisse a partir de 2007 para cá.

Ledo engano. Conheçam a história deste maravilhoso clube que completará na próxima sexta-feira, 21 de julho, 115 anos. E não pensem que o Fluminense chega a essa idade porque foi dirigido por oportunistas ou desmemoriados. O que não dá para aceitar é ver os nossos torcedores serem os primeiros a nos diminuírem.

Ontem, em vez de ficarem desfrutando da excelente vitória, conquistada pelos Moleques de Xerém com garra e com raça, preferiram se adentrar e amaldiçoar o uniforme número 2, que está prestes a ser lançado.

Eram os mesmos que xingavam até meses atrás a falida Dry Word. Agora que o Fluminense se alia de verdade a uma nova gigante do mercado mundial, a Under Armour, têm a audácia de depreciar a camisa branca. Sem ao menos tentar saber qual é a tendência dos últimos anos do mercado. É feia e ponto!  Discordo determinantemente: é muito bonita. Recorda a primeira camisa branca que a Le Coq Sportif produziu para o nosso clube entre 1981 e 1983.

Era um uniforme de extrema leveza e claridade; pena que aquele time não acompanhou. Sem lugar à dúvida quando de quase nada se faz muito.

Mas o problema de certa galera não é o que acontece de bom com o Fluminense, o negócio é falar mal, blasfemar… quanto mais alto melhor. E qual é o perfil dessa galerinha?

O mesmo que freqüenta as lojas com material pirata, principalmente aqueles que usam como roupa de baile a camisa modelo 2015/2016 do Real Madrid. Essa pode, afinal a espanholização do futebol mundial é uma realidade, “hala Madrid”, “olé tus huevos”, viva la madre que me parió.

Mas do Fluminense toda branca não pode.

Todo dia um novo escândalo da geração que perdeu por 5 a 2 para o América de Natal, em pleno Maracanã!

Enquanto isso, as coisas boas começam a aparecer, a brotar para o Fluminense. E esses garotos não conseguem ver isso.

PAPO RETO

  • Não foi legal o que aconteceu depois do jogo contra o Botafogo. Pseudotricolores, alguns vestindo camisas de organizadas, roubando Tricolores Autênticos, seja na 28 de Setembro, seja dentro do trem no ramal Japeri. Falta liderança, o clube deve cobra de imediato, antes que vire uma bola de neve;
  • Falando em organizadas: ou se renovam em conceitos, ou infelizmente algumas não sobreviverão por muito tempo;
  • O vazamento das novas camisas do Fluminense não foi culpa da Under Armour e sim da Centauro, que é um grande atacadista. Estragaram a surpresa;
  • Falando em Marketing, mais uma bola dentro na chegada Thinkseg. Já é um grande avanço;
  • Bola dentro a chegada do Ronaldo Barcellos ao Conselho Diretor do Fluminense como novo Vice Presidente Comercial. O clube sai fortalecido;
  • Vencer ao Cruzeiro é obrigação, daria outra motivação para o jogo de domingo contra o Corinthians;
  • Vendo a excelente atuação do William Matheus contra o nosso time, continuo confiando mais e mais no Léo.

Você tem o direito de escolher que tipo de torcedor quer ser: aquele que quer ser administrado por uma vaca piscineira ou por uma anciã de programa… ou aquele que quer ser dirigido por analfabetos funcionais, idiotizados de telecursos do Mobral…

Ou toma vergonha na cara e começa a estudar a história do Fluminense e saber o que vem sendo feito…

Ou será que você ainda não sabe que o buraco no caixa foi praticamente reduzido pela metade, e isso sem vender qualquer jogado; na questão do Wellington Silva, ao ceder o atleta ao nosso clube, o Arsenal colocou uma cláusula de recompra de 4 milhões de dólares. O restante da redução é totalmente mérito da atual gestão.

Já aqueles que querem ser administrados por uma vaca piscineira ou por uma anciã de programa… já venderam definitivamente o Richarlison, o Calazans, o Scarpa…

Já aquele que quer ser dirigido por analfabetos funcionais, idiotizados de telecursos do Mobral… na terrível busca dos likes que os dão de comer, à esta altura do campeonato já vendeu o Dourado, o Wendel e o Douglas…

TRICOLOR, NÃO PERMITA QUE TE TRANSFORMEM NUM BABACA.

Acredite, o Fluminense precisa da tua ajuda, venha discuti-lo desde dentro… e entenda as razões para que eu esteja do lado oposto das vacas que não tem capacidade para mugir, menos ainda dos famosos “Quem? Quem?” que necessitam do dinheiro do Fluminense para ser alguém, e por isso não têm escrúpulos em denegrir à imagem do clube.

 

 

Um pouco do Mestre Caetano Veloso; nas entrelinhas, livremos o Fluminense das vacas que zurram e dos asnos que mugem.

Vaca Profana (por Caetano Veloso)

“Vaca profana, põe teus cornos… Pra fora e acima da manada…  Ê, ê, ê, ê, ê…  Dona das divinas tetas…

Derrama o leite bom na minha cara…  E o leite mau na cara dos caretas”

Um amigo me perguntou depois da vitória do Fluminense no domingo se eu não ficava triste ou chateado porque um asno qualquer tivesse mugido veneno na minha direção…

“Meu currículo cresce!”… respondi!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

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