Os tristes efeitos de um golpe (por Paulo Rocha)

Na última eleição presidencial do Fluminense, a chapa que apoiava o candidato Cacá Cardoso resolveu, no dia do pleito, juntar-se a Pedro Abad, da situação. Isso para impedir que o advogado Mario Bittencourt – a quem chamavam de vaidoso – e o médico Celso Barros – rotulado como inexperiente, entre outras coisas – tivessem chance de vencer a disputa. Agora eu pergunto: os autores deste movimento – para não dizer golpe – estão satisfeitos?

Em conversas com tricolores a quem prezo muito, me foi colocado o fato de que valia qualquer coisa para impedir a vitória de Mario, também apontado como empresário de jogadores. O que ele fez pelo clube nos tribunais, ah, isso neguinho esqueceu. Passou a ser tratado como um câncer.

Celso Barros, por sua vez, foi descrito como o cara que fora posto para fora da Unimed sob a pecha de incompetente. A grana de patrocínio que ele injetou lá, os títulos conquistados por essa parceria, ah, neguinho também esqueceu, assim como o seu amor pelo Fluminense.

Até o Pedro Antonio, a quem admiro, entrou no meio desse circo, declarando o seu apoio a Abad. Sabem o que ganhou? Um belíssimo pé na bunda na primeira oportunidade. E é bom lembrar que ele sequer externa suas cobranças ao clube pela construção do CT. Com pena, certamente.

Escrevo esse desabafo após assistir à ridícula partida contra o Ceará. Que coisa horrorosa. Lá pelos 30 minutos do segundo tempo, me peguei torcendo para o jogo acabar logo, pois estávamos mais perto de levar um gol do que de fazer. Um time que não balança as redes há nem sei quanto tempo… que vergonha.

A coluna de hoje só foi escrita por respeito ao site Panorama Tricolor. Minha vontade era esquecer que o Fluminense existe. Não tenho sequer chamado meu filho para assistir os jogos. Tenho pena dele e, além disso, não quero que sua verve tricolor diminua. Ou mesmo suma diante de tanta incompetência.

Acredito que, este ano, ainda conseguiremos nos salvar do rebaixamento. Sul-Americana? Ora, com esse futebol de merda? Acho muito, mas muito difícil (mas não impossível, é bom deixar claro). A culpa, todinha é da diretoria. Paguem o que devem o mais rápido possível. Essa situação já passou do limite.

Com afirmei na coluna anterior, teremos pela frente mais um ano dessa administração. Li que a oposição está se unindo, Mário, Celso, Tenório…Tomara. Esse Fluminense de hoje, essa diretoria medíocre, esse grupo político de bosta que lhe dá apoio, está ruim de engolir. Que Deus ajude o nosso Tricolor até o dia em que possamos ter o prazer de vê-los bem longe das Laranjeiras.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

4 Comments

  1. Boa tarde, Paulo. Taí um comentário apaixonado, porém lúcido. Há muito deixei de ver o Fluminense e viver mais. Resolvi dar uma olhada contra o Ceará…..

  2. Desculpe-me, tricolor, mas achar que Mário Bittencourt e Celso Barros (sem a grana da Unimed) seriam a solução para o Fluminense é ignorar que muito do desgoverno e das dívidas que temos hoje são resultado dos desmandos e, quiçá, coisa pior que eles perpetraram quando mandavam no futebol do clube.
    É claro que Peter, Flusócio e Abad conseguiram piorar o que já estava ruim, mas se há solução política para o Fluminense, ela está longe de todos esses.
    Qual é a terceira via? Não sei, mas nesses…

    1. Concordo e acrescento…..se a solução passa por estes nomes, estamos fu…..os.

      ST

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