Em depressão e em eleição (por Crys Bruno)

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Um fracasso em 2016. Não só pelos resultados, são oito jogos sem vencer, uma aberração, mas muito mais pela postura e atitude medíocres. Escolha do presidente Peter Siemsen, que se tornou a maior decepção e enganação da história para mim.

Mas vale ressaltar que ele foi bem sucedido e competente no processo de apequenar o Fluminense para caber no objetivo central do seu grupo político, o de ser mero formador e negociador de jogador, a credibilidade no mercado como prioridade, com única obrigação de não ser rebaixado. Planejamento de time médio, resultado de time médio, com campanha pior que a de Botafogo, Ponte Preta, Chapecoense…

Peter me enganou um bom tempo. Espero que nunca mais tenha voz no futebol, já que sabemos que, politicamente, nos clubes de futebol sempre veremos as mesmas pessoas com acesso ao poder e cargos. No Fluminense não é diferente, infelizmente.

Um fracasso. Você fracassou, Peter. A notícia boa é que seu mandato terminará. O ideal seria que o senhor nunca mais se metesse no futebol do clube, muito menos em seus frutos, que não são refletidos nas atuações em campo, mas existem e só o senhor e seu grupo se beneficiaram deles. O prejuízo e os vexames ficam na conta da instituição e no coração do torcedor.

Em depressão, elegeremos o novo mandatário no próximo sábado, 26. Na última sexta-feira, convidada pelo excelente e querido jornalista Paulo Brito, compareci ao debate organizado pela NetFlu. Minha depressão aumentou. Nenhum candidato me preencheu de esperança. Mas ela ainda existe por conta da enormidade da nossa história e torcida.

Eu não votarei. Graças a Deus! De repente me viria entre “a cruz e as espadas”. Confiarei no discernimento dos eleitores tricolores. Ao menos, não será o Peter. De resto, só desejar ao próximo presidente do Fluminense muito sucesso e o pedido de tratar o clube de acordo com sua grandeza ou como diria Nelson Rodrigues, com sua enormidade.

Toque Rápidos:

JOGADOR PANELEIRO E PASTOR DE IGREJA EVANGÉLICA:

– Espero que os chamados líderes do grupo, como Cavalieri, Gum, Cícero e Magno Alves sejam retirados do Fluminense. Nunca mais vistam essa camisa!

SAC – RECLAMAÇÃO:

Assim que surgiu o Sócio Futebol, me associei. Estava morando fora do Brasil. O pagamento era feito por meu pai pelo boleto bancário, mas houve um recadastramento que exigia cartão de crédito, algo assim. Suspenderam minha inscrição sem nenhum aviso. Quando retornei, meu cadastro estava apagado, mas meu CPF estava no cadastro. Nem pude recuperar os meses para poder votar, perdi os anos que fui associada, nem pude me cadastrar novamente. Larguei de mão. Em todo caso, dar dinheiro para uma diretoria que trata o Fluminense como clube de bairro não fazia mesmo mais sentido.

MELANCÓLICO:

Em depressão, indignada por mais uma temporada vergonhosa, a terceira seguida, só me resta comemorar duas coisas: ganhamos 10 dias a mais de férias das pessoas incapazes e tenazes do Fluminense, desse futebol bosta, desses jogadores sem honra, dessa diretoria, incluindo os inaceitáveis membros da Flusócio (e desconhecidos, porque não conhecemos seus rostos).

A outra coisa é comemorar que Internacional, Figueirense, América-MG, Santa Cruz, Sport e Vitória conseguiram, por sorte nossa, fazer uma campanha pior, nos livrando do vexame maior do rebaixamento.

PRÓXIMO PRESIDENTE  E OS VAMPIROS:

Pedro Abad:

Se eleito for, Abad terá duas vantagens: não ser o Peter e ter cooptado o grupo do Cacá Cardoso, melhor candidato a meu ver, mas sem carisma nem força para se eleger. O grupo que se uniu ao Cacá tem a participação de nobres e nomes da nossa história, mais a presença de uma nova geração cuja paixão é o futebol. Uma vez eleito, Pedro Abad tem contra ele os mesmos homens que comandaram o Fluminense com Peter. Os vampiros da Flusócio continuarão. Além disso, seu cargo de funcionário público lhe renderá restrições, as quais não creio que nos prejudique, porque o importante na figura do presidente é quem está a sua volta – e Abad compete entre anjos e demônios, digamos assim.

Mário Bittencourt:

Se eleito for, Mario terá a vantagem da sua oratória firme e sem a covardia da atual direção, porque sua personalidade não admite omissão. Outra vantagem é que ele será presidente e não vice de futebol, função que exerceu de forma ridícula, para dizer o mínimo. Sua desvantagem é o agenciamento de jogadores. Não que dirigentes de clubes não participem das negociações com o recebimento de gratificações, porque aqui não somos crianças nem ingênuos, mas pelo fato disso ser escancarado. Não entende nada de futebol, como mostrou nas contratações – em sua maioria, bizarras – quando foi vice-presidente.

Celso Barros:

Se eleito for, o Dr. Celso terá a vantagem de ter boa relação e acesso aos bastidores, com investidores de jogador, experiência com o meio. É um administrador e quebrou a Unimed após tê-la feito a maior empresa de plano de saúde do Brasil, vale lembrar. Suas desvantagens são várias: problemas judiciais graves e a ousadia de colocar como o salvador do Fluminense quando sabemos de duas coisas importantes. A primeira: se não fosse ele, pela grandeza do grupo, teria sido outro o patrocinador. A segunda: ele nunca usou abusivamente o dinheiro da empresa para montar um time, mas sim para contratar garotos-propaganda. Para piorar, não entende nada de futebol: suas contratações eram sem critério e, para fechar o caixão, considera Renato Gaúcho, essa piada, como um “treinador de grandeza.”

Enfim, em depressão e em eleição, me despeço com um pedido: Que Deus nos acuda!

Abraços.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: cib

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