E o “se”… (por Paulo-Roberto Andel)

“Se o campeonato terminasse hoje, o Fluminense estaria rebaixado” (2006/2008/2009).

“O Fluminense tem 5% (ou 2% ou 1%) de chances de permanecer na primeira divisão (2006/2008/2009).

“Se o campeonato terminasse hoje, o Corinthians seria o campeão” (2010).

“Se a Libertadores terminasse hoje, o Fluminense estaria eliminado na primeira fase” (2011).

“Se a Taça Guanabara terminasse hoje, o Fluminense estaria eliminado” (2012).

“O Fluminense está na frente, mas o Atlético Mineiro tem um jogo a menos e, se vencer, é o líder” (2012)

Dadas as sentenças acima, amplamente reproduzidas em páginas, estúdios e redações, verifica-se que o maior freguês do Fluminense no futebol brasileiro dos últimos anos é o “se”.

A simpática conjunção, fomentadora de esperanças e praticamente uma bandeira da imprensa convencional contra o Flu, não emplacou uma dentro.

Ontem mesmo, estamparam as bandeiras do “se” por conta de sua causa oficial: o melhor melhor do mundo. “Se vencer os doze jogos é campeão…”, “Se vencer nove é Libertadores certa” e outras pérolas do humorismo tupiniquim. Tudo por uma vitória a duras penas contra outro queridinho da imprensa, enquanto o Fluminense deitou no berço esplêndido da liderança absoluta e inquestionável.

Tricolor nenhum há de comemorar pré-título, pré-vitória ou qualquer outro pré. Isso não se alinha com a nossa gênese essencial. Comemorar o ovo da galinha sem o início dos trabalhos da cloaca é coisa dos melhores melhores do mundo, por ora melhores melhores da Sulamericana.

Estamos na frente. E bem.

Quatro pontos hoje podem não significar nada. Mas só hoje, ou semana que vem ou daqui a um mês e meio.

Na trigésima-sétima rodada, os quatro pontos significam o tetracampeonato.

Ao contrário do que a calhordice dos meios de comunicação sempre sugeriu, o Fluminense historicamente nunca deu a mão à empáfia ou à verborragia oca de quem ganha sem ter jogado. Nossos títulos nunca foram fáceis, ao contrário – a história está aí mesmo, livre para ser lida e pesquisada sem a necessidade de nenhum mago Merlin no apoio.

Parecia que teve final de campeonato na quarta-feira, quando o que aconteceu foi a vitória de um time mais fraco, sem nenhuma aspiração no campeonato que não escapar do rebaixamento, contra um bem mais forte mas também em claro declínio. Menores vencendo maiores. Aconteceu outro dia em Volta Redonda, com todo respeito ao Atlético Goianiense. E só. Uma carnavalização em torno de nada.

Isso é uma coisa. O Fla-Flu é outra. Clássico não tem favorito, exceto para a grande mídia.

Dotado de humildade, defeitos e a liderança em mãos, o Fluminense há de lutar para consolidá-la ainda mais. E pode fazê-lo, com dedicação e esforço. É hora de dedicação máxima, o sprint final para um grande dezembro.

No Fluminense ninguém é campeão de véspera. Vamos trabalhar pelo tetra, todos juntos. Não ganhamos absolutamente nada. Mas podemos ganhar.

Curioso mesmo é ver o outro “se” desaparecido. Aquele que sempre era utilizado contra o Fluminense nos primeiros parágrafos desta modesta coluna.

Há quem diga que o “se” ficou tristão.

E, por isso, sumiu do mapa.

Paulo-Roberto Andel

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Imagem: deletrando.blogspot.com

Contato: Vitor Franklin

5 Comments

  1. Que falta faz o Vilela!!!!!!!!!!!
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    Marcelo de Lima Henrique apitará o Fla-Flu

    Amigos, apitará o Fla-Flu o árbitro sabidamente rubro-negro Marcelo de Lima Henrique. Ele será auxiliado por Rodrigo Pereira Joia e Ediney Guerreiro Mascarenhas. O trio é todo da Federação do Rio de Janeiro.

    Eu geralmente publico aqui a lista de jogos anteriores apitados pelo árbitro. Hoje não farei isso (quem estiver curioso, pesquise os arquivos do blog – mas aviso que é conteúdo de embrulhar o estômago).

    À CBF, deixo meu protesto. Num momento em que a arbitragem é pressionada pela imprensa cínica por supostos erros pró-Fluminense, escala-se exatamente o árbitro que mais prejudicou o Fluminense nos últimos tempos. Parece até de propósito.

    À diretoria do Fluminense, deixo meu repúdio, pela total ausência de defesa institucional. O fato de Marcelo de Lima Henrique e Paulo César de Oliveira, entre outros, ainda apitarem partidas do Fluminense, evidencia uma absoluta falta de respeito à torcida tricolor.

    A Marcelo de Lima Henrique, apenas peço uma arbitragem isenta. É difícil ir contra o coração, eu sei, eu mesmo provavelmente não conseguiria. Mas pelo menos tente, Marcelo. Por amor ao esporte, por respeito às duas torcidas.

    PC

    http://jornalheiros.blogspot.com.br/2012/09/marcelo-de-lima-henrique-apitara-o-fla.html

  2. Por falar em preferências da mídia, vale registrar a forma como o jornal Correio Braziliense ignora o Fluminense. Tem dias que nem uma nota sequer sobre o clube é publicada. E olha que somos os líderes. Ao contrário, os jornalistas de esporte do jornal esticam notas sobre qualquer bobagem que acontece no Flamengo, abrem manchetes para dar espaço ao Botafogo, ao Corinthians e ao Palmeiras. Antes eu achava que eu é que estava de marcação com o jornal, mas depois que passei a prestar mais atenção observei que os caras de lá não gostam mesmo do Flu. Porém, se o Flu perde um jogo ou se a turma de trás avança logo saem notícias para colocar o clube pra baixo. Jornalismo parcial é coisa de ditadura.

  3. Com relação ao MLH, fez uma ótima partida contra o Vasco na TG. Tenho uma vaga lembrança do último clássico que apitou. Foi no turno, não lembro contra quem, mas acho que não teve problemas. Depois que o prensaram, ele melhorou nos clássicos. Vamos ver. Esses caras quando querem aparecer, é dose.

  4. Vencer um campeonato brasileiro contra toda essa adversidade, só irá aumentar a grandeza do vencedor, valorizando cada passo rumo ao título.

    Saudações!!!

    CQ

  5. Grande Andel!

    Antes de mais nada, parabéns pela audiência! 😉

    Com ou sem “se”, quero ler uma nova crônica na próxima segunda-feira enaltecendo mais uma partida de muita raça do nosso TIME DE GUERREIROS!

    Vamos lá, FLUZÃO!
    No fla x FLU é um “Ai, Jesus!” e tem que ser pra sempre!
    SSTT!!!

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