Deixa o Gérson jogar (por Matheus Frigols)

gerson kenedy cezar loureiro o globo

Jovem, 17 anos, com um futebol de gente grande e futuro promissor. Esse é Gérson, promessa do Fluminense. Promessa não, realidade.

Desejado por clubes como Juventus e até mesmo Barcelona, o atacante têm conquistado seu espaço no time de Drubscky e mostrando ao mundo o porquê dos europeus quererem o tirar do Tricolor.

O que me irrita é a ganância e a falta de ética praticada por seu empresário Marcos Antônio, o Marcão, também pai do jogador, que vem à imprensa pressionar entrelinhas ao Fluminense para que ceda a vontade de algum desses times.

A Juventus ofereceu no início de 2015, £12 milhões e agora vem com uma proposta de £15 milhões. Os dirigentes tricolores esperam lucrar £30 milhões (R$101,8 milhões).

Em sua última declaração, Marcão disse:

– Nós sabemos que o Fluminense passa por uma situação financeira difícil, então acredito que, se o Juventus se aproximar um pouco mais do valor que o clube quer, a chance de negociação vai aumentar. Sabemos que é importante para o Gerson o aprendizado, mas ele também é uma saída para o Fluminense, e o Juventus tem um projeto.

E o projeto que o Fluminense tem de mantê-lo pelo menos até as Olimpíadas do próximo ano? Não existe? É incrível ver o desrespeito do pai do atleta com a instituição que mais contribuiu para o crescimento do futebol brasileiro.

Os 7 a 1 da Copa são explicados em ações como essas. O sonho de um jogador nos dias de hoje, não é chegar à seleção, mas sim vestir a camisa de um grande clube europeu.

Gérson tem futebol para ser o camisa 10 da seleção canarinho daqui a alguns anos. Não tenho dúvidas disso. Tamanho é seu futebol que o rendeu o apelido de “novo Pogba” na Itália.

Gérson tem contrato com o Fluminense até 2019. O Flu detém 70% de deus direitos econômicos.

Além de querer vê-lo como ídolo do Fluminense vencendo títulos e fazendo gols decisivos, penso no jogador. Não o quero ver como um Lenny ou Dalton, que tinham futebol, mas se perderam por ter cabeça fraca.

Aos 17 anos, ele já é dono de uma BMW, carro importado, mas não tem nem habilitação. O veículo é dirigido por seu pai.

Marcão já viajou por toda Europa para fazer o nome do filho, ver qual é a maior e melhor proposta e continuar forçando o Tricolor a vendê-lo.

Que Gérson seja vendido quando for a hora de ser vendido e que o dinheiro seja realmente um alívio para o machucado cofre tricolor.

Como diz uma música da banda de reggae Natiruts: “Deixa o menino jogar”.

Abraço.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri 

Imagem:  cezar loureiro – o globo/guis saint-martin

voleio guis saint martin 27 04 2015

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