De Fred para o Flu/Do Flu para o Fred (por João Leonardo Medeiros)

João Leonardo

De Fred para o Flu

Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu,
Está tudo assim tão diferente…

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar…
Que tudo era pra sempre,
Sem saber, que o ‘pra sempre’,
Sempre acaba …

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou,
Quando penso em alguém,
Só penso em você…
E aí então estamos bem…

Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está,
E nem desistir, nem tentar,
Agora tanto faz…
Estamos indo de volta pra casa…

(“Por enquanto”, Renato Russo, 1984)

Do Flu para o Fred

Quando nos conhecemos
Numa festa que estivemos
Nos amamos e juramos
Um ao outro ser fiel
Depois continuando
Nos querendo, nos gostando
Nosso amor foi aumentando
Qual uma torre de babel

E a construção foi indo,
Foi crescendo, foi subindo
Lá no céu quase atingindo
Aos domínios do Senhor
E eis que chegada a hora
Do nosso maior momento
Esse desentendimento
Quer matar o nosso amor

Mas eu não acredito,
Isso não há de acontecer
Porque eu continuo lhe adorando
E hei de arranjar um jeito de lhe convencer
Volte meu amor, seu bem está chamando
Por um capricho seu
Não há de ser que essa amizade
Vá ter esse desfecho tão cruel
Que tiveram porque se desentenderam
Aqueles que pretenderam
Fazer a Torre de Babel

(“Torre de Babel, Lupiscínio Rodrigues, 1964)

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: jole

5 Comments

  1. Sandálias da Humildade

    De firmeza confirmada e afirmante
    lembrou Levir ao repórter passante
    enfim no Flu findar-se a confusão:
    jogar para ganhar, vencer ou vencer
    não esmorecer, prosseguir e atacar;
    a fácil fórmula, a mais simples forma
    de ser como cada e todo campeão

    Porém, há quem isso discuta e refute;
    em que discute e quanto mais refuta
    não apaga ou sequer minimiza
    a impressão que sua é outra luta:
    a conquista pessoal que se disfruta
    e que tudo para ele se organiza
    nem…

  2. nem sobra quem pelo clube lute

    Jóias de Xerém resolvem e mantêm
    amor do escudo, do manto sagrado
    passam sem birra, manha e mimimi
    capricho de quem chega contratado;
    não há grandeza maior que o Nense,
    ele é enorme, é gigante, somos nós
    e grita a História numa só voz:

    “Ídolos muitos, todos guerreiros
    espartanos ou atenienses
    cartagineses ou romanos
    são do tempo passageiros
    memória quando vencem
    somam troféus tal somam anos
    nunca maiores a quem pertencem”

  3. A humildade, disse a Torcida,
    bem no vestiário, bem na arquiba
    na chuteira, na sandália
    lembra Nélson melhor fica
    e assim ferrou-se a Unimed
    atento, então, fique o Fred
    por mais que se ache ou valha

    Numa tarde quente de abril,
    no interior do estado do Rio,
    nós, o Fluminense em brio,
    somos todos um ou mil
    ao Universo para ouvir
    “Ei, você aí, avisa lá pro Fred
    que quem manda é o Levir”

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