Entre pentes e cambistas, seja sócio! (por Antonio Gonzalez)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

O treinador Abel Braga definiu com exatidão (e por isso é o Abelão) o que eu pensei sobre o jogo de ontem: “O último passe do Fluminense foi horroroso!”. Eu também vi assim.

O certo é que em nenhum momento eu vi o Flu 100% à vontade no jogo. Muitas vezes afunilando, penteando a bola em excesso, rodando em alguns momentos como enceradeira sem uma objetividade maior, com os laterais espessos (as pessoas estão cobrando muito do Leo, pelo visto se esqueceram das “barangas do Mario e do Peter”, nomes como Giovanni, William Matheus, Guilherme Santos) ainda que jamais tenham se omitido do jogo.

Sim, o Wendel joga muito, mas na minha opinião, humilde como sempre, colocar o Orejuela como segundo volante (por enquanto) o transforma num jogador comum; em nenhum momento o vi realmente confortável no jogo. Talvez seja uma simples questão de adaptação, talvez sejam os meus olhos exigentes do correto (não sou torcedor neo botafoguense do início dos anos 1980)… mas também pode ser que a razão me acompanhe.

Isso demonstra uma coisa: estamos passado do estágio de ter um time para ter um elenco. E, mais uma vez, os louros têm que ser para o Abel, mas sem esquecer o trabalho de quem gere o Departamento de Futebol. Falo do Vice Presidente de Futebol, o Fernando Veiga, além dos executivos Alexandre Torres e Marcelo Teixeira.

O certo – e sei que estou sendo muito exigente, pois mais uma vez concordando com o Abel, faltou uma maior fome de gol para ter resolvido a eliminatória ontem – é que estamos diante (e falo do Fluminense) do time que tem a melhor proposta de jogo, neste momento, do Brasil.

Prefiro que joguemos no 4-1-4-1 como fez a seleção espanhola quando conquistou a Eurocopa de 2008, com um Marcos Sena imenso. Mas o certo é que podemos ter várias variações durante o jogo, como o 4-3-3 e o 4-2-3-1. Repito: tudo mérito do Abel e Cia.

Outra coisa que não pode passar desapercebida foi o fato da grande partida realizada pela nossa sempre criticada dupla de zaga, que beirou a perfeição.

Minha única CORNETADA: precisamos de um goleiro!

Além do jogo em si…

A Polícia Militar tem que ser procurada de imediata pelo Fluminense, tipo colocar o pau na mesa. Isso de que PM venha e diga que tem que ter gás de pimenta e bombas de gás é ignorância. Não estamos tratando, já que se fala tanto no ‘nutelismo’ que torcedor é consumidor, a questão segurança nos estádios como merece… Ou a Segurança Pública atua da mesma forma nos Blacks Fridays das Lojas Bahia ou bombardeia a massaroca que se mata para ser a primeira a entrar nos aniversários do Guanabara?

Se a Polícia Militar está estressada com o Governo do Estado, com o Pezão e Cia, das duas uma: ou que peça demissão e procure outro trabalho… ou que faça valer os seus direitos e as suas reivindicações junto a quem de direito.

Ao olhar daqueles que freqüentam o Maracanã há aproximadamente 50 anos como eu, era nítido que a PM que estava ontem no estádio, tanto dentro como fora, estava com sangue nos olhos, com a faca na boca.

Então cabe ao Fluminense, através dos seus representantes (e pelo visto tem gente ‘habilitada’ para isso), que faça valer os direitos dos nossos torcedores de serem tratados como gente.

Em contrapartida, ontem, como sempre, via livre para os cambistas e flanelinhas atuarem a bel prazer.

Outra coisa é com relação aos torcedores que compram o ingresso pela internet terem a necessidade de trocar o ‘voucher’ da entrada numa bilheteria.

Já passou da hora desse ingresso receber a sua carga na próprio cartão de crédito que fez a operação (como era feito no passado) ou no e-mail de confirmação da operação. E nos caso em que o sócio do Fluminense também deseje freqüentar as áreas mais ‘nobres’ do estádio, que essa compra também possa ser habilitada na sua carteirinha do clube.

Tal mecanismo evitaria filas quilométricas e perda de mercado consumidor. Sei que é uma questão que extrapola os domínios do Fluminense, mas para o torcedor a culpa sempre será para o ser mais próximo.

Por outro lado, para o torcedor isso tem forma de que se torne mais fácil a solução:

SEJA SÓCIO! Proprietário, Contribuinte e Futebol.

Você estará ajudando o clube e evitará desnecessárias dores de cabeça.

No final do jogo, na saída, me perguntaram que nota eu daria ao mosaico. Falei que, sendo open mind, nota 7…

A idéia com os escudos, o da fundação e o atual, de grau 1 milhão de dificuldade, merece um 10 com louvor…

Mas, como bem disse antes, foi uma perda de munição… a parte inferior da arquibancada deixou a desejar. Parabenizo, mesmo discordando da idéia, aos organizadores e aos voluntários. Sugiro que ,para futuros eventos desse naipe, comece a se trabalhar com grafites em tecido; mais uma vez, se quiserem, tomem o Frente Atlético, do Atlético de Madri, como exemplo.

Parabenizo a todo o Departamento de Marketing do Fluminense, na figura do seu Vice Presidente, Idel Halfen, pela VISÍVEL mudança de postura e posicionamento dessa área. Com isso, vence o Fluminense, sempre!

Finalizo mandando o meu abraço como sempre para a galera do Sobranada 1902…

“Prefiro a amizade dos LOUCOS do que o cheiro de GENTE FALSA!”.

O certo é que ontem, ao contrário de que muitos pensam, a arquibancada não funcionou como um todo. Mas pelo visto, o que a gente como eu pensa não agrada aos possuidores da verdade, que não são poucos.

Domingo, tem Botafogo no Engenhão. Vamos pra cima, todos!

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Imagem: agon

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