Editorial: Chega de silêncios

A eliminação precoce do Fluminense na Copa do Brasil 2018 reforça um tema inúmeras vezes debatido neste PANORAMA: a necessidade urgente da contratação de reforços para defesa, meia e dianteira de finalização do time tricolor. Como já se viu e já se comprovou – sem qualquer relação com a “queima” de jogadores do time atual -, se esta providência não for tomada logo, o segundo semestre do Flu estará séria e gravemente comprometido. Foi dado o sinal de alerta.

Se as condições financeiras do Fluminense hoje são deploráveis, de acordo com fatos públicos e notórios, é preciso que seus dirigentes venham a público e esclareçam todos os pontos obscuros e nebulosos de tal situação. Há vários anos, o que o torcedor tricolor recebe como respostas são silêncios e silêncios – e estes no mínimo soam como desprezo ao principal ativo do Fluminense desde a sua fundação. Passando pelas trapalhadas da gestão Abad e voltando à Era Peter Siemsen com todos os seus co-protagonistas – Celso Barros, Mário Bittencourt, Pedro Antônio etc -, nas horas em que o torcedor mais espera palavras e esclarecimentos, a mudez impera. Ela irrita, desrespeita e afasta a torcida. Depois, reclamam quando os estádios estão vazios.

A cada dia que passa, o silêncio reforça a enorme desconfiança de engodo quando o assunto é a propalada austeridade financeira do Fluminense na gestão passada. Os famosos “esqueletos” têm saído dos armários – ou tumbas – e os fantasmas se divertem. E não há bonzinhos: TODOS os atores políticos do parágrafo passado foram ativos no processo de alguma forma em algum momento – ou vários -, sem exceções. Sobram acusações, jogo de empurra-empurra mas falta esclarecimento, clareza, transparência. Faz-se o silêncio até a nova virada de página, sempre se contando com a ingenuidade da torcida, o que é um erro grosseiro.

Mais ainda: o silêncio é o combustível perfeito para alimentar a máquina de ódio da panfletagem politiqueira que cerca as Laranjeiras, com nenhum outro sentido que não seja o da vitória eleitoral em 2019 e o do beneficiamento pessoal de quem panfleta/estimula a panfletagem, e só.

Espera-se dos dirigentes do Fluminense, a começar por seu presidente Pedro Abad, uma vez que o regime é presidencialista, atitudes imediatas que minorem o enorme risco que o NOSSO time corre neste momento para o decorrer do ano de 2018. São eles, os dirigentes, que decidem os destinos do clube; logo, no mínimo, já deveriam dar satisfações aos torcedores, antes que se repita o velho e mofado modelo de se cobrar dos populares a presença nos estádios sem qualquer contrapartida digna, apenas pelo amor. Sim, ele, o amor, existe, mas não pode ser o único argumento para sustentar a relação entre torcida e clube. Ė preciso mais, muito mais e logo, antes que seja tarde e o barco afunde com milhões de tricolores em desespero.

Ainda há tempo de mudar a rota e evitar o desastre, mas ele é curto. Chega de silêncios de desprezo: é hora de atitude, ação e, principalmente, respeito para com toda a torcida, pois quem dirige o Fluminense não o faz apenas para seus simpatizantes e aliados, mas sim para um país inteiro de três cores.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#JuntosPeloFlu

Imagem: pan

4 Comments

  1. Texto perfeito! É exatamente esse silêncio cinico que me impede de ir ao estádio.

  2. Hola tricolores;

    Perfeito o texto do editorial. Sem subterfúgios, tampouco intenções politicas! Essa espécie de “morte anunciada” angustia a todos nós nesse 2018. NÃO É ACEITÁVEL VERMOS O FLU CAMINHAR PARA O REBAIXAMENTO E NÃO SE FAZER NADA! Sendo mais claro: não interessa quem estaria/estará à frente do clube, mas não se pode admitir placidamente um rebaixamento antes do campeonato começar com a desculpa da “austeridade, da reconstrução, etc”.
    ST preocupadas.

  3. Quando não é silêncio, são manifestações no mínimo ilusórias, mas passei acreditar que é pura canalhice da pior espécie.

  4. Tempos difíceis.

    Temos 2 times de esqueletos para os próximos campeonatos.

    ST

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